domingo, 6 de outubro de 2013

PROGRAMA DE APOIOS NA ESFERA DAS ARTES | eeaGrants

 
 



Primeiro, para se saber o que é o eeagrants VÁ AQUI, e veja os mecanismos financeiros e os programas de intervenção existentes e respectivos orçamentos. Para Portugal, a repartição da dotação alocada para Portugal, para o período 2009-2014, para cada Área Programática considerada prioritária é a seguinte:

Áreas Programáticas
Contribuição do MFEEE
2009-2014
Gestão Integrada das Águas Interiores e Marinhas€ 19 247 250
Energias renováveis
€ 4 000 000
Adaptação às Alterações Climáticas
€ 3 000 000
Fundos para Organizações Não‑Governamentais
€ 5 800 000
Iniciativas de Saúde Pública
€ 10 000 000
Integração da Igualdade de Género e Promoção do
Equilíbrio entre o Trabalho e a Vida Privada
€ 2 500 000
Conservação e Revitalização do Património Natural e Cultural
€ 4 000 000
Promoção da Diversidade na Cultura e nas Artes no
âmbito do Património Cultural Europeu
€ 1 000 000
Outras dotações
Apoio técnico ao Estado Beneficiário
€ 869 250
Reserva para imprevistos
€ 2 897 500
Fundo para relações bilaterais nacionais
€ 289 750
Total da dotação líquida a Portugal:
€ 53 603 750

Em curso,  AP17 - Promoção da Diversidade na Cultura e nas Artes no âmbito do Património Cultural Europeu,  e o  operador é a DGARTES.




Como se constata, o enfoque principal é: «Apresentação da diversidade multicultural na arte e cultura contemporâneas e promoção do intercâmbio cultural no domínio da arte viva». Havemos de voltar ao eeaGrants, mas para já informe-se, talvez lhe interesse. Por aqui não sabemos mais.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

«O teatro existe ? » | José Vieira Mendes


Na FORMA DE VIDA n º 3 - edição de outono, entre outros  artigos pode ler:

O teatro existe?

José Maria Vieira Mendes
Sempre se reclamou um teatro que é mais teatro. O teatro certo contra o teatro errado. Aquele que “é” contra o que “não é”. E por extensão, de um ou outro lado da barricada, amontoam-se verdades: que o teatro é arte comunitária que vive de e com o público, por exemplo. Ou que o teatro é uma arte viva onde podemos satisfazer o nosso (nosso?!) desejo de real. 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

«(...)por um lado aprendendo com eles, por outro produzindo coisas um bocadinho diferentes»



Com uma nota - «o Félix Ribeiro, já nos tempos de estudante, de Económicas, como era chamada a única Faculdade de Economia existente em Lisboa, atual ISEG, pelos idos de 1970, produzia escritos, que designava-mos, então , por textos de apoio ao Movimento Associativo, marcantes, sempre profundos, dignos e coerentes e sem procurar destacar-se, ao contrário de outros, menos capazes, mas sempre com a mira no protagonismo. Esta, a diferença, no passado e agora. Esta entrevista é imperdível»  - recebemos  um e-mail  a sugerir a divulgação da entrevista de que nos era enviado o link. É esta, onde se pode ler na introdução:

«José Félix Ribeiro foi diversas vezes convidado para ocupar cargos de relevo na política nacional mas nunca aceitou. Diz que por timidez e por gostar de fazer o que sempre fez. “Pertenço a uma geração que foi desafiada a pensar estratégias para Portugal”, primeiro no consulado marcelista, depois no pós-25 de Abril e mais tarde quando se tornou claro que era preciso traçar cenários para sobreviver à globalização. “Tentámos ajudar a geração dos nossos professores e a geração dos nossos assistentes, por um lado aprendendo com eles, por outro produzindo coisas um bocadinho diferentes.” Atlantista convicto, acredita que a Europa tem de se aliar aos Estados Unidos ou corre o risco de perder utilidade e fracassar como potência».

destaque
foto de 3DVV  - tirada daqui
 
E uma boa ocasião para chamarmos a atenção para a conferência «Mudando de Mundo
Globalização e Conflitos no Novo Século» por José Manuel Félix Ribeiro que teve lugar na CULTURGEST, e disponível aqui.

sábado, 28 de setembro de 2013

EM BREVE CONCURSOS PARA DIRIGENTES EM ORGANISMOS DA CULTURA

 
 
 

De acordo com a lei  - e não a vamos discutir agora, mas muitos já assinalaram  pontos fracos bem significativos, por exemplo quanto aos  perfis para os lugares a concurso, e quem quiser ter opinião sobre isso é só seguir uns tantos, e deter-se num ou outro parâmetro  -  os concursos para dirigentes na Administração Pública segundo as novas regras têm de ser realizados até ao fim do ano, e na Cultura a coisa parecia estar emperrada, mas eis que no site da CRESAP estão anunciados «Procedimentos Concursais Brevemente Disponíveis» que integram organismos da cultura como se pode ver na imagem acima (uma montagem feita a partir da informção do site da CRESAP). Confira por si.
Quem sabe isto lhe interesse diretamente ou a alguém que conheça. É  de ESTAR ATENTO como recomenda a CRESAP. Nós por aqui vamos tentar funcionar como observatório. Acreditamos que os Dirigentes são fundamentais para que se criem as condições que garantam a prestação de um serviço público na esfera da cultura e das artes - bem vistas as coisas a razão daqueles lugares -  e para a formulação de políticas públicas de qualidade. Mas há quem pense que só tem que, de forma burocrática, cumprir ordens.
E é claro que vamos ver «à lupa», tanto quanto isso possa ser feito, os perfis que vão ser fixados. Lembremos que na generalidade os atuais  dirigentes estão «em regime de substituição», o que  pode ter funcionado como tirocínio e dar vantagens, mas dizem-nos que há casos nesta situação que até não irão reunir as condições gerais para os concursos a abrir. O que, em certa medida, nao deixa de ser bizarro ! 
 
 
 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

«REDE DE TEATROS»: reviver o passado para o "PORTUGAL 2020" a pretexto do TEATRO MUNICIPAL DE ALMADA


A notícia da imagem está  no Jornal de Notícias, de 26 de setembro, mas outros orgãos de comunicação social já se referiram ao assunto, por exemplo, no Negócios online: Estado condenado a pagar dívida de 1,371 milhões à Câmara de Almada. E aqui temos um bom pretexto para se voltar à «Rede de Teatros» que verdadeiramente não existe, com isto querendo dizer-se: voltar ao Balanço dos Fundos Comunitários passados e presentes da cultura, e daqui partir para o que vai acontecer com o próximo quadro comunitário.  E, claro, há que perceber melhor esta «estória» do Teatro de Almada. Como é que isto aconteceu ?

GENTE GENTE


Ao ler o que se segue só me lembrava da expressão «Gente Gente» que aprendi a usar quando queremos distinguir pessoas que interessam,  de carne e osso, com defeitos e qualidades, que dá gosto conhecer, ... .
"Já me tinha esquecido da integridade. Deve ter sido isso que me fez chorar. É aquilo que tem António Arnaut, um dos fundadores do Serviço Nacional da Saúde (SNS) que, sofrendo de cataratas nos olhos, não só recusa todos os favores dos amigos para ser operado no sector privado, como insiste em ser operado pelo SNS, como qualquer utente anónimo.
No PÚBLICO foi justamente elogiado por denunciar a campanha cada vez mais descarada para propagandear as empresas hospitalares com fins lucrativos à custa dos hospitais públicos do SNS.
António Arnaut tem dinheiro e amigos para já estar livre das cataratas há mais de seis meses. Mas escolheu esperar e sofrer para ser igual às ideias dele. Que, no caso dele, foram tornadas em instituições que beneficiam todos os portugueses, salvando as nossas vidas. Há um aspecto, no entanto, que ainda é mais corajoso e honesto: é que António Arnaut, para além de rebelde, ainda acredita na qualidade do SNS que criou. Não é acreditar: sabe que o SNS tem qualidade. Tem é medo que a privatização obsessiva em curso liquide o SNS. Entenda-se: vender a algumas empresas endinheiradas, por um preço baixo, tudo o que pertence a todos os portugueses, por ter sido completamente pago pelos impostos que pagamos.
António Arnaut não é um mártir: é um grande político que usa todos os meios ao dispor dele para conseguir o que deseja para os outros. Para os outros, com ele próprio incluído. Ele quer ser - e é - como todos nós."
 
MIGUEL ESTEVES CARDOSO, PÚBLICO, 24/09/2013