sábado, 18 de novembro de 2017

SENHOR MINISTRO DA CULTURA, O QUE DIZ ÀS PROPOSTAS QUE APARECERAM NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA?


 
Leia na integra no DN
Ao lermos a notícia a que se refere a imagem, talvez haja uma pessoa que  fique um pouco agitada com as possibilidades que se podem vir a concretizar: o Ministro da Cultura. De facto,  será dificil encontrar alguém tão resignado com o que se passa no setor. Ainda hoje no semanário Expresso se pode ler isto: 

Estão a ver, tudo muito burocrático, muito legalista, tipo «gerir por decreto», sem um pingo de entusiasmo. Ou seja, pelos lados da Ajuda pensarão que já estava tudo tão arrumadinho, com uma argumentação que dava para o gasto, à espera de uma nova polémica que levaria ou não a um novo regulamento, tudo com a devida calma, e agora abrem-se estas hipóteses... Aliás, raciocinio semelhante haverá pela DGARTES. Lembram-se!, já abriram concursos (até hoje ainda ninguém nos explicou como tal foi possível ..., não tarda temos aí outra polémica), e se vai haver mais dinheiro ... Querem ver que vão fazer como fizeram recentemente: adicionaram novo concurso (talvez com outro nome) ao que já existia ... Os agentes culturais bem bramiram, mas ninguém os ouviu. 
Senhores Deputados, estão a esquecer-se de um pormenor:na generalidade os serviços precisam de ser refundados. E precisa-se de mais pessoas. Lembram-se, houve o PREMAC!, aquela coisa que escangalhou o aparelho estatal. E para que mais dinheiro provoque o desejado estas mudanças têm de acontecer ao mesmo tempo. Doutra forma esperem sentados, porque aquelas propostas que fazem não vão acontecer:  o dinheiro ainda não chega e não há técnicos que as realizem. Mais, esta conjugação faz com que Dirigentes se eternizem, com a desculpa de que não têm meios, e assim disfarçam a sua falta de aptidão para o lugar.
Mas tudo isto tem solução, claro: é só os Senhores Deputados não ficarem «pela metade». Exijam o resto, dentro ou fora do calendário orçamental. Bom, mas como diz o povo, «estamos a ensinar o padre nosso ao vigário» ...

 

domingo, 12 de novembro de 2017

PANTEÃO NACIONAL | Orçamento & Bom Senso



A noticia subjacente a este post, por exemplo, aqui, com o seguinte titulo:A utilização do Panteão Nacional para um jantar exclusivo que assinalou o encerramento da Web Summit está a gerar controvérsia, merecendo críticas nas redes sociais.  

E uma leitura dos acontecimentos que facilmente se subscreve, a do deputado António Filipe:  «(...) A falta de orçamento para a Cultura, segundo António Filipe, “é conhecida e o PCP tem vindo a denunciá-la”. “O PCP tem vindo a apresentar propostas para que esta desorçamentação que vem de longe seja alterada e que haja um investimento na cultura que seja mais compatível com as responsabilidades do país nesse domínio”, recordou. Os comunistas até podem “compreender que os responsáveis pelos monumentos nacionais procurem obter receitas, mas isso tem limites, que é o respeito pela dignidade dos espaços e pela sua preservação”. 
“Não é aceitável, a título nenhum, iniciativas como esta que são inadequadas para a dignidade do espaço em concreto. Há que fazer regulamentos que respeitem os monumentos nacionais e há que ter bom senso na sua aplicação”, reiterou. (...)».
Mesmo que não gostemos de aumentar o ruido em atmosferas excitadas, apetece lembrar que o Orçamento do Estado é aprovado na Assembleia da República, e que os Dirigentes são uma escolha dos Ministros, ainda que passem pela CRESAP (uma caso de insucesso como alguém recentemente sublinhou) e em grande número escolhidos de entre os que entretanto já tinham estado em regime de substituição ..., escolhidos pelos Ministros. Assim, de quem é a responsabilidade, de quem é?

Ainda:

Leia aqui

Aguardemos desfechos ..., nomeadamente medidas preventivas para que acontecimentos equivalentes não aconteçam noutras áreas ..., digamos, decisões «controversas» por falta de bom senso, que quando associado a falta de preparação é o que se pode adivinhar ... Outros acontecimentos no minimo incompreensíveis certamente existirão só que nem sempre com visibilidade pública. É a vida? Não, recusamos fatalismos. Queremos, em particular para a CULTURA, as reformas prometidas pelo Governo e pelos Partidos que garantem a atual solução governativa. Como se vê, é simples.
  

DOS OUTROS | «Tailored Review of Arts Council England»

Disponível aqui.


Da apresentação  de «Matt Hancock, MP Minister of State for Digital and Culture»:«This tailored review provides an important opportunity to examine the efficiency and effectiveness of Arts Council England, an organisation which will invest £1.1 billion of government funding and a further £700 million of Lottery funding between 2015 and 2018».