E cá temos o cartaz da coleção do Madeira Luís que escolhemos para o mês de MARÇO. Saiba mais na Universidade de Aveiro. E dos cartazes dos meses anteriores.
domingo, 31 de março de 2013
UM CARTAZ POR MÊS - FERNANDO LOPES GRAÇA
E cá temos o cartaz da coleção do Madeira Luís que escolhemos para o mês de MARÇO. Saiba mais na Universidade de Aveiro. E dos cartazes dos meses anteriores.
APOIO ÀS ARTES ATRAVÉS DA DGARTES: a via sacra continua ...
Já estamos na Páscoa, hoje precisamente, mas a via sacra dos apoios às artes continua. A notícia chega-nos através dos alertas Google, assim: Direcção
Geral das Artes deixa apoio ao teatro de fora. E remetem-nos para o Jornal Hardmusica onde se pode ler: «Os resultados dos concursos Anual, Bienal e
Quadrienal 2013-16 dizem apenas respeito às áreas da arquitectura, fotografia,
“design”, artes digitais e artes plásticas, cruzamentos disciplinares, dança e
música.
Após a sua publicação dos resultados dos apoios na sua página on-line, no passado dia 28 de Março, a Direcção Geral de Artes (DGArtes). Ficaram por divulgar os apoios referentes ao teatro.
“Os resultados referentes à área de teatro encontram-se em fase final de processamento, no seguimento do trabalho de avaliação já concluído pela Comissão de Apreciação”, lê-se na página da DGArtes, não sendo apontadas datas para a divulgação dos resultados, conforme noticiou a Lusa. (...)». Continue. E não pudemos deixar de reparar que a DGARTES mudou de logotipo, que nos fez lembrar alguma coisa, e chegámos lá, era a TAP:
Após a sua publicação dos resultados dos apoios na sua página on-line, no passado dia 28 de Março, a Direcção Geral de Artes (DGArtes). Ficaram por divulgar os apoios referentes ao teatro.
“Os resultados referentes à área de teatro encontram-se em fase final de processamento, no seguimento do trabalho de avaliação já concluído pela Comissão de Apreciação”, lê-se na página da DGArtes, não sendo apontadas datas para a divulgação dos resultados, conforme noticiou a Lusa. (...)». Continue. E não pudemos deixar de reparar que a DGARTES mudou de logotipo, que nos fez lembrar alguma coisa, e chegámos lá, era a TAP:
Será que há alguma «estória» por trás disto que nos escapou! Mas deixemos «a imagem», (não significando que não se volte cá), e concentremo-nos agora nos APOIOS, onde parece, cada vez mais, haver muito para/por contar ...
sábado, 30 de março de 2013
PADRE ANTÓNIO VIEIRA
«Esta é uma edição sonhada há mais de 150 anos por gerações diferentes de estudiosos da Língua e da Cultura Portuguesas, quer portugueses, quer brasileiros, quer ainda oriundos de outras nacionalidades. Conhecem-se mais de uma dezena de projetos de edição da obra completa daquele que foi considerado por Fernando Pessoa como sendo o Imperador da Língua Portuguesa. Nenhum deles chegou ao fim em razão de vicissitudes várias», explicam José Eduardo Franco, coordenador da coleção, e Pedro Calafate, filósofo e professor catedrático da Universidade de Lisboa, especialista no estudo do barroco e do racionalismo iluminista do século XVIII.
Em entrevista publicada na revista do Círculo de Leitores, os responsáveis referem que «a dimensão, a dispersão e a complexidade dos textos de Vieira acabaram por se erguer como obstáculos fortes» à conclusão da obra completa «daquele que, sem dúvida, é, ao lado de Camões na Poesia, o autor cimeiro» da prosa em Portugal.
«A obra revelará a militância do missionário, a eloquência do pregador, o empenho e a argúcia política do conselheiro e diplomata ao serviço do Rei de Portugal D. João IV, o crítico vigoroso da discriminação social contra judeus e escravos, a defesa de uma sociedade cristã mais coerente que não segregasse cristãos-novos de cristãos-velhos, o denunciador da corrupção, o professor e o poeta inspirado, o anunciador de futuros de esperança em tempo de crise dolorosa com que o nosso país então se debatia», acrescentam. Continue a ler.
MENSAGEM DO DIA MUNDIAL DO TEATRO | DARIO FO
Aqui temos a Mensagem do Dia Mundial do Teatro, este ano de autoria de Dario FO , lida em «Espanhol» - Peru. E pode ouvir noutras linguas: aqui no ITI. Em Português não encontrei. Mas podemos ler em português, numa tradução feita por Margarida Saraiva da Escola Superior de Teatro e Cinema, e disponibilizada também no ITI. Começa assim: «Há uns anos atrás, o PODER, no máximo da sua intolerância, escorraçou os artistas dos seus países. Hoje em dia, os atores e as companhias sofrem com a dificuldade de encontrar espaços, teatros e público; tudo por conta da crise. Os governantes já não se preocupam em controlar quem os cita com ironia e sarcasmo, uma vez que os atores não têm espaços nem publico que os veja».
terça-feira, 26 de março de 2013
APOIOS ÀS ARTES ATRAVÉS DA DGARTES: SECRETÁRIO DE ESTADO DA CULTURA CHAMADO COM URGÊNCIA À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Deputado Miguel Tiago do Grupo Parlamentar do PCP
Fizeram-nos chegar o Requerimento dirigido à Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da
República, pelo Grupo Parlamentar do PCP, para que seja solicitado ao Secretário de Estado da Cultura uma reunião, com carácter de urgência, em modelo de audição, com a seguinte justificação:
«Tendo em conta toda a situação vivida pelas estruturas de criação artística, nomeadamente no que aos apoios indirectos e directos, diz respeito, é crucial que a Comissão de Educação, Ciência e Cultura possa compreender as condicionantes que se verificaram ao longo dos processos de determinação e distribuição dos apoios.
Depois de cortes sucessivos, alguns dos quais aplicados em pleno desenvolvimento dos contratos, depois da diminuição abrupta dos meios financeiros atribuídos à Direcção-Geral das Artes para o apoio às artes, verificam-se ainda hoje inúmeras dificuldades e persistem dúvidas quanto à forma e ao método dos concursos realizados já em 2013.
No quadro dos apoios indirectos, várias estruturas levantaram dúvidas quanto à lisura dos procedimentos e muitas questões são legitimamente levantadas, quer por essas estruturas, quer pelo Grupo Parlamentar do PCP, nomeadamente quanto ao critério, à forma das decisões e ao volume dos apoios em causa. Mesmo o modelo político escolhido pelo Governo e pelo Secretário de Estado da Cultura suscita dúvidas diversas que merecem ser esclarecidas.
Da mesma forma, no âmbito dos apoio directos, é evidente que existem insuficiências de forma e de substância na medida em que o anúncio dos resultados dos concursos foi adiado já duas vezes, unilateralmente, pela DGArtes. O apoio directo às artes sofreu um corte de cerca de 75% em valor, tendo como referência o ano de 2011 e além disso, sofre agora sucessivos atrasos no seu desfecho. Isso provoca instabilidade acrescida a todas as estruturas concorrentes e agrava a situação já complexa e próxima do limite da subsistência que se coloca a essas estruturas e aos seus trabalhadores.
Tendo em conta que os prazos, agora incumpridos, foram estabelecidos pela própria DGArtes e que surgem na sequência de um já atrasado procedimento concursal, é legítimo que seja questionado o Governo sobre os meios atribuídos à DGArtes para fazer face às exigências que se lhe colocam, tanto quanto é legítimo e urgente questionar o Governo sobre as orientações políticas e a estratégia de apoio às artes prosseguida».
O requerimento é assinado pelo deputado Miguel Tiago.
domingo, 24 de março de 2013
APOIO ÀS ARTES ATRAVÉS DA DGARTES: de comunicado em comunicado ...
APOIOS DIRETOS - PRAZOS PARA PUBLICAÇÃO DOS RESULTADOS [COMUNICADO: 22 DE MARÇO DE 2013]
[22-3-2013]
Considerando que está em fase de conclusão o processo de avaliação das entidades artísticas por parte dos respetivos júris no prazo previsto, a Direção-Geral das Artes informa que a divulgação da Proposta de Decisão ocorrerá durante a próxima semana.
A Direção-Geral das Artes assegura, deste modo, que estão a ser canalizados todos os esforços e aplicados todos os seus recursos, tendo como objetivo garantir a publicação da informação no calendário referido.
À importância da apresentação destes resultados para a atividade do meio artístico nacional, alia-se a necessidade de assegurar que os procedimentos associados são tratados de forma minuciosa e com o indispensável rigor, pelo que solicitamos a compreensão das entidades envolvidas. Ver no site da DGARTES.
À importância da apresentação destes resultados para a atividade do meio artístico nacional, alia-se a necessidade de assegurar que os procedimentos associados são tratados de forma minuciosa e com o indispensável rigor, pelo que solicitamos a compreensão das entidades envolvidas. Ver no site da DGARTES.
No «prazo previsto»! Meu Deus!
sábado, 23 de março de 2013
ÓSCAR LOPES
Ler o depoimento do Professor Carlos Reis sobre Óscar Lopes parece-me uma boa maneira de recordarmos o intelectual que acaba de nos deixar. Morreu ontem, no Porto. Começa assim:
«O Prof. Óscar Lopes não foi apenas um grande professor e um grande investigador, o que já não seria pouco. Foi também um grande intelectual, no sentido mais nobre, militante e empenhado do termo. Autor de uma obra vastíssima, como historiador da literatura, ensaísta, crítico literário e linguista (faceta talvez menos conhecida, mas não menos relevante do seu labor), Óscar Lopes foi uma personalidade muito marcada, até 1974, pelo de silenciamento e mesmo pela repressão que lhe foi movida pelas instâncias do poder vigente, o que limitou, até então, a projeção da sua atividade como crítico, investigador e professor». (...)
E mais adiante:
«Este é um aspeto que quero realçar. Conheci sempre no Prof. Óscar Lopes uma personalidade tolerante e dialogante, aberta a outras ideias e formas de pensar diferentes das suas, interessado e profundo conhecedor da música (o que bem se vê em Uma arte de música e outros ensaios, de 1986), das artes plásticas, da filosofia e do pensamento religioso. Posso dizer, sem exagero, que Óscar Lopes era detentor de uma cultura literária absolutamente impressionante, que sempre levava às intervenções que fazia, em conferências, em congressos e em colóquios, sem exibicionismo, mas com um vigor participativo e com uma abertura ao debate invulgares. (...)». Aqui, no Público, o depoimento integral.
E temos também este post, no Entre as Brumas da Memória, que nos leva a outros escritos que vale a pena ler.
Saber mais sobre Óscar Lopes, e ler o que nos deixou, parece-nos, de facto, uma boa maneira de o homenagear.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
