quarta-feira, 16 de novembro de 2022

SEMINÁRIO | HOJE 16 NOV 2022 | «Cultura e o Bem-estar na UE» | PODE SER SEGUIDO ONLINE

 

Veja aqui

 

E tirado daquilo a que alguém chamam «Portal da Cultura»:

«dia 16 de novembro, Mariya Gabriel, Comissária Europeia para a Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude organiza um seminário conjunto sobre o papel que a cultura desempenha na saúde e no bem-estar juntamente com Sabine Verheyen, presidente da Comissão da Cultura e da Educação do Parlamento Europeu , no Parlamento Europeu.

O Parlamento Europeu decidiu financiar em 2021 a ação preparatória Desenvolvimento de Políticas Ascendentes para a Cultura e o Bem-estar na UE que contou com o apoio da Direção-Geral da Educação, Juventude, Desporto e Cultura. 

O projeto CultureForHealth foi selecionado para implementar esta ação e visa inspirar uma verdadeira mudança política a todos os níveis, ao reunir políticas da saúde, cultura, educação e ação social». Daqui.

 

Pode ser seguido online 

 

 


terça-feira, 15 de novembro de 2022

VOLTEMOS A LEMBRAR | «Culture Moves Europe | Call for individual mobility of artists and cultural professionals | First rolling call from 10 October 2022 to 31 May 2023»

 

 

Disponível aqui

 

 

 

 

Não se viu grande eco das palavras do novo Secretário-Geral do PCP embora o assunto ocupe agendas e mais agendas. Mas vem na primeira página do jornal i : «Paulo Raimundo também culpa Rússia por invadir Ucrânia»

 

Sobre a questão e se não viu as entrevistas já dadas por Paulo Raimundo, em relação à da CNN podemos saber mais aqui. E tudo isto porque, a nosso ver, o «pensamento único» não é coisa que se deva alimentar. E é razoável que se deixe as pessoas explicarem-se e depois cada um tire as suas conclusões ... Mas estaremos de acordo que em muitas ocasiões na comunicação social relativamente à matéria «PCP/Ucrânia» o que se tem observado são «massacres» ...

 

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Mas mudemos  de assunto e voltemos à Conferência e ao primeiro discurso do novo dirigente dos comunistas. Sobre a Cultura:

 


Nisto, não há  dúvidas: por aqui estamos de acordo, e é nossa convicção  que muitos outros  ali se reveem. 

 

UNESCO | WORLD HERITAGE | «The private sector pitches in»

 

 
 
 

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

«Eu, Ministro da Cultura»

 

 

Não importa o lugar, o Senhor Ministro da Cultura vai dizendo o mesmo ... Nomeadamente, fala-nos de coisas como só ele as tivesse descoberto e mais ninguém as tenha detetado. E há um lado cândido: mostrando humildade ?,  vai-nos dando conta da sua aprendizagem em Ministro. O registo será ainda o de comentador, com um discurso redondo, com quem ninguém à partida para uma grande parte dos assuntos estará em desacordo. Dá ideia que procura ser «um integrado marginal». Não deixa de ser notada a maneira como se centra em si e não no Governo como um todo ... Estará em busca de ser quase «ideólogo». Veja se não temos razão lendo, por exemplo, o seu «discurso» aquando da ida ao Parlamento a propósito da audição sobre a proposta do Orçamento do Estado 2023 a que se refere a imagem inicial. Excertos:

«(...)Quando aqui estive há seis meses, para apresentar o Orçamento para 2022, comecei por reconhecer que a área da Cultura tem historicamente sofrido de subfinanciamento. Essa constatação é tão ampla, esse diagnóstico é hoje tão partilhado na sociedade portuguesa, que me referi ao problema como o “elefante na sala”. Afirmei então que tínhamos um compromisso claro, estabelecido no programa de governo: aumentar progressivamente o investimento em Cultura, para atingir, no final da legislatura, 2,5% da despesa discricionária do Estado. (...)»

 
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«(...) Com a mesma clareza com que há seis meses identifiquei o subfinanciamento como o principal problema, quero agora estabelecer que a nossa prioridade para 2023 serão os Museus, os Monumentos e os Palácios nacionais. Há um diagnóstico que é grave e que está feito: museus e monumentos carecem de um reforço urgente de recursos humanos e precisam de maior autonomia na gestão, que lhes permita, entre outras coisas, diversificar e expandir as suas fontes de receita. A modernização que estamos a levar a cabo tem uma componente propriamente tecnológica (que se traduz na digitalização de acervos, no âmbito do PRR), mas tem de ir além disso. Museus, palácios e monumentos nacionais são o que fica: eles dão forma concreta, material, à experiência e à memória das pessoas que, por gerações e gerações, habitam este país. Uma comunidade existe na medida em que tem consciência daquilo que foi sendo, e museus, palácios e monumentos são repositórios da história, que reforçam o sentido de pertença na vida coletiva. Mas o património não é só um conjunto de edifícios e de objetos, e a sua missão não pode ser vista apenas como a preservação estática daquilo que já existe. O património não é um arquivo morto; pelo contrário, ele realiza-se na relação que estabelece com os vivos. A Cultura é preservação e criação, é a relação dinâmica entre preservação e criação, é usar o passado para construir coisas novas. Portugal não é uma entidade estática. Uma comunidade que está viva renova-se, e o património serve também para estimular a criatividade. Os palácios, museus e monumentos nacionais levam as pessoas a quererem conhecer os lugares e têm por isso a capacidade de revitalizar o território: devemos encará-los também como parte de uma política de desenvolvimento económico e social. (...)»

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 «(...) Desde o início do meu mandato, tenho procurado estar atento e conhecer a dinâmica cultural no conjunto do país, e não só aquilo que se faz nas grandes instituições. Acredito que a Cultura não pode ser tratada de maneira rígida, assente numa relação de poder extremamente desigual entre aqueles que a produzem nas grandes instituições e aqueles cujas expressões 6 artísticas são completamente desvalorizadas, por estarem fora delas. O campo da Cultura deve ser tratado como um só, sem demasiados espartilhos ou hierarquias. Para quebrar barreiras sociais – para que camadas mais amplas da população se aproximem do teatro, do bailado, ou até da ópera – é preciso que as grandes instituições estejam atentas e disponíveis, que não olhem de cima para baixo, para a Cultura que emerge fora destes espaços institucionais. Às vezes pensa-se na Cultura apenas em termos das grandes obras, mas a Cultura é também o vínculo social, o laço comunitário, o elemento aglutinador que nos dá um sentido de pertença e de participação na vida coletiva. Por isso penso que devemos encarar a Cultura não apenas como parte da educação formal – no sentido clássico da “cultura geral” – e também não como mero entretenimento, mas como um elemento central da cidadania. A Cultura e a democracia devem andar juntas, porque elas precisam uma da outra».

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Por fim atentemos nesta passagem: «Os problemas que são estruturais não se resolvem com remendos de  curto prazo. Precisam de soluções baseadas no estudo e no planeamento. É isso que estamos a fazer». Ora, as oposições de esquerda é o que têm dito continuamente. O Sindicato CENA-STE  repete-o sistematicamente utilizando praticamente aquelas exatas palavras. Senhor Ministro - melhor, Senhor Primeiro Ministro - , ao Governo exige-se então que assuma que só tem feito remendos e que nos diga como vai fazer ESTUDOS E PLANEAMENTO. Com o Ministério da Cultura (que verdadeiramente não existe) tal como está não se vê como vai acontecer ... As palavras ditas são pouco ou nada.