segunda-feira, 16 de junho de 2025

«CULTURA, JUVENTUDE, DESPORTO» | do artigo de António Guerreiro (a não perder) às declarações da Senhora Governante na ida à Feira do Livro

 

 

Sobre a primeira hipótese transcrevamos: «Primeira hipótese, a que mais adesão suscita: a justaposição, num mesmo eixo da governança, destas três figuras (cultura, juventude e desporto) é uma suprema manifestação do filisteísmo deste governo, da sua vulgaridade e desinteresse pelas artes e pela cultura, da sua hostilidade pelas coisas do espírito, usando-as apenas de maneira instrumental e convertendo-as em valores materiais. Em tempos já muito recuados, esta atitude seria classificada como “filisteísmo burguês”, mas actualmente tal designação seria ela própria desclassificada e até a palavra “filisteu”, neste contexto, se tornou um anacronismo ou quase só reconhecível pelos leitores de Hannah Arendt, do seu diagnóstico de uma “crise da cultura”. Fazendo parte de um antigo regime cultural, os filisteus correspondem hoje aos praticantes de um tráfico cultural destinado a satisfazer utilidades imediatas. Esta hipótese é a da crítica da cultura.». Bem, se puder não perca as restantes hipóteses.
 
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 E estávamos nós na leitura do artigo de António Guerreiro quando um link nos chamou para outro texto, sobre a ida da Governante do Ministério Tripartido à Feira do Livro de Lisboa. De lá este recorte:
 
 
 
Primeira reação: Então!, só faltava que a Governante  da pasta não desse importância à Cultura ..., ainda que num Ministério Tripatido ... Depois, aquela passagem fez-nos lembrar o aluno -  certamente na sequência dos esforços do professor - que ao escrever corretamente «há» entre  parêntesis assinalou que tinha «h» porque era do verbo haver ...Ainda, ai, e aquela opção pela palavra «evento»...Deve ser uma questão de «geração». Por acaso pensávamos que já tinha «passado de moda». É verdade, não nos soa bem aplicado à circunstância. Há designação: FEIRA - Feira do Livro. E talvez  não seja de hierarquizar «os acontecimentos culturais». «As pequenas coisas na cultura e nas artes» têm um valor sem fim ...E a tal beleza!  

Enfim, a combinação «cultura, juventude, desporto», é procissão que ainda agora vai no adro ...
 
 
 

sábado, 14 de junho de 2025

CONCENTRAÇÃO | NA SEQUÊNCIA DA AGRESSÃO SOBRE ATORES DA COMPANHIA DE TEATRO «A BARRACA» | «Não queremos viver num País do medo» | 15 JUNHO 2025 | LISBOA _16:00 | PORTO _ 17:00 | COIMBRA _ 18:00

 

 
Não queremos viver num país de medo.
Na sequência da agressão hedionda dirigida a um grupo de atores da companhia de teatro "A Barraca" por parte de um grupo de indivíduos ligados à extrema-direita, apelamos a todos os trabalhadores da cultura que se juntem a nós em Lisboa, em Coimbra e no Porto, contra a violência, o ódio, o racismo e a xenofobia.
É preciso travar as forças fascistas e xenófobas que procuram impor uma agenda de ataque aos direitos dos trabalhadores e pôr em causa as liberdades e garantias.
 
Dia 15 de Junho
Lisboa - 16h - Em frente ao Teatro "A Barraca"
Coimbra - 17h - Praça 8 de Maio
Porto - 18h - Praça da Batalha
 


sexta-feira, 13 de junho de 2025

A PROPÓSITO DA TÃO PROPALADA E MISTERIOSA «REFORMA DO ESTADO» | em especial para a nova geração do Governo que não vem da gestão e sem experiência das Administrações voltemos ao ensaio «Tudo Está em Tudo» de Maria de Lourdes Pintasilgo

 

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e caso desconheça talvez lhe interesse:
 

QUE TAL INVENTAR UMA «ESCOLA DAS TRANSIÇÕES» PARA PERCEBERMOS A ANUNCIADA «REFORMA DO ESTADO»? | inspiração vinda da Casa Mateus ...

 

 
«A Escola das Transições é um dispositivo de estudo, reflexão e ensaio de formas de agir sobre os processos de transição climática, ecológica e digital, mas também de procura dos caminhos de uma transição lógica, filosófica, social, justa. Compreende a necessidade de alterarmos a nossa relação com o planeta, de conhecermos em profundidade o nosso património ambiental e de ensaiarmos formas de o preservar e regenerar, enfrentando a transição ecológica para transformarmos radicalmente uma economia assente na extração e encontrarmos caminhos concretos para a sustentabilidade e o equilíbrio simbiótico». Saiba mais.
 
 
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É verdade, no post anterior e a propósito da «misteriosa» Reforma do Estado de que nos falam, falam, sem verdadeiramente «dizerem nada», pensámos que faria sentido lançar uma «masterclass» nacional, talvez o registo certo, para ver se nos entendemos. Pois bem, acabamos por mensagem da UMBIGO ter conhecimento disto: «Subordinada ao tema da Ecologia, e em estreito diálogo com o território, a residência artística UmbigoLAB @ Fundação da Casa de Mateus terá como base o projeto Escola das Transições e estará integrada na linha programática Arte na Paisagem» - saiba mais. E fez-se luz!,  e lá fomos revisitar a ESCOLA DAS TRANSIÇÕES da Casa Mateus a que nos referimos acima. Conclusão: mais do que «reforma do Estado» que tudo aponta, seja isso o que for, parece estar a começar mal, talvez pensar numa INICIATIVA «TRANSIÇÕES» PARA O APARELHO ESTATAL ... Tudo transparente. Obviamente que a Equipa Governativa é essencial, mas sem a aderência de tudo o resto não se vai longe. E não precisaremos  de gritar que vivemos tempos de transições ... Toda a gente o sente. Em termos de Gestão Pública,  temos de contrariar o «ATOMIZADO». Precisamos de PLANOS globais, assentes em estudos.  Rendamo-nos, mais uma vez  as Organizações da Cultura e das Artes veem primeiro, e encontram as designações que envolvem e estimulam ...
Ainda, se quisermos isolar ÁREAS, em linha com o que está na homepage do Portal do Governo, na CULTURA há mesmo que reinventar ... E quanto a orgânicas (apenas uma dimensão da coisa) não passará por a colocar num Ministério Tripartido. Chega-se a isso quase pelo «cheiro», mas numa Escola das Transições a abordagem tem de seguir metodologias recomendadas ... Estamos certos que vai mostrar que a OPÇÃO GOVERNATIVA ESTÁ ERRADA.... Pois, «água benta e presunção ...», mas é tão óbvio ...