A vereadora da Cultura explica o aumento exponencial do resultado negativo da empresa que gere o Teatro Aveirense e promete uma readaptação do orçamento
Maria José Santana
Maria da Luz Nolasco, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Aveiro, afiança que a filosofia de programação do Teatro Aveirense (TA) irá ser adaptada, com vista a reduzir o orçamento anual da sala de espectáculos. A garantia foi deixada depois de se saber que a empresa que gere o TA - a TEMA passoude um resultado negativo de quase 24 mil euros, em 2009, para cerca de 147 mil euros negativos em 2010. Um aumento que, segundo explica a vereadora ficou a dever-se ao inesperado corte no apoio da Direcção-Geral das Artes (DGA). "Só em Agosto, já com o ano a mais de meio e compromissos assumidos, é que a DGA nos informou que ia cortar o apoio em 50 por cento", recorda a vereadora.
A este imprevisto juntou-se, ainda, uma redução no valor do contrato-programa anual da Câmara de Aveiro, ainda que em menor escala Não obstante o facto de "termos reduzido as despesas correntes em seis por cento - o que representa uma poupança de 52 mil euros - estes cortes tiveram o seu reflexo nas contas de 2010", explica Maria da Luz Nolasco.
Face a este quadro, a vereadora garante estarem já a ser tomadas medidas para emagrecer o orçamento da sala de espectáculos, nomeadamente ao nível da "filosofia de programação". Uma das ideias, por exemplo, passa por levar a que sejam as próprias companhias a assumir, "por sua conta e risco", as suas apresentações no Teatro Aveirense.
"Esta estrutura já teve orçamentos de um milhão de euros, passou para 800 mil euros e, agora, terá de passar a ter orçamentos menores", admite Maria da Luz Nolasco, ainda que faça questão de ressalvar que "mesmo com menos recursos financeiros, em 2010 fizemos mais".
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Diário de Aveiro
2011-06-18
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