domingo, 24 de maio de 2026

«conceito de repertório» e precariedade

 

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Acabamos de receber  e-mail com a informação acima que é o pretexto para este post com dois propósitos: divulgar a iniciativa; voltar a mostrar a nossa surpresa sobre o conceito de «reportório» que lhe está adjacente. Bem, essa quase «perplexidade» já tinha surgido noutras ocasiões mas outras prioridades devem ter acontecido que há muito a tínhamos esquecido. Nós que como tanta gente ponderamos o lado bom e os perigos da Inteligência Artificial neste momento recorremos ao que nos diz sobre «o conceito». Aqui está:«O Teatro de Repertório é um modelo de produção e apresentação em que uma companhia mantém um conjunto de peças ativas e prontas a serem representadas. Os espetáculos alternam em cartaz, permitindo que o elenco represente uma peça diferente a cada dia ou semana». Para isso acrescenta o IA:
 
 
Nesta narrativa há uma certa dimensão «naif» mas pode testemunhar-se que contempla o essencial do que institucionalmente é (já foi?) considerado TEATRO (COMPANHIA) DE REPORTÓRIO (naturalmente assente no conhecimento teórico disponível e nas práticas de referência por esse mundo fora). Ousamos acrescentar: sem «ELENCO RESIDENTE» será abusivo falar de «repertório». Assumidamente no primeiro GOVERNO GUTERRES o diploma orgânico do TNSJ fixa que não vai ter COMPANHIA RESIDENTE . Contrariamente ao que se decidiu relativamente ao TNDMII. Naturalmente que não é cada TEATRO NACIONAL que decide isso. Confirma-se uma vez mais, precisamos de MEMÓRIA organizada sobre a GLOBALIDADE DO SETOR CULTURA nomeadamente em torno  do INSTITUCIONAL, do PRATICADO, e do que EMERGE em cada momento ... Sobre o TODO e de cada ORGANIZAÇÃO. Por acaso fomos ao site do TNSJ - à HISTÓRIA - ver o que por ali poderia existir sobre o assunto: nada! Talvez depois do  ciclo de conferências DEDICADO ao conceito de REPORTÓRIO se possa rever  aquela apresentação. Já agora, aqui pelo ELITÁRIO PARA TODOS defende-se que haja TEATROS nomeadamente NACIONAIS com COMPANHIAS RESIDENTES e demais ESTRUTURAS REGIONAIS (do Setor Público, do Terceiro Setor, do Privado). Mais, só com ORGANIZAÇÕES SÓLIDAS se acabará com a PRECARIEDADE DOS PROFISSIONAIS NA CULTURA E NAS ARTES.

   


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