quarta-feira, 2 de setembro de 2026

REVIVER O PASSADO PREC («VERÃO QUENTE») ATRAVÉS DE UMAS NOTAS PROVOCADAS PELA LEITURA DO RECENTEMENTE PUBLICADO «TEATRO, PERFORMANCE E O PROCESSO REVOLUCIONÁRIO EM CURSO»| a ideia é tentar mostrar que a perspetiva «revolução administrativa» desses mesmos tempos nomeadamente no aparelho estatal da cultura tem de ser procurada como abundantemente temos defendido no Elitário Para Todos | ALÔ PARLAMENTO!| ALÔ ACADEMIA! | ALÔ GOVERNO! | ALÔ TODOS/AS!

 


 

 SINOPSE

O papel do teatro e das artes performativas na construção da democracia e as marcas do processo revolucionário no tecido teatral português.
O livro Teatro, Performance e o Processo Revolucionário em Curso propõe uma cartografia estética, política e afectiva das práticas teatrais que emergiram, se reinventaram ou ganharam nova visibilidade em torno do 25 de Abril de 1974.
Entre a rua e o palco, a criação e a intervenção, a experimentação artística e a reconfiguração institucional, acompanha-se um tempo em que a revolução transformou profundamente os modos de fazer, pensar e imaginar o teatro e em que o próprio teatro participou na invenção de novas formas de vida colectiva. Saiba mais.
 
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SINOPSE -"O testemunho de uma experiência que talvez nos ajude a perceber, pelo prisma cintilante da cultura, a génese dos caminhos políticos que seguimos e das teias que tecemos: uma revisita desde a acção cultural possível no final do anterior regime, prosseguindo pelo fluxo e o refluxo da Revolução de Abril, até aos labirintos da actualidade do estado da nação. Saiba mais



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Ao que vimos com este post: continuar na cruzada em DEFESA DA MEMÓRIA NA ESFERA DA CULTURA aproveitando a  publicação de «TEATRO, PERFORMANCE E O PROCESSO REVOLUCIONÁRIO EM CURSO». Desde logo, levou -nos a reviver o passado no Palácio Foz indo ao demais que também  acima partilhamos. 
Para o livro da imagem inicial, o motivador,  coordenadas:«Este trabalho é financiado por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P.,no âmbito do projeto Performance e Teatro no PREC» o que pensamos associado às comemorações dos 50 anos do 25 abril. Imagens que o mostram:

É um trabalho académico de que tem cabimento mostrar o que busca: «O projecto PREC.PT Performance e teatro no PREC visa recuperar a memória do teatro, o que fez e como se fez, o que se pensou, escreveu, legislou e programou durante o Processo Revolucionário em Curso (1974-75). O projecto desenvolve-se em dois eixos de investigação principais: o mapeamento dos acontecimentos e das notícias de imprensa relacionadas com a actividade teatral sob a forma de um Diário do PREC e a realização de um conjunto de entrevistas aos agentes que intervieram, de diferentes modos e em contextos diversos, no sistema teatral português desse período». Não cremos que seja questão de preciosismo começar por dizer, assim o  pensamos, que com esta «investigação» não se recuperará «a» memória -  porventura mais ajustado dizer que   se contribui para isso. O que tem mérito, e em especial destacamos:  ajudar a não deixar que o problema da memória na Cultura continue perdido por aí ...  A nosso ver é uma grande problema que as ADMINISTRAÇÕES têm de equacionar. Tem de ir para a AGENDA. Aconselhável criar SOBRESSALTO que dê élan para a ação. E não esquecer a INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL.  Avaliar o trabalho realizado não será função de blogue, mas havendo no Elitário Para Todos gente que viveu o designado «VERÃO QUENTE» e precisamente na CULTURA, metida organicamente no MINISTÉRIO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL, oficialmente sediada na PALÁCIO FOZ, nos RESTAURADORES, é evidente que se fica preso ao que vai aparecendo  sobre realidade que se viveu «por dentro». Apaixonadamente. E ninguém era figurante. Deve ser por tal que não resistimos: obrigatório rendibilizar a ocasião. Assim, continuemos a dar  para «este peditório» e com «ponto de vista»: como abundantemente temos defendido em ocasiões diversas a questão da «MEMÓRIA NA ESFERA DA CULTURA» portanto também no TEATRO exige que as ADMINISTRAÇÕES em especial a CENTRAL encare a questão dos SISTEMAS DE INFORMAÇÃO DA CULTURA em particular na esfera das «artes da DGARTES». Para quem ainda precise de justificação aqui vai:  é fundamental para a GESTÃO PÚBLICA; não se percebe como a CLASSE POLÍTICA pode atuar sem ela; mostrar que o APARELHO ESTATAL não pode ser confundido com a ACADEMIA; ... Numa perspetiva maior, a nossa IDENTIDADE enquanto  Comunidade também passa por nos conhecermos na esfera da Cultura, da Cultura artística, da arte, sob várias óticas. Precisamos de INFORMAÇÃO sobre o PRESENTE, o PASSADO, o FUTURO ... Aliás, o  livro aqui em causa ilustra isso mesmo: pelos objetivos que fixa; pelo que regista e como o faz; pelo que não aparece; pelo que  é tocado de passagem quando eventualmente devia ser central; por ... A nosso ver, precisa-se de INTERVENÇÃO DE FÔLEGO a ser lançado pelo Aparelho Estatal Central, e olhando a atual Governação,  tem de estar na designada «REFORMA DO ESTADO» que bem vistas as coisas é «REFORMA DO APARELHO ESTATAL». E na CULTURA mais do que «reforma» tem de ser «reinvenção», «refundação».  «REVOLUÇÃO»!,  e não será ousado adiantar que por este lado teremos (temos de ambicionar) algo semelhante aos anos cobertos pela investigação. Olhe-se o titulo no artigo acima de António Dray - (« do seu currículo, «Em Julho de 1974 regressa a Portugal, tem uma passagem pela Administração Pública  , exercendo funções de Coordenador de Reorganização do Ministério da Comunicação Social e posteriormente Secretário-Geral desse mesmo Ministério»).
Mas não se pense que não valorizamos o Projeto. Pelo contrário, ao entrarmos na Livraria, num dos dias fuscos de Agosto 2026, foi com grande satisfação que vimos logo à entrada em prateleira de destaque  o Teatro, Performance e o Processo Revolucionário em Curso. Confessemos, de imediato trouxemos «Processo Revolucionário em Curso» para o presente - se lá estivesse PREC talvez não tivesse acontecido. Mas também porque acreditamos - ou será que apenas gostamos de pensar? - que há um processo revolucionário em curso ainda sem  visibilidade impositiva em torno da MEMÓRIA NA CULTURA. Mais,  aproveitando a REFORMA DO ESTADO com que o GOVERNO nos bombardeia talvez tenham na calha, quem sabe finalmente, e brevemente a ser lançado,  PROGRAMA que mais do que «reformar», REINVENTE  o Aparelho Estatal Cultura. Cogitando «em voz alta», (e até pensando que o Senhor Ministro das Reformas se vai meter na Plataforma do Mecenato) podem exigir-se TRANSFORMAÇÕES parcelares já, mas como vem nos manuais precisamos de um TODO logo à partida. Tratemos «árvores» mas não esqueçamos a «floresta». Claro, há que DIGITALIZAR (será que é de ter inveja boa das provas nacionais na educação?) - o que  emerge intensamente da investigação -  e isto pode, nem haverá outra forma,  ser feito «aos bocados» mas de maneira coordenada; é evidente que nesta atmosfera é de bom senso  exigir -  já! - que, ilustrando, nos devolvam o «SITE DA CORNUCÓPIA»,   para onde no livro nos dirigem em algum momento, mas, ó deuses,  já não vive online. Como é possível?, a nosso ver, neste ambiente «crime».  Só isso e outras realidades equivalentes mas generalizáveis podiam  desencadear SOBRESSALTO. Mas vive-se letargia. E serem  ponto de partida para «módulo de atuação» - quem sabe os Senhores Deputados em linha com o que já fizeram para situações comparáveis (lembremos a propósito dos Blogues do SAPO), olhem para o assunto. Continuando a discorrer sobre iniciativas que não precisam de esperar - tecnicamente são «medidas imediatas» compatíveis com o que quer que se venha a desenhar de maneira global e  integrada -,  facilmente se pode retomar o que no TEMPO DO PREC  e anos seguintes existia em papel devidamente selecionado, «juntinha», em publicação: a legislação produzida da Cultura. Ou seja, o que então no «Palácio Foz» se designava por «Formal Vigente», hoje com as potencialidades tecnológicas pode ser enriquecida e disponível de forma convidativa na internet. A Inteligência Artificial pode fazer cruzamentos sem fim: quanto ao Resultado Final e sobre o Processo que a isso levou.  Atente-se no O Corpo de delito, acima , de Vasco Pinto Leite  - no seu currículo:«Após o 25 de Abril de 1974 foi convidado pelo 2.º Governo Provisório a exercer as funções de Director-Geral da Cultura Popular e Espectáculos e Presidente do C.A do Instituto Português de Cinema por inerência do cargo» -  a nosso ver aqueles anexos são «pérolas» para o que aqui nos move arriscando-se a dizer que será difícil encontrar sistematização «tão real» naquele género  - mas a que necessariamente se pode/deve juntar outras fontes, podendo até colocar-se «anúncio» para isso. Bom, mas durante o PREC quanto ao quadro legal não se ficou apenas na tentativa. Obviamente há legislação publicada, ainda que a Lei do Teatro não o tenha sido. Mas houve SERVIÇO PÚBLICO DE TEATRO, e apetece dizer PARTE DA POESIA NA RUA.   (Naquele Verão Quente, os dias eram anos. e se tivemos o «Grupo dos Oficiais sem sono» no Palácio Foz também houve uma TECNOCRACIA COMPETENTE (ou isso queria ser), verificável,  que dormia pouco. Assinalar o papel dos EXILADOS POLÍTICOS e outros que regressaram. Não há muito, numa das CONVERSAS COM O PÚBLICO, no Teatro Municipal Joaquim Benite, o papel destes «e/imigrantes» veio à baila. Voltando aos «Diplomas», embora não se deseje uma ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA mas sim uma ADMINISTRAÇÃO GESTIONÁRIA onde a lei tem de ser rigorosamente cumprida - tal como no PREC, na Cultura -,  hoje para este particular do quadro legal  é meter a INCM - Imprensa Nacional Casa da Moeda -  ao barulho, Senhor Ministro das Reformas. E desta forma não obrigar os INVESTIGADORES quais Sherlock Holmes a tentar encontrar fontes, ou seja, a fazer o que outras deviam ter feito ... E não sendo essa a sua função não será difícil «falhar». Será que estamos a falar de «Arquivos oficiais» termo que em algum momento aparece no livro da investigação? Como os nomear?
Depois, quer no Livro aqui em causa, como em muitas das iniciativas a que se assistiu há sempre algo ausente:  a TRANSFORMAÇÃO DO APARELHO ESTATAL. No PREC para a Cultura  o que António Dray nos deixou tem de ser organizador. Foi a alma de «uma revolução», que hoje podemos apelidar de GESTÃO PÚBLICA, que tem de ser estudada pelo que provocou à época do PREC e avaliar como ficou no «jeito» de quem continuou lá Secretaria de Estado da Cultura/Ministério da Cultura. Ilustremos com a introdução do «ORÇAMENTAÇÃO POR PROGRAMAS». Se encontrado percebem-se as POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A CULTURA (artística, necessariamente). A propósito, talvez lhe interesse este post. De lá:
 
Bom, ainda estamos na silly season, e a publicação  «TEATRO, PERFORMANCE E O PROCESSO REVOLUCIONÁRIO EM CURSO» foi, utilizando palavra de pessoa envolvida no «PREC  Palácio Foz»,  uma «sacanagem» (boa). Tirou - nos  do sossego em que estávamos cheios de preguiça a gozar os dias longos. Hoje fiquemos por aqui, mas «cheira-nos» que havemos de voltar à coisa. Ainda dá para sugerir à Senhora Ministra da Cultura em part time, tipo TPC,  que atente no que é dito logo no começo no Testemunho de  Christine Zurbach: 
 
 

ou na forma como Vera San Payo de Lemos utiliza os PROGRAMAS dos espectáculos e as Críticas ...
Mais, chamando todo o Governo à liça, e suscitar  curiosidade que dele irradiará,  o Despacho seguinte, retirado do Testemunho de Luís Varela,  parte do livro:
 

Certamente que haverá lugar a «curiosidades», do tipo: 
- Foram criados mais Centros Culturais durante o Verão Quente?
- Ainda hoje no «sistema de apoios da DGARTES haverá resquícios  do que se passou na altura?
- O que separa a Rede de Teatros e Cineteatros  do presente
do Conceito subjacente à Descentralização  Teatral do PREC?
 
... e por aí fora
 
Até já!
 
 

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