«The International Congress "Culture: Key to Sustainable Development" will be held in Hangzhou (China) from 15 May to 17 May 2013. This is the first International Congress specifically focusing on the linkages between culture and sustainable development organized by UNESCO since the Stockholm Conference in 1998. As such, the Congress will provide the very first global forum to discuss the role of culture in sustainable development in view of the post-2015 development framework, with participation of the global community and the major international stakeholders». +
domingo, 12 de maio de 2013
sábado, 11 de maio de 2013
SOBRE O MUSEU DE ARTE POPULAR
"Governo aberto a propostas para criar projecto no Museu de Arte Popular até 2014 »
Sobre a declaração anterior, do Secretário de Estado da Cultura, Alexandre Pomar escreveu este post. Começa assim: «Projecto e conceito são duas palavras-mala (mot-valise*) onde cabe tudo, em especial o que é incerto e indefinido. No título acima é estranho o "criar projecto", que no caso parece ser afinal encerrar o projecto (o do Museu de Arte Popular, dizendo-se que a colecção passou lá para cima, para o feudo do Joaquim Pais de Brito), ou abater/extinguir o MAP. Se o SEC disse isto - “O destino do museu não será um projecto museológico”, disse Jorge Barreto Xavier, acrescentando que o acervo, cujo edifício tem uma classificação de interesse público, “está a salvo no Museu Nacional de Etnologia, devidamente qualificado e classificado” - disse mal e perigoso». Continue a ler.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
A MÁQUINA NÃO PARA
Na área da Cultura, que está como sabemos na Presidência do Conselho de Ministros (e aproveita-se para voltar a dizer que não há Secretaria de Estado da Cultura), a «máquina», ou seja, o aparelho estatal, esse não para. As nomeações sucedem-se. Em regime de substituição, está visto ! E verifica-se que há pessoas muito polivalentes. Apropiadas a qualquer função. Com a legenda «a mudança de cadeiras continua» o que um leitor nos apontou:
Se quer saber mais é só consultar o Diário da República: neste endereço. Nomeadamente pode ver percursos profissionais. Tudo às claras, certamente tudo legal, ... Afinal de que é que nos estamos a queixar ? O quê, aquela coisa dos concursos para recrutamento das chefias? isso fica para depois... O que é que queriam que se fizesse? não pode haver vazio de poder!, e os concursos demoram tempo ... E muitos dirão: já não quero saber, não vale a pena dizer nada. Fazem o que querem. São sempre os mesmos. Por aqui não alinhamos nessa, no minimo vale a pena ter consciência do que se está a passar e alimentar memória futura. E, se pensarmos bem, não é pouca coisa. E, em particular, para mais tarde, ninguém poder dizer: eu não sabia! Portanto, caro leitor, obrigado, pelo seu alerta. Como diz o povo, o saber não ocupa lugar! Há coisas mais prioritárias? Há. Mas isso não invalida que se esteja atento a tudo! Como direito e como dever.
terça-feira, 7 de maio de 2013
A «HIPERCULTURA»
«Arte: Do local ao global, da espiritualidade ao lucro
No passado dia 13 de abril tive ocasião de almoçar com Gilles Lipovetsky, autor francês que leio de há trinta anos para cá (cf. A era do vazio) e me tem ajudado a compreender as profundas transformações epocais das últimas décadas, no respeitante à sociedade e à cultura.
Disto mesmo conversámos e à despedida ofereceu-me um exemplar da sua última obra (em colaboração), acabada de sair em França: L’esthétisation du monde. Vivre à l’âge du capitalisme artiste [A "estetização" do mundo. Viver na idade do capitalismo artista], Gallimard, 2013. Na dedicatória referiu: «Esta nova dimensão do mundo…». Como veremos, também podia ter escrito «O mundo como dimensão nova das coisas».
Falando num museu e sobre a arte no contexto atual, respigo algumas ideias do livro, que me parecem particularmente ajustadas à circunstância. Trata-se especialmente daquilo a que chama «o estádio estratégico e mercantil da estetização do mundo» (p. 26). Explica que a arte não se destina já nem à simbolização e propiciação da divindade, nem à fruição e representação dos príncipes e elites, nem aos âmbitos em que era criada só por ela ou para ela. Hoje aplica-se instrumentalmente a tudo, num quadro geral de investimento e lucro.
A esta absorção da arte pelo mercado chama “capitalismo artista”, definindo-o como «o sistema que produz em grande escala bens e serviços com finalidade comercial mas carregados com uma componente estético-emocional, que utiliza a criatividade artística para estimular o consumo mercantil e a diversão de massas» (p. 67). (...)». Continue aqui.
Bispo do Porto, vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa
Museu dos Terceiros, Ponte de Lima, 3.5.2013
In Diocese do Porto
06.05.13
Do mesmo autor, Gilles Lipovetsky, com Jean Serroy, recentemente editada em Portugal, A Cultura Mundo | Resposta a uma sociedade desorientada, que estou a terminar de ler, mas que há uns dias não falo de outra coisa. A sinopse: «A noção de cultura alterou-se profundamente. Nos nossos dias, moda, publicidade, turismo, arte, urbanismo… nada escapa ao domínio da cultura. Esta transformou-se numa cultura-mundo, a do tecnocapitalismo generalizado, das indústrias culturais, do consumismo à escala global, dos media e das redes digitais. Ao transcender agora todas as fronteiras, e tornando mais confusas as antigas dicotomias entre «civilização» das elites e a «barbárie» da populaça, ela manifesta uma vocação planetária e permeia todos os sectores de actividade. Ao analisarem esta transformação, os autores avançam pistas para um possível curso de acção que enfrente o primado, em crescimento, do consumismo e a desorientação generalizada desta época. E se os anos vindouros fossem, paradoxalmente, os da «vingança da cultura»? Entre muitas outros ensinamentos penso que contribui para se alicerçar a necessidade de se delimitar o que é a cultura e as artes do serviço público, e a outra. E penso que este é mesmo «o ponto» no nosso País, nos dias que correm. Ou seja, há que precisar de que «cultura e artes» trata o «Ministério da Cultura» aqui entendido como a estrutura que integra o Governo e o aparelho da Administração Pública que a serve. Em particular, compreende-se melhor porque nas novas gerações encontramos quem tenha tanta dificuldade em entender a necessidade deste serviço público. Pensando bem, nasceram e viveram já na «Cultura - Mundo» de que fala o autor, cultura essa que nos afoga.
TEMOS REGISTOS, FALTA O RESTO
Como se divulgou aqui, no Elitário Para Todos, O Secretàrio de Estado da Cultura foi ouvido na Comissão de Educação, Ciência e Cultura a 24 de Abril último. Como a comunicação social, que tenhamos dado por isso, não se referiu ao que lá se passou, para muitos é como se não tivesse acontecido. Mas o registo da audição já está disponível em modo áudio e video: veja aqui no fim da página. Se tiver tempo, ouça e veja, e depois faça-nos um resumo. Por estes lados só ouvimos durante 1 Hora, e não sabemos o que dizer ... Não será bem assim, parece que o SEC tem óculos progressivos com os quais ainda não está habituado, e aquela coisa da ACE - lembram-se ! que ia gerir o conjunto dos Teatros Nacionais - se bem ouvimos está sem efeito. Nunca se aderiu àquela proposta, mas as coisas não podiam ficar por isto mesmo, deviam ser explicadas as razões das coisas, de forma que toda a gente percebesse a mudança. Reconhece-se que aquilo não era apropriado? ou a razão é outra? E agora como está a situação, e qual vai ser a solução? Quanto aos apoios às artes: de um lado apontam-se anormalidades à situação, do outro descobrem-se feitos gloriosos. E ficamos nisto ! ... Nem sabemos se existe, mas se não é prática era capaz de ser útil introduzi-la: ao fim de cada audição a Comissão fazia uma sintese do que se passou, a evidenciar como é que o que foi ouvido (não podemos dizer debatido, dado o formato) vai ter impacto, desde logo, na actuação da Comissão, mas depois nos Grupos Parlamentrea e na intervenção de cada Deputado. E, razão de tudo, nas atividades que têm repercussão na vida dos cidadãos. Caso contrário, audiências para quê? sendo que a audiência nos parece ser um mecanismo nobre da democracia. Daí que devam ser valorizadas e não apenas as que são mediáticas. E isso é tarefa de todos nós. Pela nossa parte aqui fica a sugestão/ pedido: façam sinteses, que os cidadãos percebam. Estas coisas têm de ser escrutinaveis, o que está para lá do acesso a um registo video e a um registo audio, para o que a generalidade das pessoas não terá tempo para ouvir e ver na integra. E os registos,e é fundamental que existam, devem ser olhados apenas como o básico.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
TAMBÉM HÁ BOAS NOTÍCIAS
O Mariinsky Theatre (II) abriu hoje: «O resultado das obras de ampliação, que custaram ao Governo russo 550 milhões de euros, é esta noite mostrado ao público - Demorou dez anos a ser construído, depois de três concursos e algumas trocas de arquitectos. Não faltaram controvérsias, nem críticas. Não é por isso de estranhar que hoje, dia da inauguração do Teatro Mariinsky II, em São Petersburgo, as opiniões não sejam consensuais. Mas uma coisa é certa: a ampliação do Mariinsky vai torná-lo num maiores centros de artes performativas do mundo. E isso merece ser celebrado com toda a pompa e circunstância pelo Presidente russo, Vladimir Putin, que esta noite dá as boas-vindas aos primeiros convidados». Continue a ler no Sapo.
E há outra boa notícia. Acabadinho de acontecer: Benfica venceu o Fenerbahçe e vai discutir a final da Liga Europa com o Chelsea. Águias voltam a uma final europeia 23 anos depois. +. E Luisão no final do jogo: Sabemos que o país, os adeptos, que trabalham, vivem a tristeza no dia-a-dia com a crise, e para eles a felicidade é vir ao jogo e ver o que o Benfica fez hoje. Isso significa muito para nós. Por isso, festejamos no balneário, ... +. Claro que a felicidade não esta num jogo de futebol, mesmo para quem gosta de futebol, mas percebemos o que Luisão quis dizer...
quarta-feira, 1 de maio de 2013
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