quarta-feira, 25 de setembro de 2013

SÃO CARLOS na ordem do dia


E o São Carlos está na ordem do dia. No jornal Público de hoje na edição impressa:


Mas o trabalho está disponível online.


Posts anteriores sobre o caso:

SOBRE O ANUNCIADO PARA O SÃO CARLOS | Rui Vieira Nery e «PART-TIME»


terça-feira, 24 de setembro de 2013

SOBRE O ANUNCIADO PARA O SÃO CARLOS | Rui Vieira Nery


Foi-nos enviado por um leitor do Elitário Para Todos:
«Boas e más notícias para o nosso pobre Teatro de São Carlos. As boas são, naturalmente, a junção de três responsáveis muito qualificados na orientação artística do teatro - Adriano Jordão na Administração, Joana Carneiro como titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa, Paolo Pinamonti como Consultor Artístico. Poderia a ser uma equipa ideal. Mas as más notícias começam logo a seguir, porque na realidade tudo parece estar de pernas para o ar na situação institucional do Teatro. Começando pelo Conselho de Administração, o Administrador Adriano Jordão está nomeado - tal como, de resto, o Presidente João Villalobos - pelo Revisor Oficial de Contas e não por resolução do Conselho de Ministros, ao abrigo de uma norma obscura da legislação sobre sociedades comerciais destinada a evitar rupturas de gestão nas respectivas empresas, e só com esta nomeação (excelente, por sinal, em termos artísticos) se pôs fim à estranhíssima situação anterior, em que durante meses os processos para despacho eram levados a Madrid para assinatura do Administrador César Viana, entretanto residente na capital espanhola mas supostamente ainda em funções (pelo exemplo, percebe-se o que esta gente entende por "Reforma do Estado"!). Em segundo lugar, continua a ser escandaloso o próprio princípio que preside à prática reiterada da nomeação da Direcção Artística do São Carlos pela tutela governamental e não pelo respectivo Conselho de Administração, que deveria ser o responsável independente por toda a actividade da instituição, e de preferência através de um concurso público com apresentação pelos candidatos de programas artísticos alternativos sujeitos a uma avaliação por peritos. Por último - e diria que acima de tudo - a dotação orçamental do São Carlos continua a ser miserável, e absolutamente impeditiva da concretização de uma temporada artística consistente, que justifique o investimento permanente que o Estado tem de fazer nos custos fixos da instituição, abra esta ou não as portas ao público. Depois de anos de mediocridade inaugurados pela infelicíssima decisão do então Secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho, de afastar Paolo Pinamonti da Direcção do Teatro, substituindo-o pelo alemão Christoph Dammann, de triste memória, o São Carlos volta a ter uma equipa artística de grande competência. Mas continua desprovido dos meios orçamentais mínimos para que ela possa aplicar em pleno o seu conhecimento e a sua experiência, pelo que os nomeados se arriscam seriamente a ver a credibilidade dos seus nomes utilizada para legitimar uma operação condenada à partida pelo desprezo manifesto desta gente que nos governa pela Cultura e pelos seus agentes. Espero estar enganado e desejo de todo o coração os maiores sucessos ao Adriano, ao Paolo e à Joana, que bem os merecem».
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22.09
Rui Vieira Nery

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

«PART-TIME»

(E uma vez mais, lá temos «Secretaria de Estado da Cultura» que não há, existe uma área da Cultura na Presidência do Conselho de Ministros, e um Secretário de Estado da Cultura, sem Secretaria de Estado)

E que fazer com esta notícia ?

Ver pessoas tão prestigiadas ligadas ao TNSC só pode provocar satisfação, mas há coisas que precisam de ser esclarecidas. Desde logo, qual a razão de tal decisão? Afinal, quem vai dirigir o Teatro Nacional de São Carlos? Quanto é que se vai poupar com esta solução ?, se é que a opção teve isso na base, ou seja, reduzir custos. Mas será que se diminuem?  Se a moda pega, de repente, vamos ter os outros Teatros Nacionais com protagonistas determinantes para a sua identidade também em regime de acumulação ... E na base, qual o modelo em vigor de condução artística e gestionária para as Unidades de Produção do Estado na área da cultura que dá cobertura ao processo ?
Naturalmente, ver as pessoas envolvidas a aceitarem este mecanismo é porque faz sentido para elas, do ponto de vista artístico e no que diz respeito à gestão. Mas compreende-se que se espere alguma argumentação ... Os seus admiradores, no minimo, merecem isso.
Entretanto, já há pormenores: um comunicado da Gulbenkian, disponível no seu site, e que teve repercussão na comunicação social, esclarece que «Joana Carneiro manterá colaboração com a Gulbenkian quando assumir funções no S. Carlos». Veja aqui. E o comunicado da FCG na integra, de que se segue excerto:
«Ao contrário do que foi transmitido por alguns órgãos de comunicação social, a maestrina Joana Carneiro vai manter a sua colaboração com a Gulbenkian Música. As notícias, surgidas a propósito do convite que lhe foi dirigido para ocupar o cargo de maestrina titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa, apontavam a saída de Joana Carneiro dos projetos que desenvolve na Gulbenkian Música no decorrer desta temporada.
Joana Carneiro permanece, assim, maestrina convidada da Orquestra Gulbenkian e Diretora Artística do Estágio Gulbenkian para Orquestra, continuando a integrar o elenco dos maestros vinculados à Fundação esta temporada, constituído por Paul McCreesh, Susanna Mälkki e Pedro Neves.
Este vínculo é mantido, independentemente dos novos projetos que a maestrina possa abraçar.
Em resposta à notícias publicadas Joana Carneiro esclarece: “É um privilégio fazer parte da família Orquestra Gulbenkian, que tem acompanhado tão perto o meu crescimento artístico e pessoal. É com muito orgulho e alegria que continuarei a exercer as minhas funções como Maestrina Convidada da Orquestra Gulbenkian e Diretora Artística do Estágio Gulbenkian para Orquestra, numa altura em que tenho a honra de iniciar funções como Maestrina Principal da Orquestra Sinfónica Portuguesa." Continue.
Em termos aritméticos, quanto tempo será dedicado pelo programador e pela maestrina titular às suas novas funções? E a pergunta que muitos se farão: mas não haveria outras figuras, igualmente competentes e prestigiadas, que se pudessem dedicar em full-time ao TNSC ? 
Por agora, mais outra questão: e como é que esta coisa das acumulações será tratada no sistema de apoios do Estado através da DGARTES? E, ainda que mal comparado, será que o Reitor de uma Universidade também não o poderá ser, ao mesmo tempo, de outra? Parece haver «incompatibilidades» que não precisam de ser decretadas ... 
Mas pior que tudo, resumindo, e concluindo, nada do que foi anunciado resolve o problema de fundo do TNSC. Eventualmente, contribuirá para o evidenciar, e mostrar até onde chegámos. Nos dias que correm,  já não é mau.


P.S - este post resulta das  perguntas e comentários que nos fizeram chegar. Em sintese, uns não entendem como isto é possível, outros apenas manifestam a sua estranheza ... E no conjunto tocam nos pontos que abordámos. Há ainda quem mencione que tudo se deve ao facto de se querer apresentar alguma coisa para o São Carlos. O futuro o dirá !
   

sábado, 21 de setembro de 2013

«BOOK FESTIVAL»



Passei por lá, pelo site, vi que já era dia 21, cá, daqui a umas horas lá, e porque não trazer para aqui esta iniciativa da Biblioteca do Congresso da América ! Está bem, achei graça ao cartaz.Veja mais. E diretamente para os cartazes dos anos anteriores. E pensei logo num festival na nossa BN, naquele espaço fantástico à volta, e podia ser prolongado pelo jardim do Campo Grande, e pela Alameda da Universidade, e ... Ao mesmo tempo ouvia o «Governo Sombra», e discutiam quaquer coisa relacionada com roubar quando se tem fome ...  . Não perecebi bem, estava mais concentrada no «Book Festival» !

terça-feira, 17 de setembro de 2013

«A CULTURA - MUNDO»



A Cultura Mundo

Dando continuidade ao post anterior,  um dos livros de Gilles Lipovetsky. Já antes no Elitário Para Todos nos tínhamos referido ao autor, por exemplo, aqui. 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

FÓRUM CULTURA VIVA | Começa Amanhã | 17 setembro




«A SPA decidiu criar uma plataforma de reflexão e debate que efectue o diagnóstico do estado da cultura em Portugal, detecte carências e más práticas e contribua para a definição de um conjunto de políticas que venham a ser úteis a vários níveis. Esta plataforma terá a designação de Fórum Cultura Viva e será coordenada pelo Prof. Manuel Maria Carrilho, antigo ministro da Cultura, ex-embaixador de Portugal junto da UNESCO, catedrático de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa e cooperador da SPA». Continue a ler no site da SPA.

 Fórum Cultura Viva começa amanhã | 17 de Setembro |  SPA


18:00 H -  Inauguração da exposição de fotos de 
Urbano Tavares Rodrigues, de Alfredo Cunha
18:30 H - Conferência do filósofo francês Gilles Lipovetsky