quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

«Cendrev assinala em Évora 45 anos com entradas gratuitas na "Embarcação do Inferno"»


Cartaz que pode ser visto
na exposição  da Gulbenkian «Robin Fior | Call 
até 3FEV 2020

 

«Cendrev assinala em Évora 45 anos com entradas gratuitas na "Embarcação do Inferno"


“Embarcação do Inferno”, baseada no “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente, é a peça com que o Centro Dramático de Évora (Cendrev) comemora, este fim de semana, os seus 45 anos de existência.

“Embarcação do Inferno”, baseada no “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente, é a peça com que o Centro Dramático de Évora (Cendrev) comemora, este fim de semana, os seus 45 anos de existência.
O espectáculo, em cena no centenário Teatro Garcia de Resende, em Évora, a partir de hoje e até dia 17 deste mês, tem duas sessões com entradas gratuitas para assinalar o 45.º aniversário da companhia, no sábado, às 21:30, e no domingo, às 16:00.
A peça, estreada em 2016, é uma coprodução do Cendrev e da companhia A Escola da Noite, e volta a ser representada “num momento” em que o “futuro da companhia de Évora é incerto”, devido à falta de financiamento por parte da Direção-Geral das Artes (DGArtes), destacou hoje o Cendrev, em comunicado.
“Sem saber se vai para o céu ou para o inferno, o Cendrev convida todo o público a vir comemorar os 45 anos do Centro Dramático de Évora com espectáculos de entrada gratuita”, incentivou.
O Centro Dramático de Évora foi uma das estruturas culturais do país excluída do financiamento do programa de apoio sustentado bienal da DGArtes 2020-2021 para a área do Teatro.
No distrito de Évora, o programa não vai apoiar qualquer estrutura teatral, já que, além do Cendrev, ficaram sem financiamento as outras três que se candidataram (A Bruxa Teatro, o Projecto Ruínas e a Algures – Colectivo de Criação).
Em Outubro passado, quando a companhia foi notificada dos resultados provisórios do concurso, o director do Cendrev, José Russo, afiançou logo, em declarações à agência Lusa, que “o resultado” seria o “fechar de portas” do Cendrev este ano.
Na semana passada, a 02 de Janeiro, através da sua página na rede social Facebook, o Cendrev indicou que iria adiar a decisão sobre “o fim da companhia”. Leia na integra.




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E vem mesmo a calhar o cartaz da imagem inicial - se puder não perca a exposição - e ao divulgá-lo associamo-nos às comemorações do CENDREV, e como  a DGARTES, uma vez mais, está nas páginas dos jornais, aproveite-se para perguntar: que memória haverá na DGARTES sobre o Centro  Cultural de Évora/Centro Dramático de Évora? Deem as voltas que quiserem mas aquela realidade não pode ser ignorada na criação de um verdadeiro NOVO SISTEMA DE FINANCIAMENTO ÀS ARTES através da DGARTES, como tem de ser estudado qualquer que seja o processo de Descentralização/Desconcentração que tanto quanto sabemos está na «agenda».Ou será apenas «fumaça»!
 

DGARTES | a saga continua ... e continuará enquanto a Direção-Geral não for refundada ...



Leia aqui

«A subdiretora-Geral das Artes, Ana Senha, demitiu-se do cargo que ocupava desde junho de 2016, confirmou esta quarta-feira à Lusa fonte do Ministério da Cultura.
Segundo a mesma fonte, “o concurso para o lugar será oportunamente aberto”. A notícia da demissão de Ana Senha foi avançada pelo jornal Público, que refere que a decisão se deveu a “motivos pessoais”». Leia na integra.
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Pelo que se sabe da DGARTES sem fazer muito esforço para isso: o seu problema não é apenas de Dirigentes é ela toda que está em causa. Por conseguinte, tudo o que se fizer sem que tenha isso em conta é como estar a «assobiar para o lado». Já agora, será que vão entretanto nomear alguém - mais uma nomeação - em regime de substituição? Nem isso nem abrir concurso para isso se justificará:a dimensão atual não justifica que haja dois dirigentes - Diretor-Geral e Subdiretor-Geral. Bem se sabe que ao lado no Plano Nacional das Artes há três, mas também ao lado na Biblioteca Nacional há unicamente uma Diretora-Geral. Mais,é a Secretaria-Geral da Presidência de Conselho de Ministros que dá o suporte administrativo, eventualmente não se justificando, se assim vai continuar, o aparato administrativo existente na Direção-Geral... Enfim, razões suficientes para se perceber que o «Rei vai nu». E lembremos que o Diretor-Geral está em regime de subsituição para lá de tudo o que é permitido ... Esta demissão para já é capaz de desviar as atenções entre outros desse facto.

Resumindo e concluindo,   não se legitime a situação existente com mais concursos, e promessas de concursos e medidas afins. REINVENÇÃO É PRECISO! Ponto Final. PERFIL DE DIRIGENTES é fundamental e para isso crie-se uma DGARTES nova, como pede o setor, tendo em conta sugestões que aparecem no ESPAÇO PÚBLICO tantas vezes dos nossos melhores.

E,  claro, deseja-se que os «motivos pessoais» seja a fórmula que tradicionalmente se utiliza quando se quer que alguem deixe o lugar, por boas ou más razões ... E, olhando bem, quem sabe para que tudo continu na mesma, quando a palavra de ordem deve ser MUDANÇA!, indo ao fundo dos problemas.



terça-feira, 7 de janeiro de 2020

SITE DO MÊS | «SIBMAS - SOCIÉTÉ INTERNATIONALE DES BIBLIOTHÈQUES, DES MUSÉES ET ARCHIVES DES ARTS DU SPECTACLE»

Captura do site da SIBMAS

Neste mês queremos  destacar o SIBMAS: «SIBMAS is the International Association of Libraries, Museums, Archives and Documentation Centres of the Performing Arts».Veja aqui.Cumulatvamente, o  alerta para a sua 33.ª Conferência:

 «33rd SIBMAS Conference - Warsaw 2-5 of June 2020

The Executive Committee of SIBMAS and the Organisational Committee are looking forward to welcome you in Warsaw for our 2020 SIBMAS Conference which will take place from 2 – 5 of June.

Performing the future. Institutions and politics of memory.

The 33th SIBMAS Conference will focus on the following issues:
  • Facts, emotions, narratives – ideas and practices of a narrative museum.
  • Museums, archives and libraries as an interactive space – how to develop a relationship with visitors, practitioners of performing arts, and collectively contribute to an open society.
  • Marketing and collection – developing exhibitions and an image for a library or collection.
  • Theatre heritage institutions and the politics of memory – what narratives do we need and for what purpose?
  • Canonical and alternative approaches to the archives and library collections on performing arts.
  • Body and archive – documenting of “unpreservable” by museums, archives, libraries or artists themselves.
  • Performing the past/reviving the narrative – collaboration between archives, museums, libraries on the one hand and artists on the other.
  • The impact of policies, politics, and conventions on theatre and performing arts practices as well as its preservation.
  • Ecology in the library, archive and museum – practicing care for the Earth; how do perform jobs and help save the planet». Saiba mais.

 Ainda, de lá:


segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

CULTURA | NOMEAÇÃO DE DIRIGENTES | Quando é que os processos são corretos?




Na revista do semanário Expresso desta semana pode ler-se  uma entrevista da Diretora Artística do São Carlos, Elisabete Matos, recentemente nomeada:  «O palco é meu habitual - Entrevista a Elisabete Matos». É de lá o recorte da imagem acima. Reparámos, em especial, no que sublinhámos. E a nossa perplexidade: mas agora nem houve concurso! E reparámos também que o facto passou «em branco»  por parte da jornalista. E até há uma impugnação em tribunal ... Veja este post anterior:   «OS DIRIGENTES NA ESFERA DA CULTURA | dificil será entrar no circuito, depois passa-se a «eleito» de lugar em lugar ... e ainda bem que há quem repare no «sistema» e tenha o trabalho de reagir». 
Não será de surpreender que pessoas comuns esperem que os que nos representam ponham claridade nestas situações. Será pedir muito?