quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

RESOLUÇÃO DO CONSELHO DE MINISTROS | « Determina a transferência, a partilha e a articulação das atribuições dos serviços periféricos da administração direta e indireta do Estado nas comissões de coordenação e desenvolvimento regional»| VERDADEIRAMENTE O QUE SE PASSA COM A CULTURA ?

  

Veja na integra no Diário da República 

O diploma da imagem chamou-nos a atenção logo que saiu, não sendo indiferente o que se tinha lido na imprensa mais centrada no património. Estávamos à espera de vontade para nos debruçarmos sobre o assunto. O artigo de hoje de Luís Raposo no jornal Público foi o impulso que faltava:

Uma pena ser «exclusivo»- mas haverá sempre acessos gratuitos - porque  o trabalho, aliás como Luís Raposo nos habituou,  é mesmo a não perder. Assim, sobre património estamos servidos. Mas como se pode verificar o diploma também se refere ao que Luís Raposo designa por Artes Vivas nomeadamente com o que assinalamos. A propósito esta passagem do artigo:

 

Ora bem, o que acabou de se expor parece suficiente para se perguntar ao Senhor Ministro da Cultura sobre o que se passa na globalidade do seu MINISTÉRIO neste particular. Será que ainda não se deu conta da dimensão desta frente de trabalho? Não deixa de ser curioso que, por exemplo, no diploma apareça «Presidência do Conselho de Ministros na área da Cultura» e não Ministério da Cultura... Talvez uma boa ocasião para a (re)Criação do Ministério da Cultura. Em particular para se refundar o APOIO ÀS ARTES, indo mais longe, para se fixar o SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA. Para se estabilizar o que é AMADOR  e PROFISSIONAL. Para se definir a intervenção na esfera da Cultura  no que legitimamente tem «fins lucrativos» ordenado pelo mercado, e o que é «sem fins lucrativos» garantido pelo Estado. Para se decretar o que deve ser próprio da ADMINISTRAÇÃO CENTRAL (centralizada, descentralizada, desconcentrada). Em especial, como se está a processar o fim das Direções Regionais de Cultura?... Para ...

Fiquemos por aqui,mas a procissão ainda vai no adro ...



terça-feira, 3 de janeiro de 2023

PARA QUE A ESPUMA DOS DIAS NÃO O SEJA | OBRIGADO A QUEM NOS AJUDA A PENSAR | «MAC? O quê?»

 

 Tirada daqui

Voltamos ao blogue de ALEXANDRE POMAR : ao post «MAC? O quê». Objetivamente, dá-nos «outro lado» que não nos chega pelo que lemos até agora. Depois decidimos por nós, obviamente.  Começa assim:  «É um equívoco político grave considerar o módulo 3 do CCB como um museu de arte contemporânea e nomeá-lo como tal, perdendo até a referência anterior à arte moderna. Sabe-se como por toda a parte os museus de arte contemporânea, ou assim chamados -- associados geralmente a um entendimento sectário da actualidade, à noção de um género ou estilo específicos (na linha conceptual-minimalista que parecia inovadora no final do anos 60 e depois passou a ser uma tradição académica oficializada e vinculada ao mercado museológico-especulativo, entre governos e "super-coleccionadores", servida por críticos e curadores vendidos) --, fechados esses museus à pluralidade dos caminhos da arte actual, existem ou sobrevivem com grandes dificuldades de atracção de públicos, e justamente.

Esse já foi no CCB (nos anos 2004-06 de Delfim Sardo, depois da aventurosa gestão inicial de José Monterroso Teixeira e antes de instalado o Museu Berardo sob a direcção abrangente de Jean-François Chougnet; lembremos por exemplo a grande exposição dedicada a Amália), um programa obviamente desajustado dos custos de funcionamento, do lugar, da natureza da arquitectura e respectiva carga simbólica, da sua inserção nas redes de equipamentos culturais e da oferta turística. Um programa que foi breve mas que ia desertificando o CCB, que além de ser um vasto complexo cultural é um espaço urbano, um pólo da cidade redesenhada no final do séc. XX. (...)». Continue a ler.

 

PARA REINVENTARMOS OS DESIGNADOS «APOIOS ÀS ARTES» | CASOS CONCRETOS DOS OUTROS | «Théâtre du Rond-Point des Champs Elysées»

 

 Ainda:

 E terminemos como começámos com o Théâtre du Rond-Point, indo aos seus arquivos - «LE ROND-POINT EN QUELQUES DATES»
 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

«O ministro da Cultura afirmou esta segunda-feira que não tem mais informações sobre o desaparecimento de 94 obras da coleção de arte contemporânea do Estado, cujo inquérito de averiguações foi arquivado pelo Ministério Público»

 

 
 
O comentário que apetece fazer: o Ministro não tem mais informação, mas certamente que vai ter. Ou será que ficamos por isto mesmo? 
 
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E já que estamos com a designada «arte contemporânea», com o «Museu Berardo» na ordem do dia, não perca visitas a posts recentes de Alexandre Pomar. Quase «prendas de natal» que ajudam a formar os nossos pontos de vista e onde, em particular, encontramos sugestões de exposições. O que dá sempre jeito porque qualificadas. Neste caso, por exemplo, Graça Morais, "Anjos e lobos - Diálogos da Humanidade", São Roque, até 28 jan. -- Catalogo Graça_SãoRoque.pdf.

 

«Na foto, Graça Morais, Sem título 2022, 97x130cm»
 
Noutro plano, sobre «critica» que talvez se possa estender a outras artes: o post A crítica em extinção no Expresso e no Público. De lá: «(...) A desaparição da crítica de artes plásticas, ou artes visuais, na imprensa generalista é uma situação a agravar-se há algum tempo, (...)».