sexta-feira, 31 de agosto de 2012

SHAKESPEARE

William Shakespeare - A digital reinvention

«SHAKESPEARE has been especially present across Britain this summer. Each of his 37 plays was performed in a different language at the Globe theatre in London, a score of wacky performances appeared at the Edinburgh Fringe festival, famous quotes featured in the Olympic opening ceremony, and the Royal Shakespeare Company (RSC) astutely rode the Olympic wave with its six-month-long World Shakespeare Festival—the largest celebration of the playwright ever staged.
But now, one of the better places to discover the Bard is online. New developments are unfolding in the digital realm, bringing the classic canon off the page and onto screens. Three projects are particularly riveting: the RSC’s new web portal called myShakespeare, an iPad edition of Shakespeare’s sonnets and a digitised version of the First Folio from Oxford University’s Bodleian Library, which will be available soon. It has never been easier to come into exhilarating contact with the enduring power of Shakespeare’s 400-year-old words». (...). Continue no blogue Prospero Books, arts and culture.
E, imagine algo parecido para GIL VICENTE.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

SERVIÇO PÚBLICO NA CULTURA

 
 
No âmbito do ciclo de sessões designado SINAIS DE FUMO,  a «conversa» de 23 de junho passado tal como foi divulgada:
 

Sinais de fumo

23 de Junho, 10H00 | Associação Espaço do Tempo
SINAIS DE FUMO: ”O PAPEL DA CULTURA NOS MODELOS DE FUTURO”, COM DELFIM SARDO, RUI VIEIRA NERY E TIAGO RODRIGUES
Sinais de Fumo é um ciclo de debates inserido na programação regular da Associação Espaço do Tempo. Estes debates procuram reunir ao longo de 2012, em 10 sessões, um incontornável grupo de pensadores, personagens de referência e reflexão, oriundos de diversos sectores da sociedade portuguesa.

Entretanto, soube que as intervenções estão disponíveis nos Vídeos SAPO e  acabei de ver a de Rui Vieira Nery  e, do meu ponto de vista,  a não perder, nomeadamente por quem está interessado em debater o Serviço Público na Cultura. Termina assim: Num momento de crise económica a cultura não é uma despesa supérflua.

domingo, 26 de agosto de 2012

AINDA A AVALIAÇÃO DAS FUNDAÇÕES

Em post anterior vaticinamos que a procissão estava no adro no que se refere à avaliação das Fundações, e parece que sim a julgar por  esta notícia do jornal Público, de Luís Miguel Queirós, com o seguinte titulo e introdução: 

«Filha de Paula Rego acusa Ministério das Finanças de erro na avaliação da fundação da pintora                      

                                                       
Fundação Paula Rego só não teve avaliação positiva porque os autores do relatório se enganaram nas contas. E a do Côa foi avaliada para o triénio 2008-2010, quando só foi criada  em 2011».   (+)                        

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

MANIFESTO EM DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO DE TELEVISÃO

Pode ler o Manifesto em Defesa do Serviço Público de Televisão  e ver os primeiros signatários aqui. Começa assim:

A evolução da televisão ao longo das últimas décadas, com a multiplicação da oferta de canais, a passagem ao digital, a perigosa concentração em grandes grupos de comunicação, com o risco de promiscuidade entre política, negócios e informação, não diminuiu a legitimidade do serviço público na Europa e do
seu insubstituível contributo para a democratização da sociedade. Pelo
contrário, na maioria dos países europeus, o serviço público reforçou a sua
legitimidade: multiplicou a oferta, reforçou a exigência de uma programação
mais qualificada e atenta à inovação do que a dos seus concorrentes
comerciais; tornou mais clara a exigência de uma informação isenta e plural;
as preocupações com a programação cultural ou relacionada com os gostos das
minorias e com os interesses sociais de reduzida expressão; a salvaguarda de
programas e canais de limitado interesse comercial, mas importantes para
toda a sociedade; a certeza de o seu capital ser nacional num quadro
empresarial cada vez mais preenchido por multinacionais e poderosos
operadores de telecomunicações; e o seu papel decisivo na indústria
audiovisual.
 
De tal forma assim é que em nenhum outro país europeu, exceto em Portugal, o
Governo se propôs enfraquecer o serviço público de televisão, privatizando
um dos seus canais nacionais. A prova é que a privatização de um canal de
televisão não figura nem nas exigências da Troika, nem na agenda da União
Europeia. O serviço público continua a ser considerado, agora mais do que
nunca no quadro da televisão digital, um eixo estratégico de afirmação da
língua, da cultura e da identidade de cada Estado, um instrumento da coesão
social de cada país, através de um operador a quem todos ­ poder e opinião
pública - reconhecem um insubstituível papel regulador do mercado, garante
do pluralismo e promotor da diversidade e da qualidade dos conteúdos
audiovisuais. E a quem os cidadãos sentem que podem pedir contas.
(...)».
Para aderir veja o endereço nesta imagem:
 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

UM PAÍS DE TELENOVELAS

«(...)
Mas a terceira razão, que seria injusto não enaltecer, é que são bem-feitas. À falta de uma indústria de cinema, existe hoje uma sólida indústria de telenovelas, organizada exactamente como o cinema americano na ‘Era dos Estúdios’, com uma produção em cadeia, rigorosamente planificada e com excelentes profissionais. E, graças à falta de continuidade de trabalho no cinema e no teatro, as novelas recorrem, geralmente, aos melhores actores. É deles que vamos falar para a semana». (+)
 António Pedro Vasconcelos

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O ARROZ DO PONTAL


Publicado no jornal Público a 17 de Agosto

O arroz do Pontal
O discurso de Passos Coelho, ontem, no lugar nobre chamado Pontal, enquanto um arroz de marisco cozia - o tempo previsto era o da sua cozedura disse o primeiro-ministro - ficará nos anais do populismo como uma peça de veemência retórica idêntica a poucas. Em boa verdade nos seus longos três quartos de hora - não esquecer o arroz ao lume - não se ouviu nada de concreto sobre os nossos problemas reais, a dívida, o desemprego, o crescimento económico, etc. No dia em que o desemprego chega aos 15% - 17,5% na zona de Lisboa - e a recessão toca os 3,3%, foi de facto necessário empolgar os portugueses com palavras de ilusão empenhadas na ocultação destas realidades.
O mais evidente traço do empolgamento ministerial foi o que se traduziu no apelo abstracto ao empenhamento militante – por momentos as fronteiras laicas foram-se - de todos os portugueses no caminho traçado. E qual é? Não gastar – rima com Gaspar – mais do que aquilo que se deve, ou se tem a consciência de poder gastar, isso foi o pecado que nos levou ao desastre – como se fossemos perdulários por razão genética e todos fossemos “escudeiros”, como Vicente satirizava e como se a maior parte dos portugueses não fizesse bem as suas contas. Eis que fazendo assim, poupando e não gastando demais, o milagre acontece – claro que a creditarização da economia não joga aqui nenhum papel, nem o capitalismo, que é boa pessoa, ético e desconhece a ganância e o lucro. É tudo uma questão moral, de moral individual. Se cada um de nós for honesto consigo mesmo a coisa dá-se. No passado não foi assim, não fomos assim… A questão assim colocada é uma questão de identidade, de pecado identitário de abuso, de gastar o que se não tem, o que, superado, pela consciência agora arrependida do que foi e rectificando, ajuda a resolver a questão económica – se cada um o fizer, todos juntos seremos muitos. E será já em 2013 que o milagre se dá, isto das promessas tem o tempo do ciclo governativo. Esta lógica plena de portuguesismo agora adoptada pelo estadista principal, que nem sequer culpa o PS de Sócrates, nem o PREC, pelos males que nos caíram em cima, o que outros farão, lembra como quanto mais as coisas andam para trás maior é o apelo à pátria em abstracto, como nos tempos da guerra – o número de vezes em que estivemos todos juntos e aos abraços no mesmo barco que o primeiro-ministro navegou no discurso não têm conta. Como se o país fosse uma realidade homogénea, uma espécie de tribo da mesma língua – mesmo aqui o desacordo é violento, veja-se a questão do “acordo” ortográfico - e os contrastes, as diferenças, as desigualdades e o seu aumento gritante não interessassem à lógica da recuperação necessária, mesmo dizendo-se que não há reforma da saúde contra os médicos, os enfermeiros e os técnicos.
Isto é: mais dinheiro para os bancos, privatizações a enriquecer os mesmos, escola de novo a elitista – massiva para a maioria e elitista para quem tem euros – saúde a preços justos e gorduras do Estado cirurgicamente cortadas, essas são as questões, as outras sacrifícios necessários. Tem que ser e o que tem que ser tem muita força – já ouviram esta, não? Tudo com erros claro, mas quem não erra? Quando necessário, o discurso da competência apela ao rigor absoluto, como será de esperar em relatórios sobre matérias financeiras, quando essa competência não se atinge o erro é uma inevitabilidade humana. Como se diz do relatório sobre as Fundações, em que a Gulbenkian recebe nota negativa, a Gulbenkian que é uma Fundação privada a ser analisada num relatório das públicas. Este nível de discurso é de facto populista, vazio, entretém estratégico. E obviamente tem dois contextos, o do arroz, que o culmina e o outro, aquele que se liga à hora nobre televisiva e que é no fundo uma espécie de conversa em família – tanto paternalismo aconselhador faz lembrar esse estilo, na realidade irmanado com o anterior, o do “manholas”.
Já a inevitabilidade de a rentrée política ser algarvia diz muito das rotinas e dos hábitos políticos – porque não fazer a rentrée no Pulo do Lobo, perto dos falhanços nada patrióticos do projecto de Alqueva?- assim como o contexto gastronómico envolvente, mas afirmar que passámos nos quatro exames da troica e que ainda temos cinco pela frente e dizer que é um feito o que isso expressa – 15% de desemprego e 3,3% de recessão – releva da total incapacidade autocrítica. No seu estilo educado e com o empolgamento medido, sem abusar, não o revelem um Chavez de direita, o primeiro-ministro nada disse de substantivo relativamente à saída da actual situação. Se tal saída passa por uma melhor avaliação pelos gerentes da Caixa Geral de Depósito dos méritos individuais daqueles que pedem crédito para investimentos empresariais, expressos em boas ideias, disse, então a questão é remetida de facto não para quem governa mas para quem gere dinheiro e lucra com ele por finalidade – o Estado só corta. Eis o seu papel. Mais valia transformar a pátria que se referiu numa entidade banqueira. Desse tipo de processo não há país que saia para lado algum, quando muito há sucesso empresário.
Ainda hoje um nobel da economia, o senhor Stiglitz, chamou a atenção para o disparate das políticas austeritárias, que levam à bancarrota e para a necessidade da reestruturação das dívidas. A austeridade é a recessão. Poupar e ser patriótico por se acreditar que este é o único caminho, reconhecendo haver outros para efeitos de imagem de abertura à pluralidade, faz de facto lembrar as receitas do dinossauro excelentíssimo. Porque será que a nossa direita é tão arcaica e falha de qualquer novidade? Oxalá Passos Coelho fosse social-democrata.
Fernando Mora Ramos    

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

«EUROPEAN ARTS CUTS»


Para seguir, e participar caso esteja interessado em dar informação para «European Arts Cuts»,  veja no Guardian.