sexta-feira, 26 de junho de 2020
«Se a empresa pode estar parada um ano, a vida das pessoas não pode»
Excerto: «Com esta situação vem também um aumento de custos “brutal”. Segundo o produtor, são “implicações financeiras de mais cem mil euros”. Um dos investidores — uma empresa americana — retirou o financiamento e a produtora tem agora “mais custos e menos dinheiro”. No entanto, a decisão de avançar tinha de ser tomada, defende Rodrigo Areias, uma vez que “há dezenas de profissionais que não teriam fonte de rendimento”. “Se a empresa pode estar parada um ano, a vida das pessoas não pode.”»
VOLTEMOS A LEMBRAR | #CreativeEuropeAtHome | E A PROPÓSITO REFLEXÃO EM TORNO DE UM ALERTA GOOGLE SOBRE UMA DIGRESSÃO PELO TERRITÓRIO DA SENHORA MINISTRA DA CULTURA
Voltamos a lembrar a #creativeeuropeathome -
quem sabe talvez lhe interesse - mas também para assinalar que se
esperaria muito mais da «EUROPA CRIATIVA» - esperava-se que neste momento
tão complicado para a cultura e as artes a Europa Criativa pudesse mostrar
«EMPREENDEDORISMO CRIATIVO». Sim, Senhora Ministra da Cultura, estes
conceitos (goste-se ou não deles - e por aqui, pelo Elitário Para Todos, até
nem se será adepto liquido) estão generalizados, para organizações com fins
lucrativos e sem fins lucrativos. E isto ocorreu-nos ao lermos este alerta da Google.
E face ao que se leu, volta-se à «vaca fria»: se
não é a DGARTES que trata dos projetos do género do «SERRA» quem trata? Pois é,
o problema, afinal, à partida até será simples: há que decidir o que é SERVIÇO
PÚBLICO e o que é desenvolvido segundo as regras do MERCADO. Ah, talvez a
figura juridica das organizações não seja «critério» para separar estes
mundos. Saberá a Senhora Ministra da Cultura que há organizações que
juridicamente são empresas e que foram/são financiadas pela DGARTES? É verdade,
é um dos problemas a resolver ... pelo Ministério da Cultura (quando ele
existir).
E pronto, não se pode dizer que a Senhora Governante
da Cultura não deixa de ser, como se diz agora, resiliente, e aí a vemos pelo
território a distribuir elogios: «Já depois
de inaugurar a Casa da Cidade Criativa da Música no Centro Cívico de Leiria,
Graça Fonseca falou
aos jornalistas e elogiou o “trabalho extraordinário” desenvolvido no Serra,
que considera “uma parceria feliz” entre cultura e empresas e “um bom exemplo”
do impacto que “uma casa com diferentes projectos criativos pode ter no
território”».
Ainda do que é disponibilizado pelo
«Alerta» e a que já nos referimos: «Segundo Graça Fonseca, os apoios da DGARTES
não estão vocacionados para financiar empreendedorismo criativo».
Bem, quanto a conceitos, que tal voltarmos ao «velhinho» Reinventing Government? É só atentar na capa.
Mas por outro lado, também não se leia o que lá não está: os autores não dizem, ou seja, não defendem que as organizações sem fins lucrativos e, em particular, as do Setor Público, sejam geridas como as empresas do mundo dos negócios...
Bem, quanto a conceitos, que tal voltarmos ao «velhinho» Reinventing Government? É só atentar na capa.
Mas por outro lado, também não se leia o que lá não está: os autores não dizem, ou seja, não defendem que as organizações sem fins lucrativos e, em particular, as do Setor Público, sejam geridas como as empresas do mundo dos negócios...
Para terminar, naturalmente, só se pode ficar satisfeito ao
ver-se gente, gente, que não desiste e vai em frente com os seus projetos ...
quarta-feira, 24 de junho de 2020
ARTS COUNCIL ENGLAND | DARREN HENLEY|«We need to be clear about this-racism is not a uniquely American issue»
Termina assim:
«(...) In conclusion, I can do no better than to defer to George Mpanga, a member of Arts Council England’s National Council, but better known as George the Poet. He spoke powerfully about racism in the UK on Newsnight this week. George noted the ‘disturbing parallels between the Black British experience and the African American experience’. We need to be clear about this – racism is not a uniquely American issue. It exists all around us, and it’s not someone else’s or somewhere else’s problem. It’s all of our problem. It’s my problem. And it’s the Arts Council’s problem».
terça-feira, 23 de junho de 2020
DO TEATRO DA RAINHA, COM PASSADO E FUTURO | «35 anos de fotos» | «Discurso sobre o Filho-da-puta, de Alberto Pimenta» | «Serviço Público e Democracia Cultural» | e há mais ...
«O filho-da-puta é um comemorativista, um amante das datas que celebram as mortes, um militante da acumulação do regresso do passado como peso e inércia dramática e kitch, ele grita em surdina para si mesmo “viva a morte”, como o general de Franco, pois cultua as abstracções herói-maníacas, a megalomania e a grandiloquência, sendo admirador da tortura e do castigo, da sevícia. Sim, nele, tudo tem a ver com a morte, como refere Pimenta, com celebrar a morte mas também com flores de plástico.
Esta peça é um grito gramaticalmente impecável, rigoroso, pela liberdade livre e contra o preconceito e o amiguismo hipócrita e nepótico que continua a constituir os modos da nossa sociabilidade sempre muito atravessadas de ambições de poder e poderes.
Esta peça é um grito gramaticalmente impecável, rigoroso, pela liberdade livre e contra o preconceito e o amiguismo hipócrita e nepótico que continua a constituir os modos da nossa sociabilidade sempre muito atravessadas de ambições de poder e poderes.
“AQUI JAZ O BEM-AMADO…
ONDE AS MINHOCAS O COMEM;
FOI HOMEM DALGUM ESTADO
MAS PERDEU ESTADO DE HOMEM».”
ONDE AS MINHOCAS O COMEM;
FOI HOMEM DALGUM ESTADO
MAS PERDEU ESTADO DE HOMEM».”
Outro excerto: «(...) A forma concursal é inadequada para resolver um problema que radica na estruturação da parte cultural da democracia e não apenas no desejo legítimo que os artistas têm de ter meios para fazer o que fazem — os artistas devem e têm uma pensamento político mas não são o poder central, sede de políticas gerais. Cabe ao Estado pois definir como as coisas se territorializam e distribuem em resposta à função democrática, esclarecida, da arte, às necessidades territoriais e populacionais e à vontade expressa — e cidadã — dos colectivos artísticos.
A forma concursal é a assunção de uma não resposta estruturante, um registo de regulamentação apenas face ao monstro cego que é o mercado, a aposta numa espécie de forma residual mínima existente e frágil de equilíbrio entre o que vem do mercado como entretenimento — não é a mesma coisa mas age no mesmo terreno — e o que seria a concretização de um plano que equilibras-se (realmente) as coisas do lado do direito à existência e fruição de (...)».
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«Entrepreneurship in Culture and Creative Industries»
«What are the convergences between the arts, the creative industries, and entrepreneurial activity? This question is the main focus of "Entrepreneurship in Culture and Creative Industries: Perspectives from Companies and Regions ". It is a timely and informative contribution to the field of arts management and administration from within the sector.
Overall content structure
"Entrepreneurship in Culture and Creative Industries”, edited by Elisa Innerhofer, Harald Pechlaner and Elena Borin, has been published in 2018 at Springer. Though mainly centered within a European context and perspective of the field, the various authors engage in a wider global discussion of the changing environment of the creative and cultural industries through a socio-economic understanding of entrepreneurship, entrepreneurial behavior, and arts-based entrepreneurship.
The book is a collection with contributing authors from across Europe and North America. It is broken down into three parts:
(1) combining creative industries and business issues;
(2) the value of creative industries for change and development; and
(3) creative industries in the context of regional and destination development.
(...)». Leia mais
segunda-feira, 22 de junho de 2020
JOSÉ PACHECO PEREIRA | «(...)Ninguém liga nenhuma ao facto de uma certa forma de ignorância agressiva estar a crescer, e a como isso se está a tornar um grave problema social, e político. Numa sociedade como a portuguesa, será um retrocesso civilizacional e um risco para a democracia. A dificuldade de separar a verdade da mentira, o crescimento das teorias conspirativas, as ideias contra a ciência, tudo isto está a ganhar terreno. O populismo moderno dá-lhes uma expressão política eficaz (...)»
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