quarta-feira, 23 de junho de 2021

NO GOOGLE ARTS & CULTURE | a exposição «Tudo O Que Eu Quero» | NA GULBENKIAN ATÉ AO PRÓXIMO DIA 23 DE AGOSTO | ENTRADA GRATUITA

 

  

  (recortes capturados no Google)

 
 
«A apresentação digital da exposição é fruto de uma colaboração do Ministério da Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e da Google Arts & Culture. Inclui um acervo de obras mais amplo do que as que integram a exposição física, que estará patente naquela fundação, em Lisboa, até 23 de agosto, com entrada gratuita. Ao ser disponibilizada virtualmente, a exposição pode agora ser apreciada a partir de qualquer lugar do mundo.

A mostra, com curadoria de Helena de Freitas e Bruno Marchand, apresenta um vasto percurso inédito de criação feminina nas artes portuguesas, reunindo obras desde o início do século XX até aos nossos dias e abrangendo pintura, escultura e desenho, azulejo, instalação, filme e vídeo. A iniciativa pretende sublinhar a importância dos direitos das mulheres e contribuir para reforçar o modelo social europeu – uma das prioridades da Presidência Portuguesa –, o que passa pelo combate às desigualdades e pela promoção da igualdade do género.

Depois de Lisboa, a exposição será apresentada em 2022 no Centre de Création Contemporaine Olivier Debré, em Tours, no âmbito da Temporada Cruzada Portugal-França».

 

 

 

Saiba mais no site da Gulbenkian

 


segunda-feira, 21 de junho de 2021

DE FACTO SE O CONSELHO NACIONAL DA CULTURA NÃO É PARA ESTAS OCASIÕES PARA QUANDO SERÁ? | e assim «A Assembleia da República Recomenda ao Governo que convoque o Conselho Nacional da Cultura no contexto da pandemia da doença COVID-19»

 


Temos no Elitário Para Todos chamado a atenção para a forma como o Conselho Nacional da Cultura é ignorado  por quem devia aconselhar. Mas nem surpreenderá porque «ouvir» não é para quem quer ... Será para quem acredita no instrumento e no processo ... E não «um faz de conta».  De há muito que batemos na «tecla» Conselho Nacional da Cultura. Por exemplo já em 2017:SEM MINIMIZAR A QUESTÃO DOS JÚRIS DO CINEMA | E se em paralelo refletissemos os poderes em geral do Conselho Nacional de Cultura !

Por outro lado, esta «recomendação» mostra bem em que estádio de gestão se  encontra a àrea da cultura deste Governo. E voltamos a uma das nossas: imprescindível criar um verdadeiro Ministério da Cultura que nesse caso sentirá necessidade de aconselhamento. Por outro lado, noutros tempos «puxões de orelha» desta natureza levariam  a que os visados tirassem as devidas conclusões ...

Se na Administração Pública da Cultura houvesse memória organizada poderiamos avaliar como logo a seguir à Revolução de Abril os «CONSELHOS» tiveram espaço na cultura e nas artes ... De maneira genuina, há por aqui quem o pode testemunhar ... Logo em 1975 quanto ao institucionalizado:



 

 

UM COMENTÁRIO QUE SE PODE GENERALIZAR | verdadeiramente na Cultura não sabemos ao que este Governo vem ... | QUANTO À SENHORA MINISTRA ANDARÁ NO SEU PÉRIPLO PELO PAÍS COM AGENDA «À VISTA» ... A FAZER PROVA DE VIDA ?

 

 
 
 

domingo, 20 de junho de 2021

LUÍS MIGUEL CINTRA | NO ÍPSILON | «Estou condenado a não poder trabalhar durante muito mais tempo. E é difícil habituar-me a outro sistema de trabalho. Sinto que vou à procura de projectos mais pequenos porque perdi um instrumento de trabalho fantástico que era o Teatro da Cornucópia»

 

 

Se puder não perca, no Ípsilon (18 JUN 2021), o trabalho a  que se refere a imagem. É de lá também o excerto do titulo do post. E ao ler-se o artigo percebe-se o quanto profissionais de Teatro podiam continuar a aprender com o mestre. E o quanto o público poderia ter continuado a partilhar  ... Não havia necessidade GOVERNO PS! Utilizando palavras do povo: como conseguem dormir com isto que certamente vai ficar para a história? Isto é, foi durante um Governo PS que a Cornucópia fechou ... Não nos venham com justificações ... A nosso ver (sim somos suspeitos, estamos entre os incondicionais da Cornucópia, do Luís Miguel Cintra e da Cristina Reis) serão todas pifias. A grande sobra,  falta-nos um SERVIÇO PÚBLICO DE TEATRO que reconheça os nossos melhores, dando-lhes as condições que se lhes ajustem ... Felizmente que há jovens sábios ...

 

Saiba mais sobre o espectáculo  no site do Museu da Marioneta. De lá:


«Este é um espectáculo que nasce do tempo do confinamento, quando o isolamento nos devolveu uma imagem sem disfarces do nosso quotidiano. Perante a ameaça da doença e da morte, perante a evidência de como o essencial da vida (as relações humanas) está camuflado no vazio do dia a dia que a sociedade que herdámos nos permite, não sentimos falta de cultura. Sentimos falta de alegria verdadeira, de generosidade, falta uns dos outros. Ficou bem claro que a cultura não é, como parece, distracção ou passatempo, não é riqueza, é a prática do que define um ser humano, o pensamento, o amor.

E tivemos saudades, lembrámo-nos doutros tempos, de coisas que tinham formado a  nossa personalidade. Lembrámo-nos do Dom Quixote de Cervantes, um dos grandes textos da Cultura Ocidental que todos julgam que faz parte da cultura geral básica de todo o mundo civilizado, aquela parelha que até tem estátua na Praça de Espanha de Madrid e que é emblema para o povo espanhol: Dom Quixote e Sancho Pança. Mas não, não é nesse molhado que chove (e chora) o espectáculo que daí surgiu. Com o trabalho de um Sancho e um Quixote nascidos da nossa amizade, tornámos os diálogos de dois dos mais famosos episódios desse maravilhoso livro num pequeno teatro íntimo, onde além dos dois anti-heróis maravilhosamente expostos na sua solidão, passam os actores de uma companhia ambulante. E um pseudo-diabo, um negociante que mostra um retábulo de marionetas que faz explodir a generosidade antiga do cavaleiro andante.

É um Pequeno Teatro ad usum delphini, um pequeno formato que fala do único assunto de todo o teatro: o ser humano. Aqui recuperando uma estalajadeira cheia de saúde e o prazer de formas já inventadas, como os caretos, o romanceiro tradicional ou os teatros de bonecos, de que ainda conhecemos como nobre exemplo os de Santo Aleixo. Fazendo conviver uma sanfona com um jovem baterista e dando ainda a ouvir algumas frases como esta: “a maior loucura que um homem pode fazer nesta vida é deixar-se morrer sem mais nem menos, sem ninguém o matar, nem outras mãos que o acabem a não ser as da melancolia”. É um conselho de Sancho ao seu velho amigo Quixote».


sábado, 19 de junho de 2021

«Une révolution culturelle:Jack Lang, dits et écrits»

 

«Ces notes inédites permettent d'apprécier l'ampleur d'une révolution culturelle qui toucha tous les domaines de la création.
De 1958 à aujourd’hui, Jack Lang a profondément marqué la vie culturelle française. Dans ce livre, on suit, jour après jour, étape après étape, la fondation et la mise en oeuvre de la nouvelle politique des arts qu’il a imaginée. Une véritable révolution.
Au coeur de cet ouvrage : les multiples notes confidentielles que Jack Lang a adressées au président de la République François Mitterrand, émaillées de jugements et de recommandations, ici publiées pour la première fois. À partir de ces pièces originales, on assiste à la naissance de la Fête de la musique et du Grand Louvre, aux débats autour du prix unique du livre ou de l’Opéra-Bastille, parmi les mille et un projets des « années Lang » inspirées par une ambition dans ce domaine restée inégalée. On pénètre également dans les arcanes du pouvoir et du jeu politique.
Cette somme de documents « bruts » et de première main permet au lecteur de comprendre et d’apprécier l’oeuvre ainsi accomplie en connaissance de cause. Le symbole d’un volontarisme politique mis au service de l’art». Saiba mais.
_________________ E a propósito no Ípsilon de 18 JUN 2021:
Sublinhemos isto: