Recorte:
E isto vem a propósito disto:
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E isto vem a propósito disto:
e o site do Documentário neste endereço
Excerto:
«(...) Este bairro foi “um projeto único”, talvez “o mais icónico de Siza Vieira”, no qual “a componente arquitetónica surge enquadrada por pressupostos ideológicos”, destacou o realizador do documentário.“O desenho das casas e dos espaços comuns, isto é, a conceção do próprio bairro, envolveu a participação dos futuros moradores, chamados a opinar sobre questões como a dimensão das janelas ou a altura dos muros”, continuou o também jornalista Luís Godinho. Este foi “um projeto participado, onde rapidamente se passou da discussão sobre a tipologia das casas para o conceito de cidade”.Segundo o realizador, “foi também um projeto inclusivo, na medida em que Álvaro Siza Vieira conseguiu evitar a criação de ‘guetos’ numa área com 1.200 habitações, integrando a iniciativa privada com a construção social e cooperativa”.O documentário de Luís Godinho tem como protagonistas os arquitetos Álvaro Siza Vieira e Nuno Ribeiro Lopes, o ex-presidente da Câmara de Évora Abílio Dias Fernandes e dezenas de moradores do Bairro da Malagueira (1977-1997). (...)».
E no Elitário Para Todos há quem tenha memória viva disto: «(...)O arquiteto Nuno Ribeiro Lopes, que, à época, colaborava com Siza
Vieira e foi quem, no terreno, acompanhou o desenvolvimento do projeto,
lembrou que, naquela altura, “a Câmara de Évora tomou a liderança
urbanística a nível nacional com várias ações”. “Uma delas foi a
Malagueira. Outra foi a elaboração de um primeiro Plano Diretor
Municipal, que era uma coisa que legalmente não existia. Aliás, foi
feito e só seis anos depois é que entrou em vigor, quando a lei surgiu”,
disse. (...)».
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Por aqui insistimos: é o SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA como um todo que está em causa. Sem isso ... Um pormenor, aliás tocado no artigo: com a publicação do «Estatuto» a Lei 4/2008 - que dizia «A presente lei aprova o regime dos contratos de trabalho e estabelece o regime de segurança social aplicável aos trabalhadores das artes do espectáculo e do audiovisual que desenvolvam uma actividade artística, técnico-artística ou de mediação destinada a espectáculos ou a eventos públicos» - foi revogada, verdadeiramente sem nunca ter sido aplicada. Mais, nunca nos foi apresentado um balanço sobre a mesma: mas já sabemos o ainda Governo para a Cultura não precisa de estudos para decidir... Que venha força para a mudança de que precisamos!
e veja também, por exemplo, via Em Cada Rosto Igualdade: