terça-feira, 6 de dezembro de 2022

«A Inteligência Artificial (IA) já nos mostrou que é capaz de ser muito de muita coisa. Agora, na China, foram lançadas mais de 1.000 músicas que contam com vozes geradas pela tecnologia»

 

 

Excerto:« Recentemente, um dos maiores fornecedores de serviços de streaming de música na China, Tencent Music Entertainment (TME) revelou que um sistema de síntese de voz baseado em IA cantou mais de 1.000 músicas lançadas pela empresa nos últimos três meses.

A IA chama-se Lingyin Engine e pode imitar as vozes de cantores humanos e depois produzir músicas originais nessas vozes. Ou seja, se compusesse uma música e quisesse que ela fosse interpretada por Freddy Mercury, o sistema poderia fazê-lo. (...)».


segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

RECORDAMOS JOAQUIM BENITE | que nos deixou num 5 de dezembro | RECORDAMOS SABEDORIA

 


 
«Há 30 anos, fazíamos bailes ao fim de semana para arranjar dinheiro para manter uma peça de teatro. Bastava alguma flanela preta e pouco mais para entrarmos em cena. Hoje isso já não é possível, porque o público é muito mais exigente. Demos-lhe a escada e deitamo-la fora. Cedo demais. Criar público é uma tarefa que exige prudência e audácia, faz-se fomentando uma relação sólida com a comunidade, com as escolas, requer um trabalho de cariz social … São práticas que levam anos a desenvolver mas que quando travadas são fulminantes: matam o público. Recuperá-lo é impossível». E avisou: «Desenganem-se os nossos governantes se pensam que mantendo apenas a porta aberta alguém vai entrar».
  Joaquim Benite - Expresso  2012/07/21

Saiba mais em post passado 

e no site da CTA.

 

ACONTECEU | Lançamento do «Desenho e Criação no Trabalho Cenográfico em Portugal»

 

Este livro, conduzido pela investigadora e cenógrafa Filipa Malva, torna claro que aquilo que se convencionou designar por cenografia pode ser entendido como uma parcela de um universo mais vasto, que poderemos designar como desenho cenográfico. Saiba mais.
 
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Veja o que o jornal ABRILABRIL  escreveu a propósito do lançamento. De lá:
 

«Desenho e Criação no Trabalho Cenográfico em Portugal, assim se intitula o novo livro da investigadora e cenógrafa Filipa Malva, que reúne «treze entrevistas a outros/as tantos/as cenógrafos/as e figurinistas portugueses/as e analisa, a partir de trabalhos para espectáculos concretos, o lugar do desenho nos seus processos de criação artística», lê-se num comunicado d'A Escola da Noite, que organiza o lançamento em conjunto com a editora Página a Página. 

Daniel Tércio, crítico e artista plástico que assina o prefácio da obra, destaca o facto de se tratar de «um grupo de cenógrafos reconhecidos e activos nas artes performativas portuguesas», entre os quais se incluem Carlota Lagido, Inês de Carvalho, José Carlos Faria, José Manuel Castanheira, Marta Carreiras, Rui Francisco e Ana Rosa Assunção, membro e co-fundadora d'A Escola da Noite. (...)».

 
 

domingo, 4 de dezembro de 2022

COLÓQUIO «TEATRO, ESPAÇO VAZIO E DEMOCRACIA» | Caldas, cidade criativa? | 10DEZ2022 | 18:30H | CALDAS DA RAINHA

 


De lá: «“Teatro, Espaço Vazio e Democracia”, a ter lugar no Teatro da Rainha, 10 de Dezembro, às 15h. Intervirão Fernando Mora Ramos, director da companhia fundada em 1985, Sofia Bandeira Duarte, Sofia Reboleira, João Gabriel, e Pedro Xavier Mendonça. No mesmo dia, às 18h30, a Sala Estúdio do Teatro da Rainha acolherá o concerto “De Buenos Aires a Paris”, com Emma Alonso na voz e José Manuel Vaquero ao piano.
O colóquio “Teatro, Espaço Vazio e Democracia” teve a sua primeira edição em 2017, propondo-se como estímulo à reflexão e ao debate sobre o papel que a actividade teatral tem a desempenhar em sociedades que se pretendam democráticas. Partindo de questões gerais tais como as elaboradas por Peter Brook (1925-2022) no volume intitulado “The Empty Space” (1968) — «Terá o teatro um verdadeiro lugar nas nossas vidas? Que função pode ter? O que pode servir? O que poderia ele explorar? Quais são as suas propriedades especiais?» —, este é um momento instigador de ideias, observações, indagações, um espaço de inquietação e de desassossego com um propósito claro de construir a partir da discussão, fazer, no sentido de “poíesis”, com base na controvérsia e na imaginação, em suma, um espaço de criatividade, edificador do pensamento.
Este ano queremos pensar Caldas da Rainha, o que na cidade há, não há ou pode haver de criativo. Caldas, cidade criativa? A UNESCO diz que sim, desde 2019, no domínio dos crafts e das artes populares. Os crafts são as artes e os ofícios ligados ao artesanato. A louça, portanto. Mas o que são ou podem ser as artes populares? Que funções desempenham e que papéis representam na cidade? Estamos condenados ao priapismo de barro? Que tipo de relação e elos mantêm os cidadãos com essas tais artes populares? Quais são? Onde se produzem?
O tema, está visto, desbrava uma vasta zona de cogitações a serem exploradas, nomeadamente por quem, vivendo numa cidade, não prescinda da oferta cultural que ela tenha para oferecer. E por quem, na ausência dessa oferta, prefira outros locais para existir e viver. Desejamos, pois, percorrer um caminho na direcção da criatividade activa, exigente no sentido do confronto crítico, livre e democrático, sem o qual estamos convencidos não haver verdadeira cultura, a que gera pontes entre o vivido e o pensado. Para tal desafiámos e convidámos a intervir quatro pessoas com uma relação de proximidade à cidade de Caldas da Rainha. (...)».

«CyberPowWow»

 

CyberPowWow

Saturday December 10 | 3–4:30 PM 
New Museum Theater
235 Bowery, New York City

Rhizome, the New Museum’s affiliate, will host a panel discussion in conjunction with a daylong exhibition of CyberPowWow in the Sky Room.

Launched in 1997 by the Nation to Nation collective—Skawennati, Ryan Rice, and Eric Robertson—CyberPowWow was among the first major online art exhibitions to show born-digital art by Indigenous artists. CyberPowWow mostly took place in an online, multi-user graphical chat environment known as “The Palace,” with artworks displayed in various virtual rooms, where users could also interact with one another. (...)». Saiba mais.





quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

O MINISTRO QUE TEMOS

 


 Veja aqui


O que lá se pode ler:

«O ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, diz compreender a frustração das companhias que ficaram de fora dos apoios às artes, mas, em resposta a uma pergunta da Renascença, lembra que os concursos da Direção Geral das Artes, cujos resultados foram agora conhecidos, apoiam mais companhias e, em média, com mais verbas.

"Temos, efectivamente, mais companhias, mais entidades artísticas apoiadas do que no passado e cada uma recebe mais do que no ciclo anterior", disse o ministro, esta quarta-feira, à saída do Teatro Nacional D. Maria II, onde interveio na sessão de apresentação do projeto "Odisseia Nacional", do Teatro Nacional D. Maria II.

Dizendo compreender as queixas - "vejo esse protesto com grande empatia" - Adão e Silva notou que "faz parte da natureza dos concursos" deixar alguns de fora.

"Percebo que entidades, companhias que apresentaram os seus projetos e acreditam neles sintam uma frustração no momento em que ficam abaixo da linha de corte."

"Temos 61 companhias que vão ser apoiadas e não o eram no passado", reforçou o ministro, rematando: "Em todo o caso, as companhias que têm sido mais vocais dando conta da sua insatisfação eram companhias que já não eram apoiadas."

As declarações do ministro acontecem quando os resultados estão a ser criticados por estruturas artísticas, por causa da repartição do reforço financeiro deste programa da DGArtes, que elevou o valor disponível de 81,3 milhões de euros para 148 milhões, mas que abrangeu apenas a modalidade quadrienal dos concursos (2023-2026), dando resposta à quase totalidade de candidaturas aprovadas.

Sem reforço, na modalidade bienal (2023-2024), fica a descoberto uma percentagem de cerca de metade das candidaturas elegíveis para apoio, para as quais não existe financiamento disponível, segundo os resultados provisórios.

A DGArtes soma já 60 contestações aos resultados, estando ainda a decorrer o período de audiência de interessados nas áreas do Teatro e de Cruzamento Disciplinar, Circo e Artes de Rua.

Os concursos de apoio sustentado para os anos de 2023-2024 decorreram nas áreas da Música e Ópera, da Dança, Artes Visuais, Cruzamento Disciplinar, Circo e Artes de Rua, Teatro e Programação.

A comunicação de Pedro Adão e Silva, esta noite, no Teatro Nacional D. Maria II, voltou a sublinhar o reforço transversal à área da Cultura, "com um aumento da dotação orçamental de 23%", consolidando "uma trajetória de crescimento consistente desde 2016" do orçamento da Cultura, na ordem dos 167%.

No contexto dos eixos estratégicos da política cultural, e dos "três princípios" que sublinha - institucionalizar, modernizar, democratizar - Pedro Adão e Silva referiu-se ainda à Rede Portuguesa de Arte Contemporânea e à sua relação com a Coleção de Arte Contemporânea do Estado, recordando os dois milhões de euros de apoios que visam "promover o desenvolvimento de coproduções e circulação de exposições e coleções". (...)».

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O Ministro que temos: chegou, entrou num comboio em andamento e não cuidou de saber se estava na linha certa.Terá pensado (e outros o terão pensado) que a sua experiência em argumentar iria chegar para ultrapassar a situação qualquer que ela fosse na sequência dos concursos de «Apoio às artes». Nomeadamente, jogando com números e percentagens a torto e a direito. A abordagem tem de ser outra, Senhor Governante: centre-se nas POPULAÇÕES. Ou seja, no SERVIÇO PÚBLICO. E verá que o dinamismo a que leva trará mais estabilidade ao Setor e percursos profissionais dignos aos seus protagonistas.E talvez a falta de experiência (e de conhecimento teórico e técnico do setor em contexto internacional?) e a forma como domina a palavra tornem insuportável a maneira como se esgota nos CONCURSOS e se alicerça no CICLO DE APOIO anterior. E com naturalidade emprega a palavra «EMPATIA». Poupem-nos! Ó Senhor Ministro, já agora, nas suas comparações, vá lá mais atrás, ao tempo da troika. E diga-nos com fundamento qual é o seu MODELO para o SERVIÇO PÚBLICO na circunstância do TEATRO. Se ainda não leu recomendamos para inicio de conversa que nos diga o que pensa de posições como a seguinte, sem empatia, com método profissional, e à luz do que o PS já prometeu, e oposições de esquerda há muito têm proposto:


É claro que como  nada de fundo aconteceu desde o último ciclo de concursos, o processo mimetiza o que se passou em 2018. De facto, há que enfrentar o URGENTE provocado pelos resultados ficando-se na expectativa que um MINISTRO com a idade do «25 de Abril» enfrente o ESTRUTURANTE. Será que vamos ter uma CARTA ABERTA do Primeiro Ministro? Lembremos:

Apoio às Artes. Carta aberta de Costa elogia ministro e anuncia reforço de 2,2 milhões