quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

RUY MINGAS | Meninos do Huambo


 
 
 
 
 
 
Meninos do Huambo
Canção de Rui Mingas



Com fios feitos de lágrimas passadasOs meninos de Huambo fazem alegriaDo céu puxando as cadentes mais bonitas
Com lábios de dizer nova poesiaSoletram as estrelas como letrasE vão juntando no céu como pedrinhasEstrelas letras para fazer novas palavrasE vão juntando no céu como pedrinhasEstrelas letras para fazer novas palavras
Os meninos à volta da fogueiraVão aprender coisas de sonho e de verdadeVão aprender como se ganha uma bandeiraVão saber o que custou a liberdade
Com os nomes mais lindos do planaltoFazem continhas engraçadas de somarJuntam fapla com flores e com suorE subtraem manhã cedo por luar
Divide a chuva miudinha por o milhoMultiplicam o vento pelo poder popular
Os meninos à volta da fogueiraVão aprender coisas de sonho e de verdadeVão aprender como se ganha uma bandeiraVão saber o que custou a liberdade
Palavras sempre novas, sempre novasPalavras deste tempo sempre novoPorque os meninos inventaram coisas novasQue até já dizem que as estrelas são do povoPorque meninos inventaram coisas novasQue até já dizem que as estrelas são do povo
Os meninos à volta da fogueiraVão aprender coisas de sonho e de verdadeVão aprender como se ganha uma bandeiraVão saber o que custou a liberdade
Assim contentes à voltinha da fogueiraSoltam ao céu as estrelas ja escritasNovas palavras para fazer redaçõesEscapando ao se esvanderio ao machadoPara os meninos também sao constelaçõesConstelações que brilham sempre sem parar
Palavras deste tempo sempre novoMultiplicam o vento pelo poder popularPorque meninos inventaram coisas novasQue até já dizem que as estrelas são do povoPorque meninos inventaram coisas novasQue até já dizem que as estrelas são do povo
Os meninos à volta da fogueiraVão aprender coisas de sonho e de verdadeVão aprender como se ganha uma bandeiraVão saber o que custou a liberdade
Fonte: LyricFind
 
 

LANÇAMENTO | umbigo 87 # | HOJE NA CORDOARIA NACIONAL

 

 

«A UMBIGO deseja um Bom Ano e convida para o lançamento da edição #87, que decorrerá no dia 4 de janeiro, às 18h00, na Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, por ocasião da finissage da exposição Zonas de Transição – Obras da Coleção da Fundação PLMJ». 

 

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quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

DIRIGENTES CULTURAIS | e não só ... | A FORMAÇÃO NECESSÁRIA: ONDE E COMO?

 


«Le ministère de la Culture lance, en partenariat avec Sciences Po et l’association Les Déterminés, un programme inédit de formation et de mentorat pour 101 jeunes de 25 à 40 ans dans les métiers de la culture. Début du dispositif en septembre 2024.

Ils seront à la rentrée prochaine 101, soit un par département métropolitain et d’outre-mer. Ces 101 jeunes âgés de 25 à 40 ans seront choisis pour intégrer le dispositif « La Relève », mis en place par le ministère de la Culture avec un objectif : diversifier le vivier des nominations dans la culture. « Nous avons mis l’accent sur les métiers à travers plusieurs chantiers comme le soutien à la formation, le plan en faveur des métiers d'art ou encore les écoles d’enseignement supérieur artistique. Ce travail a porté ses fruits et nous avons pu renouveler le vivier de talents artistiques, explique le 6 décembre la ministre de la Culture, Rima Abdul Malak. En revanche, nous nous sommes rendus compte que ce n’était pas le même équilibre dans les dirigeants et dirigeantes à la tête des établissements labellisés par le ministère. Or, la politique de nomination est cruciale pour un ministère. »

Pour pallier à ce manque de profils d’ici les dix ou vingt prochaines années, « La Relève » veut représenter la France culturelle de demain avec 101 visages qui symbolisent la diversité « dans tous les sens du terme c’est-à-dire sociale ou géographique avec par exemple des personnes ayant grandi en milieu rural », poursuit la ministre. Ils seront issus de parcours diversifiés, en études ou non, avec des professions différentes que ce soit dans des institutions culturelles ou ailleurs, mais tous auront en commun la passion et un minimum d’appétence pour la culture. (...)».Continue.

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Ao mesmo tempo que tomámos contacto com a iniciativa do Ministério da Cultura francês a que se refere a imagem inicial, a nossa comunicação social lembra-nos da «reorganização» objeto da segunda imagem - e alguns estendem-na ao Centro Cultural de Belém. Com facilidade somos levados a voltar à formação dos profissionais para a gestão das organizações  da cultura e das artes. E lembrámo-nos uma vez mais da iniciativa «ORGANIZÕES, CULTURA & ARTES» da responsabilidade do então IPAE (hoje DGARTES), e do ISEG, que teve o apoio, nomeadamente, da GULBENKIAN. Dos posts que ao longo dos anos lhe temos dedicado, ilustremos com este:
Quem tem dúvidas que esta questão do ensino e formação para a gestão das Organizações da CULTURA E DAS ARTES é uma prioridade para  o fortalecimento do SETOR? E, tudo ponderado, não será má ideia retomar o Seminário do IPAE/ISEG. Uma declaração de interesses: aqui, no Elitário Para Todos, há quem tenha estado envolvido na inciativa, e daí a memória que persiste...

UMA MANEIRA DE ASSINALAR OS 500 ANOS DO NASCIMENTO DE CAMÕES |«Com Que Voz»




Camané & Mário Laginha - Com Que Voz / Tema do álbum 'Aqui Está-se Sossegado' / Letra: Luís Vaz de Camões / Música: Alain Oulman






terça-feira, 2 de janeiro de 2024

ESTRANHA FORMA DE VIDA (PÚBLICA) | Já tinhamos os «Programadores» agora surgem os «Superprogramadores»? | VEM A PROPÓSITO DA RECENTE NOMEAÇÃO PARA O CCB

 
 



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Estávamos nós postos em sossego e de repente somos inundados com a notícia sobre a nomeação que nos é referida nos recortes acima. É o que faz ser-se subscritor on line de «n»fontes. Mas ainda assim fomos ao Google para vermos da dimensão da coisa. Desde logo, «dá-se a notícia» mas não vemos «opinião» ao lado... Contudo, uma leitura mais atenta faz com que se detete, como dizer, uma «critica velada» ao acontecido... Ora bem, por acaso, o assunto suscita-nos uma série de interrogações e até nos reconduz à nossa «agenda» para sabermos mais e que estamos a designar por «ESTRANHA FORMA DE VIDA (PÚBLICA)». Como ponto de partida gostaríamos de entender sem grande esforço - mas isso será uma miragem - matérias como as que se abordam a seguir.
 
COMO SE RECRUTA E SELECIONA NO CCB?
E a pergunta surgiu naturalmente ao lermos no Público isto:

«(...) Há semanas que o nome de Aida Tavares vinha sendo apontado nos bastidores como futura responsável pela oferta cultural do centro de espectáculos, com a administração do CCB a recusar-se a confirmá-lo, até esta tarde. Será a primeira directora artística para as artes performativas e o pensamento de um centro cultural que conta, pelo menos até à data, com quatro programadores para as diferentes áreas: Cesário Costa (música erudita), Fernando Sampaio (teatro, dança e músicas plurais), Beatriz Serrão (pensamento) e Madalena Wallenstein (programação infanto-juvenil).
O CCB tem ainda em curso, confirma o comunicado, dois processos de selecção para cargos com responsabilidades na programação: o de curador-chefe de arquitectura, que deverá assumir, essencialmente, a actividade da Garagem Sul, e o de director artístico do MAC/CCB, inaugurado no final de Outubro.
“Em resultado do convite para apresentação de propostas, e do elevado número de candidaturas recebidas, os anúncios [dos nomeados para estes cargos] não acontecerão em Dezembro, como inicialmente previsto, mas apenas no início de 2024”, adianta o comunicado, para assim explicar o atraso na divulgação dos nomes escolhidos. (...)»

QUEM DECIDIU?
Apetecia discorrer sobre as figuras de «programador» e «programação». E, com o devido respeito, até lembrar o que se vai ouvindo, em que aparece a expressão a «praga dos programadores». E até terá cabimento, por exemplo, trazer para aqui o que se leu recentemente numa entrevista de Paulo Dias,  da UAU, na Weekend, do Jornal de Negócios, de 29 DEZ 2023: 

 
(Aproveitemos,  num aparte: frequentemente temos dito que a Rede de Teatros e Cineteatros existente foi criada sem que tenha havido estudos por trás - pelo menos que sejam públicos - e com facilidade se   deteta isso mesmo. E começa pela questão dos conceitos: criação; programação; acolhimento; produção;competências nacionais; competências municipais; parceria;  distinção entre os diferentes financiamentos da DGARTES ... Pronto, voltemos ao de sempre: reinventar o SERVIÇO PÚBLICO  NA ESFERA DAS ARTES e naturalmente que tem de abranger o que se passa no CENTRO CULTURAL DE BELÉM ... Refundar a DGARTES). Mas voltando ao CCB e ao novo lugar de Superprogramador(a), por agora apenas mais isto que encontramos nos Estatutos do CCB:


 
Até pode acontecer que haja «delegação de competências» para a matéria na Presidente do CCB, e juridicamente não haver qualquer problema,  como certamente se apressarão a proclamar. Mas não é disso que se está a falar, claro ... Ainda, eventualmente, mais do que superprogramadora, busca-se uma Diretor/a Artística/o, geral, assim ao modo do que acontece nos nossos Teatros Nacionais ... donde, afinal, vem a Presidente do CCB. Antes de encerrar o post, e antes que esqueça: porque há concurso para uns e não para outros? E a pergunta pode ir direitinha também para o ainda Senhor Ministro da Cultura. Mesmo para terminar: será que houve «erro de casting» na nomeação da Dirigente máxima do CCB? Esperamos que não, mas o andar da carruagem ...

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 A GRANDE SOBRA: AFINAL, O QUE VAI SER/FAZER AIDA TAVARES? É UM LUGAR NOVO NA ESTRUTURA  OU FUNÇÃO AO JEITO DA PRESIDENTE A DESAPARECER QUANDO VAGAR?