terça-feira, 26 de outubro de 2021

A MINISTRA DA CULTURA QUE TEMOS | «Poderíamos ter escolhido outra via, não assente no diálogo» | APETECE COMENTAR ASSIM: «COMO DISSE?»

 

 Jornal de Notícias | 26 OUT 2021

 

Nas últimas horas, no que à Cultura diz respeito, o que o Governo tem para mostrar é o  «ESTATUTO DO ARTISTA». E não se fartam de repetir  «pela primeira vez!». «Histórico!». E deu aso a títulos como este: «Estatuto dos Profissionais da Cultura garante boas condições de trabalho» - a bem da verdade, a Ministra Vieira da Silva, em conferência de imprensa, disse que contribuía. 

Entretanto, a entrevista da Ministra da Cultura fixada na imagem acima revela bem porque o SETOR se manifestou contra o conteúdo e o processo ... Para já o que temos é «uma mão cheia de nada». Definitivamente, o Governo não percebe, ou não quer perceber, que o que está em causa é o DESENVOLVIMENTO GLOBAL DO SETOR DA CULTURA E DAS ARTES. Só com isso também o ESTATUTO DO ARTISTA fará a diferença que conceptualmente e na prática dele se espera. Doutra forma é «caridadezinha». E o excerto seguinte  mostra postura sobre o DIÁLOGO que «arrepia», e burocracia legalista como opção de trabalho, longe do que se advoga na teoria e na prática para as ADMINISTRAÇÕES. E a Senhora Ministra aceita andar a «passo de caracol» - «Acredito que o que foi aprovado é muito importante para ir mudando a realidade que enfrentamos», é o seu desígnio. Ainda, isto não é uma questão de fé, Senhora Ministra.  Assim não vamos lá!

 

   


domingo, 24 de outubro de 2021

Pois é ...

 

 

recorte do semanário Expresso de 23 OUT 2021


...alguém nos poderá dizer, justificando, quanto se devia investir para sairmos da situação miserável em que o setor se encontra?

 

 

DA LONDON BUSINESS SCHOOL | lembrar um texto sobre a gestão «das outras» que não as organizações do mundo dos negócios

 

«With her theatrical background, Dawn Austwick might seem like a curious leadership model for the real world of business. But, Stuart Crainer shows how the driving force behind the Tate Modern art gallery and now director of one of the UK’s leading charitable foundations is completely rewriting the script».

 

 

 

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

«Oslo's enormous Munch museum»

 

 

 Comecemos por olhar para o que está no The Newspaper Art sobre o MUNCH: 'Forget everything you know about museums—this is different': Oslo's enormous Munch museum is ready to open after a decade of setbacks - leia aqui.

 

 

DO TEMPO EM QUE TINHAMOS CORNUCÓPIA | que nos ajudava a pensar ...

 

 

 

Veja aqui

a caminho deste endereço.

 

 

 

PARA UM CONHECIMENTO DE TODOS OS DIAS SOBRE POLÍTICAS CULTURAIS| «L'invention de la politique culturelle»

 

«Une histoire de la politique culturelle française d'André Malraux à Jack Lang et notamment des idées et des croyances qui ont guidé l'action du ministère chargé des Affaires culturelles. Fournit des clefs pour comprendre la politique culturelle ou interpréter le mouvement des intermittents du spectacle». Saiba mais


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E veja esta entrevista:
«L'INVENTION DE LA POLITIQUE CULTURELLE, ET APRÈS?». De lá: «(...)

Philippe Urfalino : Pour comprendre quelque chose à l’histoire de la politique culturelle, il faut avant tout faire une distinction très simple. Il y a d’une part les politiques publiques de la culture, c’est-à-dire des mesures prises par différentes instances publiques et qui touchent les activités culturelles ou artistiques. Ces politiques existaient bien avant la création du ministère de la Culture en 1959 et elles ont vocation à se poursuivre, à changer, à avoir leur histoire propre. Ce que j’appelle “l’invention de la politique culturelle”, c’est autre chose. C’est davantage une invention intellectuelle et un projet associé à cette invention. Cette idée n’était pas nouvelle : elle apparaît vraiment fin XIXe-début XXe, mais on en trouve déjà trace avant. L’idée est celle-ci : à travers les arts, en s’appuyant sur eux, l’Etat peut faire quelque chose à la société, il peut essayer de la changer. Ce qui fait l’originalité de 1959, quelles que soient les origines extrêmement contingentes de la création du ministère de la Culture, c’est que Malraux va donner un sens à l’action culturelle publique en mettant cette idée au sommet de l’Etat et en prêtant des enjeux sociaux extrêmement importants aux arts : démocratisation, confortation du tissu social… Ce que j’appelle “l’invention de la politique culturelle”, c’est finalement la mise en place d’un projet intellectuel, idéologique – au bon sens du terme, c’est-à-dire d’un ensemble d’idées, de concepts qui orientent l’action –, et un volontarisme d’Etat associé à ce projet. Cette politique culturelle se définit comme anti-éducative, ce qui est nouveau à l’époque. Il ne s’agit pas d’éduquer, il s’agit de présenter – en quelque sorte de mettre en relation physiquement les œuvres, les artistes et les publics. (...)».