Tirada daqui da Plataforma SAPO
Excerto
«(...) Apesar da estabilidade registada nos últimos anos, Rodrigo Francisco alertou para o aumento significativo dos custos de produção, considerando que o atual financiamento começa a revelar-se insuficiente para manter o festival nos moldes habituais.
“Desde a pandemia para cá, triplicaram os custos de produção do festival”, afirmou o diretor artístico do evento durante a conferência de imprensa.
Ao ALMADENSE, Rodrigo Francisco recordou ainda que a “subvenção camarária é a mesma desde 2015”, admitindo que “foi difícil manter o palco ao ar livre” nesta edição e acrescentando que algumas cenografias mais complexas deixaram de poder ser transportadas para Portugal devido aos custos elevados. (...)».
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e no Jornal Público
o trabalho seguinte de Gonçalo Frota - se tiver
Mohamed El Khatib e Israel Gálvan, Milo Rau, Keersmaeker, Najd e Stein chamados a Almada
Nas mesmas datas de sempre, de 4 a 18 de Julho, o 43.º Festival de Almada dá uma atenção especial a peças que dialogam com A Gaivota e diz-se “no último dos últimos recursos” face à subida dos custos.
donde estes recortes:
«(...) Na apresentação à imprensa desta sexta-feira, na Casa da Cerca, o director da Companhia de Teatro de Almada e do Festival de Almada, Rodrigo Francisco, começou, no entanto, por chamar a atenção para o contexto de organização do festival, que “tem sofrido agravamentos de alguns anos a esta parte”, com os custos ligados à logística a triplicarem desde a pandemia, sem que os valores da participação da Câmara Municipal se tenham alterado.
“O festival é subvencionado em um terço pela Câmara Municipal, noutro terço pelo Ministério da Cultura e no restante terço por receitas próprias”, explicou Rodrigo Francisco ao PÚBLICO, detalhando as partes do orçamento de 630 mil euros. “Em relação às receitas próprias, resolvemos manter o preço das assinaturas [o passe geral custa 100€, 80€ no caso do Clube de Amigos do Teatro Municipal Joaquim Benite] porque o contexto não é propício a aumentos; o apoio por quatro anos da Direcção-Geral das Artes acabou agora e temos a expectativa que haja uma actualização desses valores à inflação; a subvenção da Câmara Municipal é a mesma desde 2015.”
Face ao aumento de custos da montagem do palco na Escola D. António da Costa, das viagens das equipas artísticas, do transporte de cenários e do alojamento, o director sustenta que “um festival que presta um serviço de público precisa também de investimento público”.
“Estamos no último dos últimos recursos”, diz ainda. “Não podemos transformar o festival internacional do país numa mostra de teatro sem cenografia e feita de monólogos.” (...)».
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O que acrescentar? É complicado, em ambiente que devia ser de Festa total em volta do Teatro não se poder fugir uma vez mais à questão central: SERVIÇO PÚBLICO DE TEATRO. E o UNIVERSO COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA é do ideal para se carregar no PROBLEMA. Sim, há as medidas imediatas a lançar - fazer face à penúria com decisões excecionais se for caso disso sem esperar pelos «procedimentos de estimação» da Senhora Ministra da Cultura (em part time) que vê uma árvore aqui outra acolá mas que dá mostras que está longe da FLORESTA - o caso da inflação pode ser metido nisso. Mas não confundir com a REINVENÇÃO DA INTERVENÇÃO do ESTADO no SETOR CULTURA, na circunstância do TEATRO. Senhor Primeiro Ministro, talvez chamar a si a questão «CULTURA» . Talvez ganhe em ver o que aconteceu em 2018 e vir a terreno como o fez o Primeiro Ministro de então. E temos a Inteligência Artificial que nos ajuda:
Senhores Políticos, verdadeiramente a situação não mudou - em especial, o PS «deixou tudo na mesma» - no auge da crise tomou como se viu medidas «inéditas» que não tiveram continuidade - por exemplo em termos de ORÇAMENTO a cultura continua a ser o parente pobre. E o SETOR continua com uma vida longe dos Países ditos de referência. No Teatro temos acontecimentos «penosos», ilustrando: a CORNUCÓPIA FECHOU; o UNIVERSO COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA/TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE/FESTIVAL DE ALMADA chegou ao acima denunciado. Ah, já agora era interessante comparar os financiamentos da CTA à data da crise 2018 com o de hoje: que saibamos ainda não recuperou dos Tempos da TROIKA - é assim que governamos ... Hoje vivemos no CALDEIRÃO DE CONCURSOS DA DGARTES onde os da REDE DE TEATROS E CINETEATROS, e até tentando alguma ironia podia adiantar-se que reparássemos na «única» da PSU - PRESTAÇÃO SOCIAL ÚNICA - no que parece haver consenso (em muito do resto concordamos que teremos coisas miseráveis), para se revolucionar o «albergue» em que se transformou o que devia ser um SISTEMA luminoso.
Pôr fim aos «procedimentos concursais» não pode significar apoiar os que tiveram pontuação para isso mas que não aconteceu por falta de verba. Precisamos que se pratique, no mínimo, o que acontece nos demais SETORES - saúde, educação, transportes ...
Sumarizando, precisamos de um SISTEMA NACIONAL DE ARTES que cubra o PAÍS com uma diversidade de ORGANIZAÇÕES que garantam estabilidade sem o que não se porá fim à precariedade na CULTURA. Em particular, para o TEATRO não nos cansamos de o defender: COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA/TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE a TEATRO NACIONAL .
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