terça-feira, 12 de agosto de 2014

ASSIM VAI A CULTURA | Artistas Unidos em risco de ficar sem espaço



Ler a notícia aqui, da qual os excertos que se seguem (sublinhados nossos):

«(...)
Já em 2012, um ano depois de os Artistas Unidos se terem estabelecido no Teatro da Politécnica, a Universidade de Lisboa tinha ameaçado pôr termo ao contrato com a companhia de teatro por esta não cumprir as contrapartidas financeiras pela cedência do espaço na antiga Cantina da Politécnica de Lisboa. A renda anual é de 40 mil euros e os Artistas Unidos devem já 68 mil euros, diz o reitor ao PÚBLICO. Um problema que, segundo António Cruz Serra, se arrasta exactamente desde 2012 e sem nenhuma resolução à vista. A companhia, por seu lado, alega não ter condições para pagar estes valores, depois de a Direcção-Geral das Artes (DGArtes) ter diminuído os apoios financeiros. E lembra ainda o investimento que fez no espaço, como algumas obras para ali desenvolver o seu trabalho. (...).
A Secretaria de Estado da Cultura (SEC)  [não há Secretaria de Estado da Cultura, lembramos uma vez mais ] destaca ainda ao PÚBLICO que, “no contexto das limitações que se colocaram a Portugal no pós-crise económica e financeira de 2008, também o Orçamento do Estado na área da cultura foi afectado”. Os Artistas Unidos não ficaram imunes aos cortes, mas, desde 2009, diz a SEC, a companhia recebeu da DGArtes “o montante total de apoio" de 2.265.982 euros, "numa média anual de 453.196 euros”. “O Estado continua a garantir o apoio directo à actividade artística de carácter profissional, tendo os Artistas Unidos um apoio quadrienal (2013-2016) de 998.400 mil euros, correspondendo o ano de 2014 a um montante de 249.600 mil euros.” (...)». E estas contas significarão  o quê para o problema em presença? Apetece dizer que um pouco de pudor não ficará mal a ninguém !



sábado, 9 de agosto de 2014

«Understanding the value and impacts of cultural experiences»

 
 
«Today we publish Understanding the value and impacts of cultural experiences, an international literature review conducted for the Arts Council by WolfBrown.
This review helps us understand how others have asked or considered the question ‘what value do personal experiences of art and culture have for people?’ in the past, and to contribute towards our knowledge in this area.
The focus for the report was on academically-robust research and influential policy papers from the past twenty years. It provides a good overview of the commonly known frameworks and methodological approaches that have been used to investigate how individuals are affected by their experience of arts and culture. It also addresses value and quality from an organisational perspective: what do organisations that engage people in impactful experiences look like? How can the ‘quality’ of cultural organisations as a whole be assessed?». Continue a ler.
 
 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

ASSIM VAI A CULTURA | «Portugal ainda não tem representação oficial para Veneza»



«A nove meses da inauguração da 56.ª edição da Bienal Internacional de Artes de Veneza a Direcção-Geral das Artes (DGA) não tem ainda definidos o comissariado nem o artista que fará a representação oficial portuguesa.
Depois do atraso histórico no anúncio de João Maria Gusmão e Pedro Paiva para a edição de 2009 e do polémico processo de escolha de Joana Vasconcelos para a de 2013, em 2015 volta a estar em causa o tempo de preparação para a mais antiga e importante bienal de artes plásticas do mundo.
Por email, anteontem à tarde, o director-geral das Artes, Samuel Rego, limitou-se a confirmar a inexistência de quaisquer escolhas até agora. Acrescentando como comentário único: “No tempo oportuno, a Direcção-Geral das Artes dará a conhecer o comissário da representação oficial portuguesa.” Na mesma altura, o PÚBLICO pediu declarações ao gabinete do secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier. Até à hora de fecho desta edição, este não deu qualquer resposta.

Foi precisamente com Barreto Xavier à frente da DGA que se deu o maior atraso de sempre no anúncio para a representação oficial portuguesa. Só em Janeiro de 2009, já a menos de seis meses da inauguração de Veneza, Barreto Xavier anunciou a escolha daqueles que viriam a ser os mais jovens representantes portugueses de sempre na bienal, a dupla constituída por João Maria Gusmão, então com 29 anos, e Pedro Paiva, então com 31. Antes desse anúncio, e durante longos meses de especulação e controvérsia, estivera na mesa o nome do cineasta Pedro Costa, com quem as negociações acabaram por cair por terra. Simultaneamente, começara a correr o nome de Joana Vasconcelos, que viria a ser a escolha de 2011. (...)». Continue a ler no Público online.

Nada a fazer, esta forma de actuação está no ADN da Governação para a Cultura ...   



quarta-feira, 6 de agosto de 2014

BES | Parece que não foi por falta de aviso ...


«Em 2013, o PCP avisou o Banco de Portugal sobre Ricardo Salgado Espírito Santo»


NOVOS DIRIGENTES DGARTES | Novo capitulo da telenovela segundo Fonte do Gabinete do SEC não Identificada







Ver posts anteriores sobre este folhetim a partir deste: ASSIM VAI A CULTURA | Assim vai a Direcção Geral das Artes (DGARTES) . Agora parece que está tudo «a banhos»,  mas depois este «processo» tem de ser esclarecido. Os cidadãos merecem respeito.  

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P.S.  - Não há Secretaria de Estado da Cultura. Há uma área CULTURA na Presidência do Conselho de Ministros.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

ASSIM VAI A CULTURA | Assim vai a Direcção Geral das Artes (DGARTES)







Dos posts anteriores direta ou indiretamente relacionados com mais este capitulo desta «telenovela»: 




A vida cultural na pesrpectiva institucional está reduzida a isto ! Nada a fazer, senão denunciar o fim de ciclo e começar de novo:  já, para que os estragos não se avolumem. Não é só nos  bancos que o fenómeno acontece. 


domingo, 3 de agosto de 2014

JORGE SOARES | Uma ausência de regras | O «Gaudi da Boavista»









 «(...)
 Alguns artistas são únicos, outros não (são artistas de série, são licenciados ou doutores em arte, foram ou pareceram únicos apenas por algum tempo, em regra nos 1ºs anos de aparição pública, ou participam de estilos colectivos, ilustram uma "escola"). Os artistas únicos são em geral inclassificáveis, ou são maiores que as classificações que lhes atribuem, ou atravessam diversas classificações.
No caso único de Jorge Soares todas as classificações são inapropriadas ou redutoras. Dizê-lo um artista popular e autodidacta é correcto mas também é demasiado pouco, e marginal seria uma péssima tradução de "hors-normes" (aliás, a recusa das normas anteriormente válidas tornou-se uma norma moderna). Popular não deverá ter o sentido anglo-americano de Folk art, que quase sempre se refere tempos e usos pré-industriais - e outras línguas usam o popular (arte popular) como uma marca associada a artesanal, colectivo, primitivo e quase sempre anónimo, ou sem autoria individualizada. Chamar-lhe artista "outsider" deixa pairar a proximidade com a arte "brut" e logo uma contiguidade com as formas asilares ou psiquiatrizadas que é no caso totalmente desajustada. A linhagem naïf, excepto em casos de grande isolamento, já não se prolonga num universo social em que a informação se partilha rapidamente. Artista singular não tem em português o conteúdo significativo que se reconheceu aos "singuliers de l'art" - título da exp. pioneira do Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris (Arc 2) em 1978. (...)».
Leia na integra no Blogue de Alexandre Pomar.