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quinta-feira, 20 de setembro de 2018
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
FRANÇA | Ainda «l'éducation artistique et culturelle»
Disponivel aqui
Um excerto do discurso da Ministra: «(...)
Antes, já nos tinhamos referido ao Programa da imagem no post DOS OUTROS | FRANÇA | «Educação Artística e Cultural». Entretanto, pode observar-se mais um manancial de iniciativas, captar dinâmicas, com um suporte informacional de fazer inveja, a que se pode aceder através do site do Ministério da Cultura e Comunicação de França. Destaquemos, desde logo, a brochura da imagem acima, onde, na apresentação, se pode ler:
«Le président de la République s’est engagé à ce que tous les enfants
bénéficient d’un parcours culturel cohérent et exigeant durant le temps de leur
scolarité car c’est indispensable pour leur formation intellectuelle, sensorielle et
déterminant pour leur permettre d’être autonome dans leurs choix culturels».
Outros destaques:
⇾12 dates-clés pour comprendre l'éducation artistique et culturelle
⇾Discours de Françoise Nyssen, ministre de la Culture, et de Jean-Michel Blanquer, ministre de l'Éducation nationale, prononcé à l’occasion de la conférence de presse « À l'école des arts et de la culture de 3 à 18 ans », lundi 17 septembre 2018
Um excerto do discurso da Ministra: «(...)
C’est l’une des
promesses sur lesquelles le Président de la République a été élu :
garantir une éducation artistique à chacun des jeunes qui grandit dans notre
pays.Cette ambition, nous ne sommes pas les premiers à la porter.Mais comme n’importe quelle révolution, celle-ci n’allait pas
s’accomplir en une fois.Il y a eu le temps des visionnaires :Je veux rendre hommage à Marcel LANDOWSKI, qui a fait faire à
l’éducation artistique un bond fondamental, il y a près d’un demi-siècle : en
inventant, les classes à horaires aménagés pour la musique, en ouvrant les
conservatoires de région au public scolaire. (...)».
⇾Villes laboratoires « 100% EAC » : les maires s’expriment (2/2)
⇾Education artistique, clé de voûte de l'accès à la culture.
domingo, 16 de setembro de 2018
A PRETENSÃO DO PLANO NACIONAL PARA A JUVENTUDE (PNJ) PUBLICADO A 4 SET 2018 | «garantir a articulação entre o PNJ e os planos e programas nacionais existentes no âmbito de políticas setoriais ou transversais que tenham impacto na juventude, bem como assegurar que a dimensão da juventude se encontra integrada nesses outros instrumentos de política»
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A Resolução a que se refere a imagem acima, publicada a 4 de Setembro de 2018, à partida, como tudo o que sai no Diário da República, é para ser lida. Será?, às vezes toda aquela terminologia, a estrutura, os excels imensos que não permitem leituras fáceis ... são pouco chamativos ...Se impressos em Folhas A4 (mas não devemos imprimir, já se sabe, por razões ambientais) não se consegue ler o que quer que seja ... Concluindo, aquilo, se calhar, em termos públicos, para o cidadão comum, é apenas um formalismo ... Mas aqui no Elitári Para Todos lemos o PNJ - confessemos: começámos e desistimos várias vezes ... Mas conseguimos chegar ao fim. Palmas para nós! E fomos tomando notas, algumas delas:
1 - Com tantos Planos Nacionais ou equivalentes, e pelos formatos que lhes é dado, até parece que o conceito dos tão apregoados «PLANOS QUINQUENAIS» (o que aqui comporta mais ano menos ano), e por tantos criticados, estão de volta!E em termos terminológicos, por exemplo, porque é que numa situação a «etiqueta» é PLANO NACIONAL, e noutra ESTRATÉGIA NACIONAL, quando tudo visto e revisto estamos perante instrumentos semelhantes? SIMPLEX + olha para isto! Não podes querer ser modernaço, pugnar por Programas/Projetos autónomos que levarão aos agrupamentos que se quiser com as possibilidades permitidas pelas TIC, ou seja, operacionalizar a tão desejada transversalidade, e depois confrontarem-nos com BLOCOS herméticos destes ...
Ainda nesta espécie de introito, como é que um PLANO - articulado ainda por cima em Planos de Ação - seja ele qual for resiste a isto que logo inicialmente se pode ler:
Assim, ainda nem se começou e já se sabe que a probabilidade de não acontecer é grande, sem que ninguém seja por isso responsabilizado porque a culpa estará na falta de fundos. Pois é, a verdadeira ORÇAMENTAÇÃO POR PROGRAMAS contraria isto, e deve ser por isso que vem a ser empurrada para as calendas ...
2 - Já se sabe, nós íamos à cata da CULTURA e ver como a que a «dimensão da juventude se encontra integrada nesses outros instrumentos de política» do setor e saber do que é próprio do PNJ que acresce ao que já estaria previsto no âmbito do Ministério da Cultura. E, digamos, foi uma decepção, mas estamos disponíveis para entender, e para isso pede-se que nos expliquem/justifiquem o que lá se encontra das pgs. 34-38. Em particular, o porquê do papel do GEPAC em tudo aquilo e como é que se vai concretizar. E reparámos que só para uma situação existe orçamento, para os outras é a «definir» ou «n/a» (mas não se aplica porquê?, não será possível quantificar, por exemplo, quanto se gasta numa visita técnica?).
Como sobra, ficamos sem verdadeiramente perceber «qual é a politica da juventude para a cultura» e qual é a «politica da cultura para a juventude», sabendo-se que o MC diz também prosseguir a transversalidade... Aliás, toda a Administração. Para a Cultura, uma sugestão, comece-se por fazer o INVENTÁRIO DO QUE ACONTECEU NO PASSADO, em termos de conteúdo e de forma, e do que, por exemplo, está a acontecer agora no terreno integrado nas atividades dos agentes culturais financiadas pelo MC, nomeadamente através da DGARTES, e, ...
3 - Em particular, na Cultura, atente-se no «Objetivo Estratégico» «Facilitar o acesso à criação por pessoas jovens» e dentro deste o «Objetivo Operacional» «Promover a produção artística e cultural das pessoas
jovens» e aqui a «Medida/ Atividade» «Execução do programa
"Jovens Criadores", que tem como indicador o «N.º de
Candidaturas» ( e para 2018 preveem 115) e o orçamento é de 80.000,00
€, e ...
Partindo daqui podiamos discutir tudo sobre aESTRATÉGIA DA GESTÃO DA COISA PÚBLICA... Em especial, para responder à questão: como estará articulado o que se passa com os «Jovens Criadores» com o que acontece na Direção-Geral das Artes?
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Ainda sobre o Programa «Jovens Criadores» encontrado por acaso no site da CMLisboa:
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sexta-feira, 14 de setembro de 2018
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
MUSEUS | Entrevista ao Diretor do Museu Nacional de Arte Antiga | NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS
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Excerto:
«(...)»
Porque defende tanto esse modelo,
autónomo. Talvez se fosse tão evidente já tivesse sido posto em prática.
Talvez porque para a maioria das pessoas não são evidentes as condições
em que trabalhamos e as necessidades de trabalho que temos, mas pense num caso
parecido, que é o de um teatro nacional, o D. Maria II ou o São Carlos. São
estruturas com uma programação que faz mover a casa, e essa programação exige
uma negociação internacional que os obriga a ter uma segurança de que terão
capacidade financeira para contratar algo que acontecerá dali por três anos,
portanto, um tempo longo de preparação. A questão é encontrar na coisa pública,
um modus
operandi para lhe dar segurança e agilidade. Nós estamos à
espera do resultado de um concurso de lâmpadas desde o início do ano. Estamos a
ficar numa situação dramática. Como já está obsoleto o sistema de iluminação,
já não existem lâmpadas no mercado. Neste momento já não conseguimos substituir
as lâmpadas e os famosos leds que hão de vir
da direção-geral ainda não vieram nem se sabe quando virão. Houve um erro no
concurso.
Como é que até aqui se resolvia a
situação?
Com recurso à sociedade civil. O Grupo dos Amigos do Museu, o maior e o
mais antigo grupo de amigos, com estatuto de utilidade pública, é o interface
do mecenato. Se uma empresa quiser patrocinar alguma coisa no museu, patrocina
o Grupo dos Amigos conseguindo fazer que o dinheiro venha para o fim a que se
destina. Na administração isso não é possível, porque não é possível afetar uma
receita a uma despesa. Vá perguntar à Fundação CCB se eles querem mudar o
estatuto. Queixam-se dos cortes, como todos, mas a questão é de controlar e
dominar o que lhe diz respeito. A autonomia tem que ver com isso, ser eficaz.
Claro que tem um grande problema associado, uma carga de responsabilidade e
trabalho muito maior, e é precisamente por isso que nos países que têm essa
experiência nem todas as instituições querem ser autónomas, nem pouco mais ou
menos. Por exemplo, em Espanha, o Museu Nacional de Escultura, em Valladolid,
não quer. Para já, porque trabalha com um estrutura que sabe efetivamente o que
os museus fazem e precisam. Não é bem o caso aqui, em que nós somos uma espécie
de gente que teima em fazer coisas e que estamos sempre a chatear, se
estivéssemos quietos éramos mais tranquilos e estimáveis. Pergunto-me é se é
suposto estarmos quietos ou fazermos coisas... A questão é quando uma estrutura
como esta, que tem problemas tão complicados como o envelhecimento crónico da
equipa técnica... Porque esta casa é, antes de tudo, um centro de investigação.
A casa produz e mobiliza conhecimento. Estamos sempre a produzir novo
conhecimento na história da arte e na conservação e restauro. Ainda agora o restauro
do Presépio
de Belas, que vai dar um livro no final. Está a ser uma renovação
total, nunca tinha sido feita a operação de desmontar tudo aquilo. É a partir
da produção de conhecimento que se afirma a marca, que se comunica a marca, que
se faz material de comunicação, que se faz exposições, que se estimula uma
programação que é a forma de comunicar aos públicos. O que acontece é que em
todas as operações não há uma que se faça que não exija procedimentos
administrativos, desde a compra de livros à compra de papel, de toner,
de produtos para conservação e restauro. (...)».
E APETECE DIZER EUREKA ! | «Durante décadas (não, não é culpa do Governo anterior, apesar do mesmo também ter responsabilidades na situação), o Estado tem vindo a diminuir as verbas provenientes de receitas do Estado para as políticas públicas de Cultura, (...)»
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Uma passagem (destaques nossos):
«(...)
Durante décadas (não, não é culpa do Governo anterior, apesar do mesmo
também ter responsabilidades na situação), o Estado tem vindo a diminuir as
verbas provenientes de receitas do Estado para as políticas públicas de
Cultura, em muitos domínios (património, museus, arquivos, cinema e
audiovisual, teatros nacionais, etc.) e a aumentar a dependência dos serviços
públicos de cultura de receitas próprias para fazer face às despesas de
funcionamento.
Esta não é a melhor estratégia - é preciso que o Estado orçamente, a partir
das receitas provenientes de impostos, o núcleo duro da presença pública nas
políticas culturais. A razão é simples: deixar as instituições públicas de
cultura muito dependentes de receitas próprias significa que, em períodos em que
as mesmas não existam, diminuam ou sejam canalizadas para outras entidades, as
instituições públicas de cultura ficarão expostas a grandes fragilidades. Quero
eu dizer que não se deve estimular as entidades públicas a ter receitas
próprias e dar-lhe a possibilidade de as gerir? De forma alguma. Mas estas
receitas devem ser um estímulo e um adicional ao seu desempenho, e não a base
da sua sobrevivência. (...)».
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. .
Uma Nota: o autor, como alguns se lembrarão, foi Diretor da Direção-Geral das Artes e Secretário de Estado da Cultura. E agora vê-se que subscreve, e ainda bem, coisas como o atrás sublinhado. Muda a função, muda o discurso ! Será apenas um exercício académico? Ou ...
terça-feira, 11 de setembro de 2018
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