quarta-feira, 7 de julho de 2021

«O itinerário de um pobre emigrante»

 

Tirado daqui | Folha de Sala/RTP 2

« O itinerário de um pobre emigrante, assim se referiu Jean-Pierre Sarrazac (n. 1946) à sua primeira peça publicada. Lazarre lui aussi rêvait d’eldorado (1976) surgiu num momento em que o percurso académico do Autor se cruzava com o seu percurso artístico. Dramaturgo e encenador, Sarrazac é igualmente um dos mais relevantes críticos e pensadores de teatro na contemporaneidade. Uma amizade de longa data o liga a Fernando Mora Ramos, que, em 1984, encenou pela primeira vez Lázaro também ele sonhava com o Eldorado, já com tradução de Regina Guimarães. O espectáculo que agora se apresenta surge revisto na tradução, aprofundado na complexidade referenrencial que o texto reflecte e acrescentado de um momento rapsódico especificamente concebido pelo Autor para esta ressurreição em cena.(...)». Continue a ler



Outro excerto: «Afirma o encenador Fernando Mora Ramos: "Lázaro também ele sonhava com o Eldorado foi, para nós, a forma mais acertada de falar de uma questão que se impõe, a todos, europeus e portugueses, como urgência inadiável. Lampedusa é aqui ao lado, as praias do Algarve dão directamente para a tragédia que não cessa. O Mediterrâneo da mitologia grega e outras, anteriores, é hoje um mar de sangue, cemitério em laboração clandestina contínua, para nossa vergonha"».

 

terça-feira, 6 de julho de 2021

«AVIGNON»| aproveite-se o momento para no nosso País se (re)pensarem os festivais nomeadamente de teatro ...

 

 

Tirado daqui

 

 


Veja aqui

De facto, não se podia deixar passar a ocasião, e uma vez mais aqui estamos a tocar nos Festivais e em particular nos de Teatro. A «designação» do próximo Diretor do de Avignon é por si uma fonte de ensinamentos. Por cá podiamos começar por fazer historial, ou seja, fixar memória. Sem isso ... Depois atentar na articulação do central com o regional/municipal. A seguir, comparar orçamentos...  E já que estamos a falar em verbas, e o Festival de Almada aí está,  como vai   a resolução dos cortes de má memória? E em França há queixas ...  Dada a nossa situação miserável até haverá dificuldade em compreender ... Em suma, reflectir o lugar  dos FESTIVAIS no SERVIÇO PÚBLICO de Teatro tem de ir para a agenda institucional ...E a «troca» de um Teatro Nacional por um Festival, ainda que seja Avignon, a nosso ver, diz muito ... Pode ser que com casos destes o GOVERNO pare, olhe, e veja  ...




segunda-feira, 5 de julho de 2021

VICTOR PINTO DA FONSECA | «Zeus e o Ministério da Cultura»

 

 
Excerto: 
 
 «(...)Quanto à Colecção de arte contemporânea do Estado, receio que a desejada valorização e reconhecimento, desencadeará uma série de consequências, que se vão reflectir numa acentuada degradação das condições do universo da arte. Pretender fazer circular pelo país uma colecção de arte contemporânea com um programa de dez anos para aquisição de obras de arte com o dinheiro dos contribuintes é uma "Insinuação determinista" da qual dentro de poucos anos, a ministra da cultura e o curador da colecção, ao olharem para trás vão ficar lívidos de vergonha porque o que estão a fazer é uma "falsa visão". Ao intervir no mercado de arte, insinuando quais os artistas representativos do país, o Estado, passa a estar implicado em quaisquer danos que a sua acção possa causar, pois com certeza o que aconteceria sem a intervenção do Estado seria certamente diferente. A "crença na lei das aquisições do Estado" vai influenciar artistas, curadores e colecionadores privados, que tenderão a tirar conclusões precipitadas — a partir de escolhas que não são representativas da arte e dos artistas em geral. Esta tendência determinista das leis [do Estado], da Colecção de arte contemporânea do Estado, pode ter efeitos particularmente confusos no universo da arte contemporânea em situações de decisão e como orientar os julgamentos, julgando estar certas, para encaixar numa história fácil de adoptar e saliente mas também falsa.

A governalização da arte contemporânea parece querer acreditar que o processo assistencialista - após um protesto de alerta para o sector das artes visuais, apresentado por um grupo de 200 artistas ao primeiro-ministro António Costa -, de lançar um programa de dez anos para aquisição de obras de arte contemporânea, para a colecção do Estado, com uma dotação orçamental mínima de 300 mil euros por ano, apoiado na avaliação de uma comissão de membros (por um pagamento do governo), tem valor para os artistas. Mas a verdade é que não tem. Questiono-me como é que uma comissão de aquisição de arte nomeada pelo Estado para um programa de dez anos tem precisão nesta tarefa para escolher quem são os artistas e as obras a adquirir / coleccionar? Em detrimento de outros? (...)».



 

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Quantos museus?

 

Sinopse

Neste livro descreve-se a experiência de visitar, ao longo de várias semanas, os espaços museológicos da capital. Não se trata de um guia completo, um estudo ou o relato de um percurso, mas, sim, de uma exploração em modo de visitante despreocupado. Um diário apelativo, que mostra o potencial de ilimitadas viagens e infinitos percursos a descobrir a partir destes lugares estáticos, espalhados de forma anárquica por Lisboa. Saiba mais.

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Na Revista E do semnário Expresso desta semana:   «Quantos museus há em Lisboa? Onde ficam? O que nos contam e como comunicam connosco antes mesmo de fazermos uma visita?... Estas são algumas das questões que motivaram Covadonga Valdaliso, investigadora integrada no Centro de História da Universidade de Lisboa, a sair de casa para, ao fim de muitos trajetos, reunir agora os resultados dessa experiência em “Museus de Lisboa”, o mais recente volume da série de “Retratos”, da Fundação Francisco Manuel dos Santos. “São mais numerosos, mais baratos e menos visitados do que muitos lisboetas imaginam” e muitos deles “convivem com os habitantes da cidade silenciosamente, sem interferir no seu quotidiano”, lê-se em jeito de conclusão, alertando o texto para, contudo, o facto de os museus “oferecerem a possibilidade” de conhecer melhor Lisboa, propondo o livro “percursos a descobrir a partir destes lugares estáticos espalhados de forma anárquica” pela cidade. (...)». Nuno Galopim.

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E a questão que nos ocorre: mas será assim tão dificil  elaborar um GUIA completo? Não só para Lisboa como para todo o País? Talvez acolhendo a Recomendação da Assembleia da República a que nos referimos no post anterior ...

 

OUTRA RECOMENDAÇÃO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA NO ÂMBITO DA CULTURA | Senhora Ministra o que nos diz a isto?

 


quinta-feira, 1 de julho de 2021

«FISCAL FUTURES: SCENARIO THINKING FOR FISCAL TRANSPARENCY AND ACCOUNTABILITY»

 

e visite o International Budget Partnership 

  

«The International Budget Partnership works in collaboration with multiple actors – including civil society, state actors, international institutions, and the private sector – to bring about a world in which empowered citizens participate in open, inclusive budgeting processes to shape policies and practices that promote equity and justice on a sustainable basis».