quarta-feira, 17 de julho de 2024

«FINISTERRA» | ÚLTIMOS DIAS: 17, 18, 19 e 20 de Julho de 2024 | às 20h

 

 

«Após leituras de Raul Brandão em Húmus (2010), Ilhas (2012) e A Farsa (2014), ou de Alves Redol e Manuel Ribeiro de Pavia com Fanga (2023), a Karnart dedica-se a Finisterra, um projeto de perfinst a partir do romance homónimo de Carlos de Oliveira, publicado em 1978. Os papéis de Finisterra parecem especialmente adequados ao trabalho desenvolvido pela Karnart: não apenas por preocupações temáticas mas por causa do próprio conceito de perfinst, que junta performance e instalação. O livro conta a história do fim de uma casa e de uma linhagem; mas estilhaça o tempo e é também, como diz Manuel Gusmão, uma “representação de representações” obcecada com “uma série de artefactos”. Estamos, assim, entre a colecção de objetos (a instalação) e os restos da ficção (a performance), que é afinal uma maneira de ler o subtítulo do livro: Paisagem e Povoamento.

A uma curta carreira de quatro apresentações no Teatro do Bairro Alto, em Lisboa, segue-se o alinhamento de quinze espectáculos no Gabinete Curiosidades Karnart. Quatro intérpretes dedicam-se, iluminando-as e acrescentando-lhes objectos-chave, em correspondência com trinta e dois dos capítulos da obra escrita, a quatro estações de oito paragens de instalação objectual. O trigésimo terceiro dos capítulos do espectáculo, que corresponde ao vigésimo quinto da obra escrita, configura uma instalação performativa comunitária localizada em zona diversa do espaço, onde a linhagem patriarcal se suprime em função da vertente feminina que, deificando-se, se resgata.

Enquanto projecto volante que obriga a uma relação de grande proximidade com o aparato artístico instalado, Finisterra deve ser desfrutado com calçado confortável e sem malas, mochilas ou outros objectos pessoais, que fortemente se aconselha fiquem depositados no bengaleiro».

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E aproveitemos o momento para dizermos
 mais sobre Carlos de Oliveira:

 


 Sinopse

Ancorada no areal da gândara, uma casa em falência. Em seu redor, o halo lucilante protege o terreno antes da execução da hipoteca. Imagens difusas povoam a paisagem de dunas a perder de vista, tentando capturar o que resta do real: a criança sentada num osso de baleia, o pai premindo o obturador, a mãe na senda da alquimia das gisandras, o tio aperfeiçoando a fórmula da porcelana etérea. E o silêncio atemorizador ao longo dos dias: o executor fiscal, os peregrinos de cabeça em chamas ameaçando a harmonia do reino mineral. Saiba mais. Ainda:
 


terça-feira, 16 de julho de 2024

«Esta terça-feira, a companhia de teatro fundada por Jorge Silva Melo faz uma ação em que o público é convidado a ajudar a desmontar o teatro.De malas às costas, os Artistas Unidos não têm para onde ir e lamentam inércia da Câmara de Lisboa»

 


«"Sem um espaço, os Artistas Unidos são postos em causa como companhia"

16 jul, 2024 - 06:10 • Maria João Costa

Esta terça-feira, a companhia de teatro fundada por Jorge Silva Melo faz uma ação em que o público é convidado a ajudar a desmontar o teatro. De malas às costas, os Artistas Unidos não têm para onde ir e lamentam inércia da Câmara de Lisboa. (...)». Leia aqui.

 

 

PARLAMENTO EUROPEU|« The preliminary allocation shows that the newly established right-wing nationalist populist group, Patriots for Europe, seeks to see a Member of the European Parliament from its ranks as the Chair of the Culture and Education Committee (CULT)».

 


De lá: «It has become known that the political groups of the European Parliament have earmarked their preferred choices for committee chairs. The preliminary allocation shows that the newly established right-wing nationalist populist group, Patriots for Europe, seeks to see a Member of the European Parliament from its ranks as the Chair of the Culture and Education Committee (CULT). 

Culture Action Europe is deeply concerned about these developments. Together with the Cultural Deal for Europe partners, we assert that the CULT Committee must build on its past achievements and continue to advocate for cultural policies based on inclusion, solidarity, pluralism, liberalism, transnationalism, diversity, and intercultural dialogue. It is crucial that the leadership of the CULT Committee, including the Chair, Vice-Chairs, and Rapporteurs, embodies and champions these values and pro-European views to maintain a vibrant and resilient cultural sector in Europe. 

We call upon the European Parliament—particularly the Conference of Presidents and the future members of the CULT Committee—to ensure that the appointment of the Chair, Vice-Chairs and members of the CULT Committee is made with great care. A big responsibility rests with the European Parliament and its centrist political groups to champion culture as a crucial pillar in the necessary transformation of Europe towards a sustainable and peaceful future».Leia na integra.




segunda-feira, 15 de julho de 2024

ANTÓNIO CARLOS CORTEZ |«Cenas Portuguesas»

 

 

SINOPSE

 
Cenas Portuguesas é, como o título indica, um conjunto de cenas, isto é, de contos que são cenas vivas, pitorescas, satíricas e outras talvez melancólicas sobre uma certa forma de ser português.
Dez contos onde se passeiam figuras dum país à esquina do planeta: uma Dona Preciosa, emblema duma rua de Lisboa; um tal Sr. Rato, ex-agente da PIDE e taxista nos anos 80; Uma Linda de Guadalupe, moça que nos anos 60 veio cantar para Lisboa e aí se perde; um certo grupo de adolescentes que se descobre vivendo o jogo da vida numa partida de futebol... CENAS PORTUGUESAS, como quem diz, cenas de Lisboa, ou de Braga, de alguém recordando a Calçada do Tojal, rua do mundo, espelho humano. Um escritor que redige um livro para sobreviver a um casamento-naufrágio, ou, noutro conto, um Portugal em 2050 mergulhado numa ditadura, sendo um sapateiro o último detentor de uma biblioteca nesse futuro distópico.
António Carlos Cortez oferece-nos nestes dez contos, numa prosa fluida e viva, ora sarcástica, ora nostálgica, um livro com personagens que todos nós um dia conhecemos. É um Portugal de ontem que é de hoje, com seus provérbios e absurdos, o país político e das almas censuradas por essa vírgula maníaca, a de Alexandre O’Neill, ou um livro que, na melhor herança de Sena e de Cardoso Pires, ou percorrendo o brutalismo dum Ruben Fonseca, revela António Carlos Cortez como um dos prosadores onde a língua portuguesa (poeticamente) volta a falar connosco. Saiba mais.



sábado, 13 de julho de 2024

CONTINUEMOS COM O «WOKE»|«Racismo Woke _ como uma nova religião está a dividir a sociedade»


Sinopse

Este tipo de anti‑racismo não é o caminho para a equidade — é um obstáculo. Da esquerda à direita, o debate público sobre racismo parece ter chegado a uma encruzilhada. Dizem‑nos que quem nasce branco, ainda que pobre, é sempre privilegiado, e quem nasce negro é automaticamente uma vítima, mesmo que não o sinta. Os brancos são incentivados a tentar entender como é ser negro, mas por outro lado ouvem que nunca conseguirão entender realmente. Há quem se queira manifestar mas tenha medo de o fazer de maneira errada e acabar por parecer… racista. Como conciliar tudo isto?
Segundo John McWhorter, que faz esta análise a partir da sociedade americana, o problema é haver hoje em dia um anti‑racismo que, sendo bem‑intencionado, se transformou numa espécie de religião irracional, inalcançável e fracturante. Da instrumentalização do privilégio branco e da cultura de cancelamento ao fervor evangélico da multidão woke, este livro analisa a forma como esta «nova religião» está na verdade a prejudicar a comunidade negra, infantilizando‑a, condenando‑a ao insucesso e promovendo medidas que a fragilizam, convocando até um essencialismo racial que pouco se distingue de teorias racistas do passado. Racismo Woke — livro que foi polémico nos EUA — apresenta também um plano de acção e uma esperança: ainda é possível arrepiar caminho e fazer realmente justiça à América negra. Sinopse curta Neste livro que se tornou um best‑seller do New York Times, John McWhorter diz‑nos que há hoje em dia um tipo de activismo anti‑racismo que se transformou numa espécie de religião irracional, inalcançável e fracturante. E que não é este o caminho para a equidade. «McWhorter traz‑nos, com humor e inteligência, uma análise social muito necessária. Este livro tem a capacidade de diluir o ódio e o fanatismo raivoso, trazendo de volta para a ribalta o amor e o perdão, a racionalidade e o diálogo.» Heather E. Heying, bióloga evolucionista e co‑autora de A Hunter‑Gatherer’s Guide to the 21st Century «É raro encontrar análises tão honestas sobre polémicas raciais. Este livro é uma dissecação apaixonada do pensamento atabalhoado que alimenta muito do activismo dos nossos dias. Obrigado ao autor por conseguir pôr a dura realidade acima do politicamente correcto.» Jason L. Riley, colunista do Wall Street Journal e autor de Maverick


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Post recente relacionado:O «WOKISMO» ESTEVE NAS CONVERSAS DA CERCA DO FESTIVAL DE TEATRO DE ALMADA 2024

 

 

LANÇAMENTO DA «#UMBIGO 89»|18 julho|18:00|LISBOA