terça-feira, 4 de abril de 2023

A IDENTIDADE ARTÍSTICA DE UM TEATRO

  

 
«O anterior diretor artístico do TNSJ regressa também àquela que é, nas suas palavras, “provavelmente a peça mais nostálgica, melancólica e lírica de Samuel Beckett”, e para a qual assinou não só a encenação, como também a cenografia e o figurino. O espetáculo estreia a 13 de abril no Teatro Carlos Alberto. (...)».
 

 Leia aqui

«Longa Jornada Para a Noite, do dramaturgo norte-americano Eugene O’Neill, é uma peça de reencontros e regressos ao Teatro Nacional São João. Para percorrer esta Longa Jornada, o Ensemble – Sociedade de Actores, histórico parceiro de repertório do TNSJ, convocou um conjunto de nomes indissociáveis da identidade artística deste Teatro Nacional. (...)»

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E o nosso e-mail inunda-nos com informação sobre o TNSJ, na sequência, naturalmente, do sistema de «alertas» concebido. Selecionamos os dois trabalhos acima, a que se acrescenta o programa da RTP «Primeira Pessoa» sobre Ricardo Pais cuja apresentação começa assim:«Refundou o conceito de Teatro Nacional no S. João no Porto, que geriu, decidiu e dirigiu artisticamente durante mais de uma década.
É um homem com uma identidade forte e um curriculum invejável, que reúne uma obra diversificada entre clássicos e modernos. É visto pelo seus pares como um encenador inovador e protagonista. (...)».

Inevitavelmente, a conjugação de tudo isto levou-nos a assuntos que a nosso ver são de reflexão permanente e com frequência ocupam o blogue Elitário Para Todos - ainda recentemente NÃO ESTÁ FÁCIL A VIDA DE ASSISTENTES DE SALA | Reflectir os Teatros Nacionais é preciso ... Vamos a isso, mais umas achegas.
Assim, de repente, «as más línguas» até podiam alegar que se verifica uma «endogamia artística» neste Teatro Nacional. Bom, cá por nós, como espetadores, que venha ela porque não nos cansamos do «conjunto de nomes indissociáveis da identidade artística deste Teatro Nacional» agora uma vez mais convocados pelo TNSJ. Mais, até se defende a existência de um CORPO ARTÍSTICO RESIDENTE para dar a tal identidade. Mas ... Pois é, mas ... Qual é a letra e o espírito da política pública inerente às UNIDADES DE PRODUÇÃO DO ESTADO? Na circunstância no Teatro.  Por exemplo, embora talvez coisa menor: como se mede o tempo? De facto 10 anos é muito tempo ... Mas dados os resultados, quem sabe deva ser o «referencial». Para os «Nacionais», mas também para os outros.
Contribuindo para se continuar a pensar mais este elemento: a Lei orgânica do TNSJ, publicada em 1997, elaborada no tempo do primeiro Governo António Guterres, quando era Secretário de Estado Rui Vieira Nery. E até ajudará a retificar alguns pormenores que se ouviram - se é que alguém está interessado nisso. Contudo, é o institucionalizado de quando começou a «refundação» falada. O Preâmbulo:

Um pormenor - curioso? -,  a caminhada desta  «ODISSEIA TNSJ» (talvez, diferente do TNDMII, prefiram EPOPEIA ...), com figuras tão vincadas, foi iniciada por outras  figuras, maiores - Cristina Reis e Luís Miguel Cintra. De um outro teatro - a CORNUCÓPIA. Para muitos NACIONAL - sem precisar de o ser. Com esta peça:

 

 
Rematando, Luís Miguel Cintra foi também, há dias, acolhido no universo TNSJ como referimos no post PARA ESTE DIA MUNDIAL DO TEATRO 2023 | «Pequeno Livro Arquivo - pensamentos, palavras, actos e omissões» | DE LUÍS MIGUEL CINTRA.
 
 

LUANDINO VIEIRA|Acervo Digital-Papéis da Prisão

 

Veja aqui

«Pela sua relevância, nos estudos literários, mas também nos estudos linguísticos, da memória, da violência, dos direitos humanos, da história das lutas de libertação, os Papéis da Prisão estão na origem de dezenas de artigos científicos, jornalísticos e entrevistas, de teses de doutoramento e de uma peça de teatro com encenação de Jorge Silva Melo “Tenho trinta anos, estou nas cadeias há quatro”, apresentada na Fundação Calouste Gulbenkian».

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 e a propósito este artigo de opinião:

 


 

 

segunda-feira, 3 de abril de 2023

O QUE É ISTO? | será que os governantes podem dizer o que lhes apetece ! | AINDA BEM, FICAMOS A CONHECÊ-LOS MELHOR | NO CASO DA CULTURA O QUE SE VÊ PELO MENOS PARA ALGUNS É DE «ARREPIAR»

 

 

JN - 3ABR2023

Acabam de nos fazer chegar o recorte da imagem. Bem sabemos que em tudo é preciso ver o todo e o contexto, mas ainda assim as palavras acima valem por si. E as perplexidades a que o Senhor Ministro nos vem habituando continuam. Algumas notas:
 
- Desde logo, poderá o Senhor Ministro dizer-nos qual é a verdadeira situação da intervenção dos «privados» - em dinheiro e em géneros - no financiamento da Cultura? Ah, não esqueça o GRATUITO.
- Mas o que é aquilo da «funcionalização pública», senhores! Melhor seria que utilizasse o termo «subsidiodependência». 
- Senhor Ministro, ocupe-se do que é da sua responsabilidade, ou seja, delimite o SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA devidamente orçamentado que o ESTADO deve garantir. Já imaginou aquelas palavras para a «saúde» e para a «educação»?
 
Enfim, um «liberal» não diria melhor! Mas que Governo Socialista é este na Cultura! E o Senhor Primeiro Ministro não diz nada. Deixa andar ... Certamente até a comunicação social lhe dar relevo.



domingo, 2 de abril de 2023

Recordar «Merry Christmas Mr. Lawrence» é recordar Sakamoto que nos deixou




Sakamoto (1952-2023).  “A vida é curta, a arte é longa” dizem ser citação do compositor. A prová-lo, quem viu «Merry Christmas Mr. Lawrence» nunca mais o deve ter esquecido, e irá continuar a ouvir a banda sonora do filme. Entretanto, no youtube: «Merry Christmas Mr. Lawrence / Ryuichi Sakamoto - From Ryuichi Sakamoto: Playing the Piano 2022». Magia. E talvez dê para perceber porque ficou na memória.
Do que sobre Sakamoto escreveu o jornal Público neste momento da sua morte:«(...)Artista multifacetado, curioso perante a música, perante o espírito humano que inventa e molda a tecnologia, perante esse mesmo espírito que se faz um com os instrumentos de onde extrai som, Ryuichi Sakamoto compôs e gravou música, criou bandas sonoras para cinema e instalações. De longa data um activista pela ecologia, bastante interventivo no seu país, dizia que “a melhor instalação que existe, creio, é escutar simplesmente a chuva”. (...)».



« fazer cumprir a Constituição»