segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024
Ó PS, FRACA A EQUAÇÃO QUE FAZEM DA CULTURA E DAS ARTES NO VOSSO PROGRAMA ELEITORAL! | desde logo falta abordagem «inteira» sob várias perspetivas
sábado, 27 de janeiro de 2024
PROGRAMA ELEITORAL DO PCP PARA AS LEGISLATIVAS DE 10 MARÇO 2024 | lá a Cultura ao mesmo tempo que os demais Setores sem perder singularidade | A EMERGIR COMO ALMA DO «VERDE»=DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL | E PARA TUDO E PARA TODOS A IMPORTÂNCIA DO SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA PRESENTE NA INTERVENÇÃO DE PAULO RAIMUNDO NA APRESENTAÇÃO | OBVIAMENTE !
«Este ensaio reivindica a cultura para a colectividade inteira, único meio para o despertar da consciência da humanidade sobre si própria. Afirmar a cultura como problema central do nosso tempo foi tão urgente em 1939 quanto hoje».+
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E de repente - terá sido o «verde» da capa ? - O PROGRAMA ELEITORAL a pedir-nos que seja lido à luz do PARADIGMA «DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL» na formulação que com fundamento estruturamos e seguimos, ou seja, não se trata de «opinião» solta:
De facto, é generalizada a concordância sobre o papel da Cultura na vida de cada um e da Sociedade e, sim, na Economia. Só falta agir em conformidade, como quisemos mostrar neste post. E é isso, o Programa Eleitoral do PCP poderá ser assinalado pela centralidade que dá à CULTURA. Tem vida própria na sua interdependência do todo - e só assim NINGUÉM FICA PARA TRÁS. «Tudo está em tudo». Lá se dá conteúdo ao que Tolentino Mendonça tão bem diz em palavras que constam deste post:«A CULTURA NÃO É UM LUXO _ Um dos perigos contemporâneos é a transformação da cultura em indústrias de entretenimento recheada de produtos de consumo rápido e sonâmbulo, capturada pelo simplismo dos modelos»
E o Programa Eleitoral do PCP está povoado de esperança. Por exemplo: «Um País de esperança e de futuro exige a valorização da Escola Pública; A esperança no futuro constrói-se agora. É por isso urgente que se criem as condições para que os jovens cá estudem, trabalhem e façam as suas vida. Todavia não será de excluir que haja um «cansaço de esperança», para utilizarmos expressão que aprece no filme «As ervas secas», e nos tocou. Mas se soubermos ler o Programa Eleitoral do PCP confirmam-se as palavras de Manuel Gusmão ao referir-se ao seu Partido: “Nós somos a esperança que não fica à espera”. Sim, lá, no Programa, há propostas de estratégias e de ações de emergência que o mostram. Em especial para a CULTURA que aqui nos move. E de que precisamos, como de forma bela e forte nos diz - uma vez mais - Manuel Gusmão:
quarta-feira, 7 de agosto de 2019
PARTIDO SOCIALISTA | O QUE É FEITO DOS PROGRAMAS ELEITORAIS PARA A CULTURA COM QUE NOS TINHA HABITUADO?
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| Excerto do Programa Eleitoral 2019 do PS |
«As despesas discricionárias, também chamadas de custeio e investimento, são as despesas que o governo pode ou não executar, de acordo com a previsão de receitas. É sobre as despesas discricionárias que recai os cortes realizados no orçamento quando cai a previsão de receitas arrecadadas para o ano».Tenham dó!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2025
«O TEMPO, ESSE GRANDE ESCULTOR» | lembramos o titulo do belo livro de Marguerite Yourcenar ao sabermos da abstenção do PS na CML relativamente à aplicação do IRS | DURANTE A CAMPANHA ELEITORAL NÃO TINHAM POSIÇÃO MAS COMO SE VÊ FOI UMA QUESTÃO DE TEMPO (POUCO) PARA CHEGARMOS AO QUE SE INTUIA ...
«No dia em que uma estátua é acabada, começa, de certo modo, a sua vida. Fechou-se a primeira fase, em que, pela mão do escultor, ela passou de bloco a forma humana; numa outra fase, ao correr dos séculos, irão alternar-se a adoração, a admiração, o amor, o desprezo ou a indiferença, em graus sucessivos de erosão e desgaste, até chegar, pouco a pouco, ao estado de mineral informe a que o seu escultor a tinha arrancado.
Já não temos hoje, todos o sabemos, uma única estátua grega tal como a conheceram os seus contemporâneos.». Saiba mais.
domingo, 8 de setembro de 2019
LEGISLATIVAS 2019 | DEBATES | perguntas e respostas em torno da cultura e das artes ...
E lá para o fim do debate entre Catarina Martins e António Costa eis que aparece, assim tipo pergunta de algibeira, questão sobre cultura, como pode verificar via imagem acima - desculpe lá senhor moderador, bem sabemos que ao longo dos tempos lhe devemos, certamente com outros, do reduzido trabalho que ainda vamos tendo sobre cultura e artes. Mas fala-se tão pouco de cultura e artes que o assunto quando surge mais parece «flor na lapela», deste género: como veem não esquecemos a cultura. Mas pronto, o que conta é que houve pergunta, e qual foi ela, qual foi? Sobre assunto que também abordamos neste post - e só por isso à partida alinhamos com a pergunta : PARTIDO SOCIALISTA | O QUE É FEITO DOS PROGRAMAS ELEITORAIS PARA A CULTURA COM QUE NOS TINHA HABITUADO? ou seja, tem a ver com o que quer dizer esta passagem do Programa Eleitoral do PS:
domingo, 11 de fevereiro de 2024
UNESCO|«World Conference on Culture and Arts Education 2024» | E NÃO TEMOS EMENDA: TUDO É PRETEXTO PARA OLHARMOS PARA O PROCESSO ELEITORAL EM CURSO ...
quarta-feira, 21 de maio de 2025
NÃO HÁ«OPOSIÇÃO»,HÁ«OPOSIÇÕES» | ainda bem que há quem nos leve a reparar nisso, e por aqui até o inserimos no que foi adiantado no programa «por outro lado» - RTP3 - onde foi expresso por um dos participantes (com o que concordamos): face ao novo panorama politico «a esquerda precisa de «pensar», «estudar», «trabalhar» | PELA NOSSA PARTE ESTIMULADOS PELO QUE DESPOLETOU ESTE POST UMA PEQUENA/GRANDE OBSERVAÇÃO: TAMBÉM NÃO HÁ «ESQUERDA», «HÁ ESQUERDAS»
Líder de quê ?
Talvez os leitores pensassem que, no meu artigo de hoje, fustigasse os principais sofismas e o acentuado autismo político dos discursos de José Sócrates no Congresso do seu partido, e, de igual modo, as efabulações manifestamente embevecidas que alguns dos apoiantes do seu governo depois semearam pela imprensa.
Nesse caso, seria no mínimo necessário perguntar se alguma vez, ao longo de três anos de governos PSD-CDS, o PS e os agora deslumbrados admiradores do seu governo reclamaram e exigiram da direita o vasto conjunto de medidas e orientações que agora estão friamente executando e que, em vários casos e por causa da protecção da etiqueta “socialista”, vão muito mais longe e doem muito mais do que aquelas que os anteriores governos PSD-CDS tiveram força, tempo e condições sociais para levar à prática.
Respondendo indirectamente à pergunta, seria também necessário relembrar a quantidade de nomes feios e de duras críticas com que, na oposição, o PS repetidamente brindou as medidas e orientações dos governos da direita que agora desenvolve e agrava com a recorrente, petrificada e tradicional justificação de que para elas não há alternativa.
E seria ainda necessário perguntar aos esfusiantes apoiantes do actual governo, que proclamam agora que o crescimento económico e o emprego dependem hoje muito pouco directamente dos governos, porque razão o PS colocou então no centro da sua campanha eleitoral de Fevereiro de 2005 a insistente denúncia de que os portugueses viviam “numa economia parada há já três anos; com a taxa de desemprego em 6,8 por cento, havendo mais de 150.000 novos desempregados”.
Acontece porém que, há uma semana, aqui no PÚBLICO, a colunista Constança Cunha e Sá, em título de artigo e também no texto, qualificou Marques Mendes como “o líder da oposição”, o mesmo vindo a fazer na passada terça-feira Eduardo Prado Coelho logo na primeira linha da sua crónica diária.
Acredite-se que nesta observação não há a mais pequena acrimónia ou hostilidade para com os referidos colunistas deste jornal, que afinal se limitaram a repetir o que, ao longo de muitos e muitos anos, têm escrito ou dito centenas de outras pessoas – jornalistas da imprensa, rádio e televisão, outros comentadores, professores universitários (incluindo de Direito), líderes, outros dirigentes e deputados do PS e do PSD.
O que acontece é que estas recentes referências voltaram a pôr em evidência, no jornal onde também escrevo, o completo fracasso do meu já longo combate contra aquela persistente incorrecção, ou deturpação ou falsificação, como quiserem.
Sim, a verdade é que, como já tinha reconhecido em artigo publicado em 2003 mas para uma reduzida audiência, e de que assumo recuperar agora diversas ideias, falharam sem margem para dúvidas todos os esforços, métodos ou habilidades a que recorri com o objectivo de erradicar ou atenuar essa falsa e viciada designação de “líder da oposição”.
Desde logo, falhou a argumentação séria e de bom senso que chamava a atenção dos repetidores da contestável expressão – ora aplicada ao líder do PSD ora ao líder do PS - para que, em rigor, não havia “uma oposição” mas “oposições” ou vários partidos de oposição e que sendo, por exemplo, o PCP há muitos anos um partido de oposição, não fazia nenhum sentido incutir a ideia de que pertence a um campo – “a oposição” – que seria liderada pelo Presidente ou Secretário-geral de outro partido.
Falhou a observação cortante de que, ao que constasse, o PCP (bem como certamente outros partidos de oposição) se liderava a si próprio e não tinha nunca delegado em nenhum dirigente de outro partido o que quer fosse relativo ao seu papel, orientação, intervenção e representação.
Falharam as falinhas mansas adiantando que, a nosso ver, quem, dia sim dia não e consoante a época, atribuía ou ao líder do PS ou ao líder do PSD a qualificação de “líder da oposição” o fazia certamente, não no intuito deliberado de amesquinhar e subordinar politicamente o PCP (e outros partidos de oposição), mas apenas por inadvertência, imponderação ou contágio semântico.
Falhou o argumento de recorte histórico que lembrava que, de 1983 a 1985, aquando do Governo do “bloco central” (coligação PS-PSD), o PCP era o maior partido da oposição e nem por isso alguém passou a qualificar Álvaro Cunhal de “líder da oposição”.
Falhou o argumento da “economia textual” no sentido de que se os cultores da expressão “líder da oposição” passassem a dizer, consoante a época, “o líder do PS” ou “o líder do PSD”, sempre poupariam, por comparação com a palavra “oposição”, respectivamente seis e cinco caracteres.
Falhou o argumento pedagógico de que certamente não daria muito trabalho substituir a alusão ao “líder da oposição” pela referência mais exacta, ao menos do ponto de vista formal, ao “líder do maior partido da oposição” e que, apenas por mais três palavras, não valia a pena continuar a dar vida a uma fórmula que tinha perversas consequências sobre a dignidade, autonomia e identidade de terceiros.
E, finalmente, falharam também os apelos pungentes a que não dessem do PCP (e de outros partidos da oposição) a imagem de uma entidade tão instável e volúvel que, nos últimos vinte anos, teria pertencido a uma “oposição” que, na versão largamente dominante, teria sido sucessivamente “liderada” por Vítor Constâncio, Jorge Sampaio, António Guterres, Marcelo Rebelo de Sousa, Durão Barroso, Ferro Rodrigues, José Sócrates e Marques Mendes.
Por vezes, na busca de explicação para esta “overdose” de referências ao “líder da oposição” num país como o nosso que, desde 1974, felizmente nunca viveu em sistema bipartidário, cheguei a perguntar-me se não seria influência da situação da Grã-Bretanha mas, mesmo aí, apesar do injusto sistema maioritário, já desde há uns anos que tal bipartidarismo deixou de existir graças à impressionante determinação de uma parte significativa do eleitorado.
A terminar, confesso que a minha última e desesperada esperança está na carta que vou escrever a Bill Gates sugerindo-lhe que, na próxima versão portuguesa do Word, o respectivo corrector ortográfico e gramatical, de cada vez que lhe aparecer a expressão “líder da oposição”, logo lhe aplique o clássico sublinhado a vermelho e sugira ao utilizador as decentes alternativas que já aqui enunciei.
Mas o pior é que Bill Gates vive nos EUA, onde o sistema político é ferreamente bipartidário, e temo que não me entenda.
terça-feira, 2 de abril de 2024
CHEIO DE SI O MINISTRO DESPEDE-SE | com mensagem em que faz o balanço do seu «tirocinio no Ministério da Cultura»









