sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

«THE SURVEY OF GLOBAL COLLECTING 2023 /A report published by Art Basel & UBS»

 

 

Disponível aqui

 

«(...)  Most collectors are motivated by personal pleasure and self-identity when it comes to assembling their art collections; financial motivations were the second-highest prime motivator. New for this study, we looked in depth at the use of credit, with 43% of collectors borrowing to finance their art collections, with the percentage financed increasing with collector wealth, indicating collector resilience to higher interest rates. One third of ultrahigh-net-worth collectors surveyed had financed 50% of their collections using credit, either as unsecured loans or via specialist art lending services. Looking ahead to the second half of the year and into 2024, over half of the collectors are planning to purchase art, stable on last year. 77% of the collectors surveyed remain confident about the art market’s performance in the next six months, indicating a baseline of resilience within the sector. (...)».

 

 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

A CASA DA MÚSICA QUE O GOVERNO NOS DEIXA ...| ilustra bem a fragilidade alargada do setor da cultura | CENA-STE QUER CONHECER O RELATÓRIO DO GRUPO DE REFLEXÃO

 

 
 
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e do trabalho do jornal  PÚBLICO:
 
«Sindicato exige acesso ao relatório do grupo de reflexão da Casa da Música | Ministro da Cultura e presidente do Conselho de Fundadores instados a partilhar conclusões que podem ter consequências para os trabalhadores da instituição, como  ||os membros da Orquestra Sinfónica. | 

«(...)O grupo de reflexão foi criado há cerca de um ano por exigência de Adão e Silva para repensar a governação e a missão artística da Casa da Música. Em Novembro, o PÚBLICO apurou que entre as suas recomendações chegou a constar a ideia de que o presidente da administração passasse a ser nomeado pelo Governo e que fossem os privados a escolher uma nova comissão executiva. Na mesma altura, o músico e compositor Mário Barreiros, que preside ao grupo, sublinhou que o grande problema da instituição “é financeiro” e que apesar da reposição dos dez milhões de euros de dotação do Estado, os privados e alguns fundadores não mostram margem para aumentar a sua participação. (...)».

 

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Sobre a CASA DA MÚSICA revisitemos posts anteriores:
 
  •  SOBRE OS CORTES À CASA DA MÚSICA. E deste post desde já esta passagem: «O musicólogo e ex-secretário de Estado da Cultura Rui Vieira Nery acha que “seria trágico, para a vida cultural portuguesa, se o projecto da Casa da Música viesse a abortar”, e defende que se trata de um projecto com uma dimensão que “transcende a margem de decisão” do secretário de Estado. “Esta é uma matéria que, pela sua gravidade política, tem de ser decidida ao mais alto nível, ao nível do primeiro-ministro, que tem a tutela da Cultura”. Lembra ainda que a Casa da Música foi sempre “um projecto consensual em termos político-partidários e que “seria muito mau quebrar agora esse consenso por causa de verbas que, em termos macroeconómicos, são irrelevantes”.Nery deixa ainda um aviso: “A Casa da Música é hoje um organismo integrado numa rede internacional de primeira grandeza, algo que deu muito trabalho a construir e que pode ser facilmente destruído por um golpe súbito.” Para manter a posição que alcançou, argumenta, a instituição “não pode estar sujeita a estas estratégias de stop and go”, já que, se começar “a cancelar compromissos assumidos internacionalmente, perde rapidamente toda a credibilidade e será muito difícil conseguir recuperá-la”. (...)».
Também uma boa ocasião para  os descrentes repararem que um SERVIÇO PÚBLICO não pode estar dependente dos «humores» do mecenato e afins. Veja-se o que se pode ler no trabalho do jornal PÚBLICO:«os privados e alguns fundadores não mostram margem para aumentar a sua participação». Venham «todos os mecenatos» mas deles não  pode depender o ESSENCIAL. Do mecenato espera-se que  incremente, qualifique. Leve à excelência e além dela ...
  
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E aproveitemos para reparar nisto: na Casa da Música já houve a reposição dos cortes, e a ainda bem. Mas parece que o Senhor Ministro da Cultura vai deixar -nos sem nos dizer se isso já aconteceu em todas as situações. Expliquemo-nos: na esfera dos FINANCIAMENTOS  ATRAVÉS   DA DGARTES já houve a reposição dos valores antes da TROIKA? A todos os casos? Que saibamos não, nem isso tão-pouco terá sido considerado, estudado... E pode crer, Senhor Ministro, é um erro crasso ... Mas o Senhor Governante vive sob a tirania dos concursos, onde há «tratamento cego»: tratamento igual para o que é diferente, e sempre a partir do zero ... Tenhamos esperança que nos próximos tempos haja lugar a DIAGNÓSTICOS DIGNOS DESSE NOME que certamente levarão a MEDIDAS IMEDIATAS para se estancar a situação miserável em que se encontra o SETOR, e a medidas de fundo porque a CULTURA E  AS ARTES são componentes de corpo inteiro do DESENVOLVIMENTO - SUSTENTÁVEL como agora se designa.
 
 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

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terça-feira, 5 de dezembro de 2023

«AMADOR, A COISA AMADA» | o que está a acontecer, o que falta fazer ...

 

 

Leitor do Elitário Para Todos fez-nos chegar o artigo da imagem, do Diário do Minho, mas se preferir está disponível online - aqui

 

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O que nos ocorre dizer? Sublinhar o que já temos dito: seria importante, desde logo, sistematizar o que ao longo dos anos as ADMINISTRAÇÕES fizeram na esfera do TEATRO AMADOR em termos de Serviço Público. A Administração Central, a Local, e a Regional. Será de lembrar que na DGAC, agora DGARTES, houve atividade em quantidade e qualidade que lhe era dirigida. E como não lembrar a intervenção de NORBERTO ÁVILA! Mais, mesmo depois das reestruturações, com a criação primeiro das Delegações e depois das Direções Regionais, em que o «amador passou para lá», isso não significou que o CENTRAL deixasse de ter competências na matéria ... Lembrem-se «discussões»: em torno da publicação de Peças; o trabalho dos «amadores» com os «profissionais»; ...
Nem de propósito, hoje foram publicados os «estatutos» da Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e qual será o conteúdo do  fixado para «amador»?  - (Igual a «carácter não profissional»? Convém esclarecer à partida).


Do que se pode encontrar - por exemplo, na do CENTRO
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3 — Na área da programação e promoção cultural:
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c) Apoiar iniciativas culturais locais ou regionais, de caráter não profissional que, pela sua natureza, correspondam a necessidades ou aptidões especificas da região;
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 g) Apoiar, nos termos da lei, o associativismo cultural, designadamente bandas de música, filarmónicas, escolas de música, tunas, fanfarras, ranchos folclóricos e outras agremiações culturais que se dediquem à atividade musical, constituídas em pessoas coletivas de direito privado sem fins lucrativos;

 h) Elaborar, implementar e promover ações e programas de qualificação e capacitação do ecossistema cultural e criativo nos vários domínios da sua atividade;

 i) Fomentar o diálogo e apoiar linhas de cooperação dos agentes e estruturas culturais e criativos da região com os seus congéneres a nível nacional, em articulação com os serviços competentes da CCDR, I. P.;

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Ainda: ai! estas orgânicas!
Voltamos às velhas práticas; listar,listar, listar ... E se este é o método vai sempre faltar alguma coisa. «Vem nos livros» ...A finalizar, um Grupo de Teatro Amador estará nas outras «agremiações culturais»? A coisa podia ser mais «calorosa», assim causa logo «má impressão» ... E de repente: e o TEATRO UNIVERSITÁRIO? E ... 




 
 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

SENHOR MINISTRO DA CULTURA ANTES DE ABANDONAR A FUNÇÃO|explique-nos isto:«Aveiro será a primeira Capital Portuguesa da Cultura, de um total de três designadas pelo Ministério da Cultura, liderado por Pedro Adão e Silva, sendo sucedida depois por Braga 2025 e Ponta Delgada 2026»|E QUE TAL APLICAR A MESMA LÓGICA AOS CONCURSOS DA DGARTES? OU SEJA AOS QUE EMBORA BONS FICARAM FORA DOS FINANCIAMENTOS

 

 
Pois é, Senhor Ministro, continuamos sem conhecer o suporte da decisão relativa àquelas Capitais de Cultura. Em todas as dimensões, da legal à gestionária. Necessariamente, na esfera da gestão estratégica quanto à CULTURA E ÀS ARTES. Nada contra as escolhas - e em CONCURSOS até podemos generalizar: se as candidaturas são boas e não ficam em primeiro lugar ou em lugares elegíveis arranja-se maneira de não ficarem com as mãos «a abanar» ... Bom, Senhor Governante que tal alargar o raciocínio de V. Excelência aos RESULTADOS DOS CONCURSOS DA DGARTES? Disse em algum momento que não podia fazer isso porque não ia desvirtuar os concursos ... Por isso antes de deixar a função conviria que deixasse este imbróglio resolvido. Ai esta Gestão Pública! Vamos a ver e será a causa de muitas das crises ... Sublinhemos, desejamos o melhor a Aveiro, Braga e Ponta Delgada, ... Mas por aqui não há Ministros,  e gostamos de gostar mais de tudo ... E para já estamos com ÉVORA, pois claro...NADA DE OFUSCAR O QUE BRILHA!
 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

RECORTES | do artigo «Qual é a nossa ambição?» | DE MIGUEL POIARES MADURO NO SEMANÁRIO EXPRESSO

 

 É do artigo de opinião da imagem, no semanário Expresso desta semana, este excerto:

«(...)No fundo, o país resignou-se a uma mediocridade com alguma segurança, se bem que, mais tarde ou mais cedo, essa mediocridade, como sempre aconteceu nas últimas décadas, nos volte a trazer insegurança económica e social.

Parece que essa mediocridade se transformou na nossa ambição. No último artigo alertei para o risco de se normalizarem péssimas práticas políticas. Essa mediocridade na política, que alguns também querem transformar na medida da nossa ambição, não é apenas simétrica da mediocridade económica e social, elas estão relacionadas. A mediocridade política não reduz apenas a confiança no sistema político e no Estado por parte dos cidadãos (como o recente European Social Survey confirma). Essa mediocridade reflete-se em más instituições e processos de decisão. E estes explicam boa parte das más políticas públicas que nos conduziram à mediocridade económica e social. Precisamos de uma ambição diferente e de não nos resignarmos a esta mediocridade».

Na nossa leitura é um artigo forte - se puder não perca na integra -  e, como as palavras contam, a escolha de «mediocridade», desde logo, na nossa leitura, revela coragem, conhecimento,  e fundamentalmente honestidade intelectual. Contudo, a nosso ver, seria útil inventariar quem  tem denunciado essa mediocridade decorrente dessa falta de ambição, ou vice-versa, de forma continuada, permanente  e sistemática. Estamos certos que entre eles se vão encontrar HOMENS E MULHERES da CULTURA E DAS ARTES, individualmente, ou em movimentos (frágeis, é certo), contra todas as dificuldades que se vivem no sector ... Não se resignam. Denunciam o fraco investimento que vai para o Serviço Público de Cultura bem como a falta de atenção para com as designadas Indústrias Culturais e Criativas. Os decisores parecem desconhecer a força da Cultura e das Artes no Desenvolvimento Sustentável. E apetece-nos lembrar este post:

LIVRO |«O ESSENCIAL DA POLÍTICA PORTUGUESA» | onde a Cultura não tem espaço ...|E UMA VEZ MAIS SUGERIMOS À ORDEM DOS ECONOMISTAS PARA OLHAR PARA A SITUAÇÃO

De lá, por exemplo: